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Ninguém esquece um filho que não nasceu

Mais uma vez emprestamos a voz das nossas paróquias a esta proposta Vinha de Raquel da Pastoral Familiar de Lisboa para as mulheres que passaram pelos horrores do aborto.

Qualquer dúvida deverá ser remetida por email a apoio@vinhaderaquel.org

Adoração Eucarística retoma horários “normais”

Vários aspetos distinguem as nossas paróquias das outras, e até uma da outra, quanto mais não seja o facto de nós pertencermos a esta e não a outra.

No entanto, se há traço diferenciador que nos marca, num sentido positivo e valorativo, esse traço terá de ser a Adoração Eucarística: somos paróquias que colocam a Eucaristia no centro de toda a sua vida paroquial, somos paróquias de adoradores.

A partir de Domingo 18 de setembro, retomar-se-á nas nossas paróquias o ritmo que estava a ser praticado no período antes das férias do verão: em SJBaptista às terças e quintas das 8h00 às 23h00, e em SJosé às quartas e quintas das 9h00 às 23h00.

As responsáveis têm manifestado o desejo de ver mais pessoas inscritas: contacte a Margarida Cerdeira (910 662 582), responsável deste serviço em SJosé, ou a Isabel Pires (918 596 440), responsável deste serviço em SJBaptista.

Poderá sempre pensar: “Ah – eu já sou adorador, vou quando posso, não vejo necessidade de me inscrever”. Se pensar bem, não está a ser muito caridoso: se faz, então deve inscrever-se, porque para que a adoração permanente seja possível é preciso que em cada hora esteja alguém inscrito e que assegure aquela hora. E depois imprevistos acontecem sempre e, por vezes em cima da hora, é necessário assegurar a substituição de irmãos que por uma ou outra razão naquele dia não podem ou não lhes dá jeito… e isso muitas vezes sobra para as responsáveis. Se puder, inscreva-se com a responsável da sua paróquia. E quem agradece é a comunidade paroquial toda ( e o Senhor também agradecerá ).

Aproveitamos a deixa para partilhar as 6 sessões de formação que há uns anos tivemos com o Pe Dário Pedroso (clique aqui para abrir no YouTube):

Mensagem do Papa Francisco para a 37ª JMJ Lisboa 2023

Foi divulgada hoje, pelo Vaticano, a mensagem que o Papa escreveu aos jovens por ocasião das JMJ que terão lugar no nosso país em agosto de 2023.

A minha mensagem para vós #jovens, a grande mensagem de que é portadora a Igreja é Jesus! Sim, Ele mesmo, o seu amor infinito por cada um de nós, a sua salvação e a vida nova que nos deu. #JMJ #Lisboa2023

«Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39)

Queridos jovens!

O tema da JMJ do Panamá era este: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Depois daquele evento, retomamos o caminho para uma nova meta – Lisboa 2023 –, deixando ecoar nos nossos corações o premente convite de Deus a levantar-nos. Em 2020, meditamos nesta palavra de Jesus: «Jovem, Eu te digo, levanta-te!» (cf. Lc 7, 14). No ano passado, serviu-nos de inspiração a figura do apóstolo São Paulo, a quem o Senhor ressuscitado dissera: «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste» (cf. At 26, 16). No troço de estrada que ainda nos falta para chegar a Lisboa, caminharemos juntos com a Virgem de Nazaré, que, imediatamente depois da Anunciação, «levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) para ir ajudar a prima Isabel. Comum aos três temas é o verbo levantar-se, palavra (é bom lembrá-lo!) que significa também «ressuscitar», «despertar para a vida».

Nestes últimos tempos tão difíceis, em que a humanidade já provada pelo trauma da pandemia, é dilacerada pelo drama da guerra, Maria reabre para todos e em particular para vós, jovens como Ela, o caminho da proximidade e do encontro. Espero e creio fortemente que a experiência que muitos de vós ireis viver em Lisboa, no mês de agosto do próximo ano, representará um novo começo para vós jovens e, convosco, para toda a humanidade.

Maria levantou-se

Depois da Anunciação, Maria teria podido concentrar-se em si mesma, nas preocupações e temores derivados da sua nova condição; mas não! Entrega-se totalmente a Deus! Pensa, antes, em Isabel. Levanta-se e sai para a luz do sol, onde há vida e movimento. Apesar do inquietante anúncio do Anjo ter provocado um «terremoto» nos seus planos, a jovem não se deixa paralisar, porque dentro d’Ela está Jesus, poder de ressurreição. Dentro d’Ela, traz já o Cordeiro Imolado mas sempre vivo. Levanta-se e põe-se em movimento, porque tem a certeza de que os planos de Deus são o melhor projeto possível para a sua vida. Maria torna-se templo de Deus, imagem da Igreja em caminho, a Igreja que sai e se coloca ao serviço, a Igreja portadora da Boa Nova.

Experimentar na própria vida a presença de Cristo ressuscitado, encontrá-Lo «vivo», é a maior alegria espiritual, uma explosão de luz que não pode deixar ninguém «parado». Imediatamente põe em movimento impelindo a levar aos outros esta notícia, a testemunhar a alegria deste encontro. É aquilo que anima a pressa dos primeiros discípulos nos dias que se seguiram à ressurreição: «Afastando-se apressadamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos» (Mt 28, 8).

As narrações da ressurreição usam muitas vezes dois verbos: acordar e levantar-se. Através deles, o Senhor impele-nos a sair para a luz, a deixar-se conduzir por Ele para superar o limiar de todas as nossas portas fechadas. «É uma imagem significativa para a Igreja. Também nós, como discípulos do Senhor e como Comunidade Cristã, somos chamados a erguer-nos apressadamente para entrar no dinamismo da ressurreição e deixar-nos conduzir pelo Senhor ao longo dos caminhos que Ele nos queira indicar» (Francisco, Homilia na Solenidade de São Pedro e São Paulo, 29/VI/2022).

A Mãe do Senhor é modelo dos jovens em movimento, jovens que não ficam imóveis diante do espelho em contemplação da própria imagem, nem «alheados» nas redes. Ela está completamente projetada para o exterior. É a mulher pascal, num estado permanente de êxodo, de saída de si mesma para o Outro, com letra grande, que é Deus e para os outros, os irmãos e as irmãs, sobretudo os necessitados, como estava então a prima Isabel.

…e partiu apressadamente

Santo Ambrósio de Milão escreve, no seu comentário ao Evangelho de Lucas, que Maria partiu apressadamente para a montanha, «porque estava feliz com a promessa e desejosa de prestar devotadamente um serviço, com o entusiasmo que lhe vinha da alegria interior. Agora, cheia de Deus, para onde poderia apressar-se se não em direção ao alto? A graça do Espírito Santo não admite morosidades». Por isso a pressa de Maria é ditada pela solicitude do serviço, do anúncio jubiloso, duma pronta resposta à graça do Espírito Santo.

Maria deixou-se interpelar pela necessidade da sua prima idosa. Não se escusou, não ficou indiferente. Pensou mais nos outros do que em si mesma. E isto conferiu dinamismo e entusiasmo à sua vida. Cada um de vós pode perguntar-se: Como reajo perante as necessidades que vejo ao meu redor? Busco imediatamente uma justificação para não me comprometer, ou interesso-me e torno-me disponível? É certo que não podeis resolver todos os problemas do mundo; mas talvez possais começar por aqueles de quem está mais próximo de vós, pelas questões do vosso território. Uma vez disseram a Madre Teresa que «quanto ela fazia não passava duma gota no oceano». E ela respondeu: «Mas, se não o fizesse, o oceano teria uma gota a menos».

Perante uma necessidade concreta e urgente, é preciso agir apressadamente. No mundo, quantas pessoas esperam uma visita de alguém que cuide delas! Quantos idosos, doentes, presos, refugiados precisam do nosso olhar compassivo, da nossa visita, de um irmão ou uma irmã que ultrapasse as barreiras da indiferença!

Quais são as «pressas» que vos movem, queridos jovens? O que é que vos faz sentir de tal maneira a premência de vos moverdes que não conseguis ficar parados? Há muitos que, impressionados por realidades como a pandemia, a guerra, a migração forçada, a pobreza, a violência, as calamidades climáticas, se interrogam: Porque é que me acontece isto? Porquê precisamente a mim? Porquê agora? Mas a pergunta central da nossa existência é esta: Para quem sou eu? (cf. Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 286).

A pressa da jovem mulher de Nazaré é a pressa típica daqueles que receberam dons extraordinários do Senhor e não podem deixar de partilhar, de fazer transbordar a graça imensa que experimentaram. É a pressa de quem sabe colocar as necessidades do outro acima das próprias. Maria é exemplo de jovem que não perde tempo a mendigar a atenção ou a aprovação dos outros – como acontece quando dependemos daquele «gosto» nas redes sociais –, mas move-se para procurar a conexão mais genuína, aquela que provem do encontro, da partilha, do amor e do serviço.

A partir da Anunciação, desde aquela primeira vez quando partiu para ir visitar a sua prima, Maria não cessa de atravessar espaços e tempos para visitar os filhos carecidos da sua ajuda carinhosa. Os nossos passos, se habitados por Deus, levam-nos diretamente ao coração de cada um dos nossos irmãos e irmãs. Quantos testemunhos nos chegam de pessoas «visitadas» por Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Em quantos lugares remotos da terra, ao longo dos séculos, Maria visitou o seu povo com aparições ou graças especiais. Praticamente não há lugar, na Terra, que não tenha sido visitado por Ela. Movida por uma solícita ternura, a Mãe de Deus caminha no meio do seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes. E onde quer que haja um santuário, uma igreja, uma capela a Ela dedicada, lá acorrem numerosos os seus filhos. Quantas expressões de piedade popular! As peregrinações, as festas, as súplicas, o acolhimento das imagens nas casas e muitas outras iniciativas são exemplos concretos da relação viva entre a Mãe do Senhor e o seu povo, que se visitam reciprocamente.

Uma pressa boa impele-nos sempre para o alto e para o outro

Uma pressa boa impele-nos sempre para alto e para o outro. Mas há também uma pressa não boa, como, por exemplo, a pressa que nos leva a viver superficialmente, tomar tudo levianamente sem empenho nem atenção, sem nos envolvermos verdadeiramente no que fazemos; a pressa de quando vivemos, estudamos, trabalhamos, convivemos com os outros sem colocarmos nisso a cabeça e menos ainda o coração. Pode acontecer nas relações interpessoais: na família, quando nunca ouvimos verdadeiramente os outros nem lhes dedicamos tempo; nas amizades, quando esperamos que um amigo nos faça divertir e dê resposta às nossas exigências, mas, se virmos que ele está em crise e precisa de nós, imediatamente o evitamos e procuramos outro; e mesmo nas relações afetivas, entre noivos, poucos têm a paciência de se conhecerem e compreenderem a fundo. E, a mesma atitude, podemos tê-la na escola, no trabalho e noutras áreas da vida quotidiana. Ora, todas estas coisas vividas com pressa dificilmente darão fruto; há o risco de permanecerem estéreis. Assim se lê no livro dos Provérbios: «Os projetos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita [a pressa má] cai certamente na ruína» (21, 5).

Quando Maria, finalmente, chega à casa de Zacarias e Isabel, sucede um encontro maravilhoso. Isabel experimentou em si mesma uma intervenção prodigiosa de Deus, que lhe deu um filho na velhice. Teria todas as razões para falar, primeiro, de si mesma; mas não o fez, toda propensa a acolher a jovem prima e o fruto do seu ventre. Logo que ouve a sua saudação, Isabel fica cheia do Espírito Santo. Acontecem estas surpresas e irrupções do Espírito quando vivemos uma verdadeira hospitalidade, quando colocamos no centro o hóspede, e não a nós próprios. Vemos isto mesmo também na história de Zaqueu, que lemos em Lucas: «Quando chegou àquele local [onde estava Zaqueu], Jesus levantou os olhos e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa”. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus cheio de alegria» (19, 5-6).

Já aconteceu a muitos de nós sentir que, inesperadamente, Jesus vem ao nosso encontro: n’Ele, pela primeira vez, experimentamos uma proximidade, um respeito, uma ausência de preconceitos e condenações, um olhar de misericórdia que nunca tínhamos encontrado nos outros. Mais, sentimos também que, a Jesus, não Lhe bastava olhar-nos de longe, mas queria estar connosco, queria partilhar a sua vida connosco. A alegria desta experiência suscitou em nós a pressa de O acolher, a urgência de estar com Ele e conhecê-Lo melhor. Isabel e Zacarias hospedaram Maria e Jesus. Aprendamos daqueles dois anciãos o significado da hospitalidade. Perguntai aos vossos pais e aos vossos avós, bem como aos membros mais idosos das vossas comunidades, que significa para eles serem hospitaleiros para com Deus e com os outros. Fazer-vos-á bem escutar a experiência de quem vos precedeu.

Queridos jovens, é tempo de voltar a partir apressadamente para encontros concretos, para um real acolhimento de quem é diferente de nós, como acontece entre a jovem Maria e a idosa Isabel. Só assim superaremos as distâncias entre gerações, entre classes sociais, entre etnias, entre grupos e categorias de todo o género, e superaremos também as guerras. Os jovens são sempre a esperança duma nova unidade para a humanidade fragmentada e dividida. Mas somente se tiverem memória, apenas se escutarem os dramas e os sonhos dos idosos. «Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado» (Francisco, Mensagem para o II Dia Mundial dos Avós e do Idosos). Há necessidade da aliança entre jovens e idosos, para não esquecer as lições da história, para superar as polarizações e os extremismos deste tempo.

Ao escrever aos Efésios, São Paulo anunciou: «Em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, agora estais perto, pelo Sangue de Cristo. Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade, na sua carne» (2, 13-14). Jesus é a resposta de Deus face aos desafios da humanidade em todos os tempos. E esta resposta, Maria leva-a dentro de si quando vai ao encontro de Isabel. A maior prenda que Maria oferece à sua parente idosa é levar-lhe Jesus: certamente também a ajuda concreta foi muito preciosa; mas nada teria podido encher a casa de Zacarias com uma alegria tão grande e um significado assim pleno como o fez a presença de Jesus no ventre da Virgem, que se tornara o tabernáculo do Deus vivo. Naquela região montanhosa, Jesus, com a mera presença, sem dizer uma palavra, pronuncia o seu primeiro «discurso da montanha»: proclama em silêncio a bem-aventurança dos pequeninos e dos humildes que se entregam à misericórdia de Deus.

A minha mensagem para vós jovens, a grande mensagem de que é portadora a Igreja é Jesus! Sim, Ele mesmo, o seu amor infinito por cada um de nós, a sua salvação e a vida nova que nos deu. E Maria é o modelo de como acolher este imenso dom na nossa vida e comunicá-lo aos outros, fazendo-nos por nossa vez portadores de Cristo, portadores do seu amor compassivo, do seu serviço generoso, à humanidade sofredora.

Todos juntos em Lisboa!

Maria era uma jovem como muitos de vós. Era uma de nós. Assim escrevia acerca dela o bispo D. Tonino Bello: «Santa Maria, (…) bem sabemos que foste destinada a navegar no alto mar. Mas, se te constrangemos a navegar junto da costa, não é porque queremos reduzir-te aos níveis da nossa pequena navegação costeira. É porque, vendo-te tão perto das praias do nosso desânimo, possa apoderar-se de nós a consciência de sermos chamados, também nós, a aventurar-nos, como Tu, nos oceanos da liberdade» (Maria, mulher dos nossos dias, Cinisello/Balsamo 2012, 12-13).

Como recordei na primeira Mensagem desta trilogia, nos séculos XV e XVI, muitos jovens (incluindo tantos missionários) partiram de Portugal rumo a mundos desconhecidos, inclusive para partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações (cf. Francisco, Mensagem JMJ 2020). E a esta terra, no início do século XX, Maria quis fazer uma visita especial, quando de Fátima lançou a todas as gerações a mensagem forte e maravilhosa do amor de Deus que chama à conversão, à verdadeira liberdade. A cada um e cada uma de vós renovo o meu caloroso convite a participar na grande peregrinação intercontinental dos jovens que culminará na JMJ de Lisboa em agosto do próximo ano; e recordo-vos que, no próximo 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, celebraremos a Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares espalhadas pelo mundo inteiro. A propósito, o recente documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – Orientações pastorais para a celebração da JMJ nas Igrejas particulares– pode ser de grande ajuda para todas as pessoas que trabalham na pastoral juvenil.

Sonho, queridos jovens, que na JMJ possais experimentar novamente a alegria do encontro com Deus e com os irmãos e as irmãs. Depois dum prolongado período de distanciamento e separação, em Lisboa – com a ajuda de Deus – reencontraremos juntos a alegria do abraço fraterno entre os povos e entre as gerações, o abraço da reconciliação e da paz, o abraço duma nova fraternidade missionária! Que o Espírito Santo acenda nos vossos corações o desejo de vos levantardes e a alegria de caminhardes todos juntos, em estilo sinodal, abandonando falsas fronteiras. O tempo de nos levantarmos é agora. Levantemo-nos apressadamente! E, como Maria, levemos Jesus dentro de nós, para O comunicar a todos. Neste belíssimo momento da vossa vida, avançai, não adieis o que o Espírito pode realizar em vós! De coração abençoo os vossos sonhos e os vossos passos.

Roma, São João de Latrão, na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria,15 de agosto de 2022.

Francisco

Horário das missas em vigor a partir de setembro de 2022

Tal como já tinha anteriormente sido anunciado, a partir do fim de semana de 17 e 18 de setembro (inclusive), a missa dominical em SJBaptista voltará a ser às 11h00 e retomar-se-á a missa das 10h30 em SJosé:

09h00: S. José;
10h30: S. José;
11h00: S. João Baptista;
12h00: S. José;
19h00: S. José

Gostavas de ser animador/a do ASJ?

Se és católico, tens mais de 18 anos, espírito de equipa e és crismado ou estás a fazer o crisma entra em contacto connosco!

Email: a.s.j.coimbra1986@gmail.com

Oficinas de Oração e Vida

Já se pode inscrever neste percurso que terá início na terça feira dia 4 de outubro às 21h00 no Coro Alto (salas da catequese) da Igreja de São José.

As Oficinas de Oração e Vida são um serviço, dentro da Igreja, onde se aprende e se aprofunda a arte de orar. Esta aprendizagem tem um caráter experimental e prático onde se aprende a orar orando. Aprende-se a entrar na relação pessoal com o Senhor através de várias modalidades de oração.

Orar é uma graça do Senhor mas, enquanto atividade humana é também uma arte que pode ser aprendida e aperfeiçoada. Partindo de uma intensa contemplação da figura de Jesus Cristo, a oficina lança, os que nela participam, num processo que os tornará cada vez mais parecidos com Jesus…

Este percurso decorrerá em 15 terças-feiras seguidas a partir de 4 de outubro no Coro Alto da Igreja de SJosé.

As inscrições são aceites na secretaria de São José e online no formulário https://forms.gle/uxGxNSQu3T4bpgdz7 .

ASJ – inscrições abertas

Estamos de volta ✨

Vai começar mais um ano de ASJ, convidamos-te a aceitar o desafio que nós e Deus te propomos de enfrentar mais um ano connosco!

Podes encontrar o formulário de inscrição na nossa bio e inscrever-te até ao dia 9 de outubro.

Ficamos à tua espera e não te esqueças, sozinhos vamos onde pudermos, juntos vamos onde quisermos 🙏🏻

Inscrições em https://forms.gle/c1R9gAtE5DnyUQ2j9

Inscrições presenciais para a catequese de infância em São José

Para além da possibilidade de inscrever as crianças na catequese de São José online ( https://forms.gle/3Qb3bxgpRKCGZyED8 ), também o poderá fazer presencialmente na igreja (open space do Coro Alto) nos dias 19, 20, 26 e 27 de setembro de 2022 a partir das 18h00. 

Recordamos que, no caso de São João Baptista, deverá contactar a Madalena Sousa pelo 914 129 723 | Email: mmadalenav.sousa@gmail.com

JMJ 2023 – Dias na Diocese – o que é necessário para ser voluntário?

O Voluntário é um dos primeiros rostos da Jornada. Oferece disponibilidade e talentos para concretizar os DND, sendo parte ativa de um dos maiores eventos que o nosso país vai acolher. Num espírito de serviço e alegria, os voluntários poderão colaborar na realização dos DND, conhecer novas pessoas, perspectivas e realidades culturais.

Os requisitos para integrar esta equipa:

  • 16 anos (completados até julho 2023);
  • Disponibilidade; Saber trabalhar em equipa;
  • Boa capacidade de comunicação;
  • Se possível, dominar mais do que um dos idiomas oficiais da JMJ (espanhol, inglês, português, francês, italiano, alemão e polaco);
  • Ser alegre, comprometido e pontual;
  • Ter espírito de serviço à Igreja e às pessoas.

Link para formulário em https://tiny.one/inscreve

Folha Paroquial 11.09.2022 — 24º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Vou partir e vou ter com meu pai.

A versão PDF da Folha Paroquial pode ser descarregada aqui.

Naquele tempo, os publicanos e os pecadores aproximavam-se todos de Jesus, para O ouvirem. Mas os fariseus e os escribas murmuravam entre si, dizendo: «Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Jesus disse-lhes então a seguinte parábola: «Quem de vós, que possua cem ovelhas e tenha perdido uma delas, não deixa as outras noventa e nove no deserto, para ir à procura da que anda perdida, até a encontrar? Quando a encontra, põe-na alegremente aos ombros e, ao chegar a casa, chama os amigos e vizinhos e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a minha ovelha perdida’. Eu vos digo: Assim haverá mais alegria no Céu por um só pecador que se arrependa, do que por noventa e nove justos, que não precisam de arrependimento. Ou então, qual é a mulher que, possuindo dez dracmas e tendo perdido uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e procura cuidadosamente a moeda até a encontrar? Quando a encontra, chama as amigas e vizinhas e diz-lhes: ‘Alegrai-vos comigo, porque encontrei a dracma perdida’. Eu vos digo: Assim haverá alegria entre os Anjos de Deus por um só pecador que se arrependa».

EVANGELHO ( Lc 15, 1-10 )

Há vários anos, uma mãe idosa veio falar comigo e logo começou a derramar lágrimas abundantes com uma angústia sufocante. O que tinha acontecido? Tinha três filhos. Dois deles tinham emigrado para a América. A vida tinha-lhes corrido bem e estavam abundantemente ricos para os padrões locais. O irmão que tinha ficado em Portugal era doente tinha muitas limitações de saúde apesar de ser um rapaz trabalhador. Um dia ele precisou de ajuda urgente e a mãe achou que era justo ajudá-lo mais do que os outros que não precisavam. Eles souberam da ajuda ao seu irmão e ficaram tão irritados com a mãe que vieram a Portugal e nem a foram ver. Era a razão das suas lágrimas juntamente com a dúvida se tinha sido justa.

Lembro-me de ter dito à mãe: – percebo que esteja triste por não ver os seus filhos, mas o que fez não foi nenhuma injustiça para com os seus filhos da América. Eles têm a riqueza de ter o seu afeto e terão a sua herança quando você lha deixar. Se do seu dinheiro quis ajudar o filho que mais precisa, agiu com um coração de mãe, semelhante ao coração de Deus que se inclina para os pobres. Se eles não entenderam o seu gesto de mãe é porque têm o coração endurecido como o filho mais velho da parábola do chamado filho pródigo.

Às vezes a abundância de dinheiro torna-nos insensíveis, ambiciosos e orgulhosos, incapazes de ver a dor e o sofrimento alheio como o rico à porta de quem jazia o pobre Lázaro. Mas, mesmo sem dinheiro, podemos ter acerca de nós mesmos uma ideia farisaica em que nos julgamos supra sumo de verdade, de justiça e de bem não nos dando conta de que somos radicalmente pobres criaturas.

Quando nos tornamos incapazes de nos reconhecer pobres e pecadores tornamo-nos incapazes de receber misericórdia. É essa a verdade que se impõe dos textos bíblicos de hoje. A misericórdia de Deus só é oferecida àquele que se reconhece pecador. E a graça a pedirmos é o reconhecimento das nossas fraquezas, dos nossos limites para sermos beneficiários da divina misericórdia. Reconhecer-se bom ou justo, é rejeitar a graça de Deus como os fariseus e os escribas do evangelho hoje escutado: “Este homem acolhe os pecadores e come com eles». Nós também somos tentados a ter atitudes semelhantes quando temos um olhar de desconsideração e julgamento diante de pessoas que pensam e vivem de uma forma diferente dos nossos padrões morais e culturais. Teremos nós um olhar de compreensão, de proximidade e de amor para com eles?

Estamos a ser atualmente um país de acolhimento de muitos emigrantes que vêm de diversos quadrantes geográficos do planeta. Há aqueles que são muito próximos de nós histórica e culturalmente que é mais fácil acolher, mas há outros que são mais distantes de nós na cultura, na religião e nos valores. Alguns queixam-se de serem olhados com suspeição e quando se trata de arranjarem emprego são preteridos em relação aos outros. Vale a pena que todos nos questionemos. Como costuma ser o meu olhar perante os que são diferentes de mim?

Mais difícil ainda é olharmos com olhar de amor e misericórdia aqueles que desistiram de viver dignamente e que se entregaram aos diversos vícios como o álcool ou a droga, importunam os outros, pedindo dinheiro, usando toda a espécie de mentiras para o conseguirem. Às vezes para ter um olhar diferente sobre eles tenho mesmo de me perguntar: Como é que Jesus faria? Com que olhar os olharia?
Diante da preocupação dos fariseus diante da forma como Jesus acolhe os pecadores e come com eles, Jesus conta as parábolas que mostram que Deus não é somente um Deus dos «justos», mas também dos pecadores. Por isso, faz chover, derrama a neve, faz brilhar o sol, para os bons e os maus, não faz qualquer discriminação. Aliás o pecador é alguém que Deus perdeu e procura reencontrar. É esse o significado das parábolas deste Domingo da ovelha perdida que o pastor procura, da moeda perdida que a mulher busca varrendo a casa, do filho perdido cujo retorno o Pai espera impacientemente.
Há um livro para pais de adolescentes que tem por título: «Ama-me quando menos mereço porque é quando mais preciso.» É assim que Deus faz connosco.

S. Paulo na segunda leitura enriquece isto com as suas próprias palavras dizendo: “É digna de fé esta palavra e merecedora de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, e eu sou o primeiro deles.”

Temos, pois, o verbo salvar; Jesus salva os pecadores. Diz o papa Francisco na Evangelii Gaudium. «Aqueles que se deixam encontrar por Cristo são salvos do pecado, da tristeza e do vazio interior.» Deixar-se salvar é reconhecer que somos pecadores e abrir o coração àquele que nos pode salvar do pecado e do vazio. Mas quem acha que não tem nada a mudar corre o risco de permanecer na sua situação.

Na primeira leitura, Moisés reconhece as fraquezas dos seus compatriotas e implora a misericórdia de Deus que queria exterminar a todos usando a linguagem do Antigo Testamento. O texto termina por dizer que o Senhor renunciou ao mal com que tinha ameaçado o seu povo. Reconheçamos, pois, humildemente as nossas fraquezas e pecados diante de Deus e Ele nos dará sempre a sua abundante misericórdia. Ámen

Perguntas para refletir:

  1. Quando foi a última vez que fizeste o céu alegrar-se -através do teu honesto e livre exame de consciência e arrependimento?
  2. Quais destas 3 parábolas te falam mais profundamente hoje? Porquê?
  3. Estas parábolas são um urgente apelo a ir ao encontro dos que se sentem longe de Deus, para evangelizar e procurar os que estão ou se sentem perdidos através da partilha da nossa história. Como e com quem poderás partilhar a alegria e a liberdade que nasce do perdão e da misericórdia que experimentaste na tua própria vida?

Deixemos que Deus nos diga suavemente:
“Ama-me como tu és, a cada instante e na posição em que te encontras, no fervor ou na secura, na fidelidade ou na infidelidade. Se tu esperas tornar-se, primeiro, perfeito para então começares a me amar, não amarás nunca. Eu só não te permito uma coisa, que não me ames. Ama-me, tal como és. Eu quero o teu coração esfarrapado, o teu olhar indigente, as tuas mãos vazias e pobres. Eu amo-te até ao fundo da tua fraqueza. Eu amo o Amor dos pobres. Eu quero ver crescer, no fundo da tua miséria, o Amor e só o Amor. Se para me amar, tu esperas primeiro ser perfeito, nunca me amarás. Ama-me como és…”

Abertura das inscrições para JMJ Lisboa 2023 prevista até ao final de outubro

O Presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, D. Américo Aguiar, anunciou que a abertura de inscrições, para a participação na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Lisboa 2023, deve iniciar-se até ao final do mês de outubro, com o Papa Francisco a ser o primeiro peregrino a inscrever-se.

A confirmação foi feita no decorrer da participação da comitiva portuguesa da JMJ Lisboa 2023 na Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, em São Paulo, que pretende promover a Jornada neste país.

Reforçando o compromisso de a Jornada ser um sinal de esperança rumo ao futuro, D. Américo Aguiar convidou todos os jovens do Brasil a participarem neste encontro, que deseja que “possa ser um sinal de esperança, de carinho, de amor, no tempo difícil que estamos a viver”.

O Presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023 e o Comité Organizador Local (COL) da JMJ Lisboa 2023 estão a promover a Jornada no Brasil até 12 de setembro.

Para melhor esclarecer estes jovens sobre a JMJ Lisboa 2023, a comitiva portuguesa irá integrar várias direções do COL, especialmente das áreas do acolhimento e acompanhamento dos peregrinos e do ‘Caminho 23’, com a presença dos responsáveis pelo acolhimento dos peregrinos brasileiros e dos da América Latina.

Procurando aproximar e motivar a participação na JMJ Lisboa 2023, esclarecendo dúvidas, inclusive relacionadas com a logística da viagem, o COL pretende realizar viagens semelhantes aos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), nomeadamente a Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

As inscrições para a participação na JMJ Lisboa 2023 decorrerão via plataforma online, a ser disponibilizada brevemente.

Como acrescentar o calendário da paróquia ao meu telemóvel?

Versão WEB do nosso calendário (clique no link)

Acrescentar o calendário com atividades relativas à Unidade Pastoral: clique aqui ou adicione pelo código 7tl0dtmt1do17i55ce1hn79ga8@group.calendar.google.com

Acrescentar o calendário com atividades relativas a SJBaptista: clique aqui ou adicione pelo código 6r3t0s4q5ia8jcsfer8bat0r94@group.calendar.google.com

Acrescentar o calendário com atividades relativas a SJosé: clique aqui ou adicione pelo código 6bq5blc9rgc01btmn60n89ehgc@group.calendar.google.com

Acrescentar o calendário com atividades de âmbito diocesano ou universal: clique aqui ou adicione pelo código p7h2v040jcptqji45ia91t5f2o@group.calendar.google.com

Escola de Teologia e Ministérios

Inscrições estão a decorrer até dia 30 de setembro.

A oferta formativa destina-se a leigos que desejam aprofundar os seus conhecimentos para aprofundamento da fé ou para compromisso pastoral mais esclarecido e competente. É a formação sustentada que permite aos cristãos participarem ativamente na vida da Igreja; um dever cada vez mais urgente na sociedade contemporânea.

Todos os cursos funcionam no Colégio de São Teotónio (provisoriamente), aos sábados, entre as 9h00 e as 16h30.

Morada: Seminário Maior de Coimbra
Rua Vandelli, nº 2
CP: 3004-547
Localidade: Coimbra
Telefone: 239 792 344
E-mail:escola.teologia.ministerios@steotonio.pt

Alpha Jovens arranca em outubro

A equipa que na nossa Unidade Pastoral anima este percurso acabou de divulgar as datas e outras informações relacionadas com este percurso para jovens dos 16 aos 23 anos:

Quantas vezes pensamos em perguntas como: “Porque estou aqui?”, “De onde venho?”, “Para onde vou?”, “Porque sofremos?”.

Não estás sozinho nesta jornada – não és o único com todas estas questões! Vem ter connosco e conversa com pessoas que têm as mesmas questões do que tu. 

Se tens entre os 16-23 anos, fica em casa, no conforto do teu sofá, traz as tuas próprias perguntas e junta-te a nós para o Alpha Jovens de São José e São João Baptista

Local: Salão Paroquial São José- Coimbra

Horário: Quarta-feira, às 20h30 (Início a 26 de outubro)
Para qualquer esclarecimento adicional contactar via email: alphajovens.sj.sjb@gmail.com ou 918327606

Formulário de inscrição: https://bit.ly/2Pit7SS

Confira as datas no nosso calendário:

  • 26 outubro- Sessão de apresentação Alpha Jovens
  • 02 novembro- Sessão nº1
  • 09 novembro- Sessão nº2
  • 16 novembro- Sessão nº3
  • 23 novembro- Sessão nº4
  • 30 novembro- Sessão nº5
  • 07 dezembro- Sessão nº6
  • Fim de semana Alpha- 10/11 dezembro
  • 14 dezembro- Sessão nº8
  • 21 dezembro- Sessão nº9
  • 4 janeiro- Sessão nº10
  • 11 janeiro- Sessão  nº11
  • 18 janeiro- Sessão  nº12- Pós Alpha

Folha Paroquial 04.09.2022 — 23º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações.

A versão PDF da Folha Paroquial pode ser descarregada aqui.

Naquele tempo, seguia Jesus uma grande multidão. Jesus voltou-Se e disse-lhes: «Se alguém vem ter comigo, e não Me preferir ao pai, à mãe, à esposa, aos filhos, aos irmãos, às irmãs e até à própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não toma a sua cruz para Me seguir, não pode ser meu discípulo. Quem de vós, desejando construir uma torre, não se senta primeiro a calcular a despesa, para ver se tem com que terminá-la? Não suceda que, depois de assentar os alicerces, se mostre incapaz de a concluir e todos os que olharem comecem a fazer troça, dizendo: ‘Esse homem começou a edificar, mas não foi capaz de concluir’. E qual é o rei que parte para a guerra contra outro rei e não se senta primeiro a considerar se é capaz de se opor, com dez mil soldados, àquele que vem contra ele com vinte mil? Aliás, enquanto o outro ainda está longe, manda-lhe uma delegação a pedir as condições de paz. Assim, quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo».

EVANGELHO ( Lc 14, 25-33 )

Estamos a iniciar o mês de setembro, o mês que dá início ao novo ano pastoral de 2022-2023. Parece que Deus nos envia esta Palavra para iniciarmos o ano pastoral com nova ousadia segundo a sabedoria e a lógica divina e não a lógica humana. Vamos ao texto.
Atrás de Jesus ia uma grande multidão. Sempre que o evangelho diz multidão, fala de pessoas que têm gosto em ouvir Jesus, mas procuram não a exigência de vida, mas as soluções para os problemas imediatos. Jesus não se deixa iludir por aquele grande número de seguidores nem por entusiasmos fáceis. Jesus nunca se interessou muito pelo número, mas pela qualidade da resposta ao seu convite. Às vezes nós deixamo-nos iludir muito pelo número.
De repente, Jesus volta-se para eles e começa a falar-lhes das exigências que comporta o seu seguimento. E fá-lo de modo lúcido e responsável. Não quer que O sigam de qualquer maneira, pois é uma decisão tão vital o ser seu discípulo que isso produz uma mudança de estilo de vida. Quem não reconhece em si nenhuma mudança do estilo de vida por ser discípulo provavelmente é porque ainda não O encontrou e nunca aceitou no fundo do seu coração tornar-se seguidor d’Ele, pois seguir Jesus é ajustar-se cada vez mais ao seu estilo de vida.
Jesus exemplifica algumas dessas exigências começando pelos laços familiares. Jesus sabe bem que a família é importante e faz parte do plano do criador para o homem. Por isso não quer desfazer os laços de afeto e de carinho tão importantes para a nossa saúde afetiva. Mas se alguém põe acima de tudo a honra da família, o património, a herança, o bem-estar familiar, não poderá ser seu discípulo nem trabalhar com ele no projeto de um mundo mais humano. Mais ainda: se alguém só pensa em si mesmo e nas suas coisas, se vive só para desfrutar do seu bem-estar, pois não se engane. Não pode ser discípulo de Jesus. Falta-lhe liberdade interior, coerência e responsabilidade para O levar a sério.
Depois de explicar estas exigências, Jesus conta duas parábolas que parecem contraditórias com a ousadia e loucura da exigência que pede. «Sentar-se» e medir as nossa forças e capacidades antes de empreender o caminho não é um risco demasiado calculado em linha com uma lógica bem humana?
Precisamos de ler bem o texto para percebermos que não é bem isso que Jesus quer dizer, aliás é mesmo o contrário: Como é que depois de ouvir Jesus a contar as parábolas do homem que constrói a torre e do que vai para a guerra? Esperávamos que ele concluísse, a lógica seria:
“Assim, quem de entre vós me quiser seguir tem de se sentar primeiro, fazer bem os cálculos para ver se tem meios e possibilidades de me seguir…” Se assim fosse quem se sentiria preparado para o seguir? Mas não é assim que Ele conclui. Ele diz: “Assim quem de entre vós não renunciar a todos os seus bens, não pode ser meu discípulo”.
O que Jesus está a dizer-nos é: “Olhai: todos os que se lançam nalgum projeto devem fazer cálculos. Seja para construir uma torre ou para ir para a guerra. Também vós para me seguirdes deveis fazer cálculos. No entanto, os cálculos a fazer para o meu seguimento são de outra ordem. O que me quiser seguir deve renunciar a tudo o que o possa impedir de colocar totalmente ao serviço do Reino as riquezas de toda a ordem, incluindo as afetivas e materiais. E acima de tudo, deve contar com o Poder do Espírito que age poderosamente nos que me seguem e confiam em Mim.
Seguir-me é aprender a pegar na cruz todos os dias, é aprender a renunciar a si mesmo, é dar-se por amor sem medida…Mas é também contar com a Presença de Deus na tua Vida.”
Parar para pensar e fazer o discernimento, é contar com a Presença do Deus do amor que nos chama a segui-lo e nos prometeu estar sempre presente na nossa Vida, é contar que Ele é fiel e pode encher de vida e de amor aqueles que o seguem. Este é que é o risco calculado. Saber à partida que há exigências, mas que todas elas são possíveis porque Ele prometeu estar connosco.
Não é esse o discernimento que fazemos no silêncio da oração, ou num retiro a que vamos? Fazemos cálculos, mas cálculos de amor. Cálculos diferentes do homem que vai para a guerra, pois esse conta só com as suas forças, mas nós contamos com a Sua Presença, com o seu Espírito e por isso o resultado também é diferente porque é baseado numa sabedoria diferente. É esta sabedoria que devemos pedir logo no início do ano para vivermos da lógica de Deus e não dos cálculos demasiado humanos.

Senhor nosso Deus:
Ao iniciarmos este novo ano pastoral
Enchei os que vos servem da vossa sabedoria
Pois «quem poderá conhecer, Senhor, os vossos desígnios
Se Vós não lhes dais a sabedoria
e não lhe enviais o vosso espírito santo?
Saibamos nós pedi-la humildemente
Prostrando-nos diante de Vós em súplica ardente.
Senhor Jesus Cristo que foste tentado pelo demónio
Para seguires a lógica humana do poder, da riqueza e da fama
Mas renunciastes a ela para seguir a sabedoria do pensamento de Deus.
Fazei que, também nós, sempre que somos chamados a uma missão saibamos sentar-nos para fazer cálculos, mas cálculos de amor e de fé que não mede as coisas a partir da sabedoria humana mas a partir do vosso poder e das vossas promessas divinas.
É a vossa presença connosco que nos dá força e coragem e uma imensa alegria no meio de todas as tribulações.
Confiamos-vos este novo ano pastoral que se concluirá com as Jornadas Mundiais da Juventude!
Confiamos-vos os jovens de Portugal e das nossas paróquias.
Possam eles também, ao ser chamados por vós, sentarem-se para fazer cálculos dentro da desmesura do vosso amor.
E nenhum caminho será impossível pois vós sois o Caminho.
Obrigado pela vossa fidelidade!

Novo site comum às 2 paróquias

Desde há algum tempo que a equipa que se dedica à comunicação das nossas paróquias (sites, jornais, redes sociais, newsletter semanal) se vinha a queixar da duplicação de tarefas que a manutenção de dois sites envolvia: uma coisa simples, tornava-se frequentemente em algo moroso e trabalhoso.

Foi por esta razão que numa das reuniões da Equipa de Animação Pastoral de julho se decidiu que em setembro se haveria de avançar para um site comum a ambas as paróquias: e aqui está ele.

Ainda falta importar centenas de artigos (mais de 1000) dos sites antigos: estimamos que esteja tudo terminado em meados de setembro. Entretanto, os sites antigos continuam temporariamente disponíveis em https://old.igrejasaojose.pt/ e https://old.paroquiasaojoaobaptista.net/

Votos de um bom ano.

Eucaristia Anual por alma dos Elos falecidos

No sábado seguinte à memória do Martírio de São João Baptista (3 , Set 2022, 17h30), oferecemos a eucaristia pela alma dos Elos já falecidos:
Maria da Graça Domingues Rocha
Alda Marques Santos Gandara
Beatriz das Dores Almeida
José Pedro B. Gonçalves Bastos
António Luis Gonçalves Bastos
Ana de Fatima Lopes Santos Pio O. Liberato
António Júlio Nunes
Deolinda da Silva
Ramiro Oliveira

Os Elos são, na paróquia de São João Baptista, irmãos que se comprometem a participar mensalmente com um montante acima dos 5€ para a solidificação da chamada “Conta da Construção” da futura igreja e centro comunitário.

Setembro: pela abolição da pena de morte

Para que a pena de morte, que atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, seja abolida nas leis de todos os países do mundo.

Neste mês de setembro, o Papa Francisco tem como intenção de oração, proposta a todos os cristãos e aos homens e mulheres de boa vontade, a abolição da pena de morte em todos os países. O Magistério da Igreja é muito claro em relação a isto: a pena de morte atenta gravemente contra a inviolabilidade e dignidade da vida humana, uma vez que ninguém tem o poder de acabar com a vida de outro ser humano. Na sua mais recente encíclica, Fratelli tutti, o Santo Padre enquadra o tema da abolição da pena de morte num quadro mais geral, que é o do medo que gera a ameaça de morte por parte do inimigo. Esta opção por gerar medo e tensão está presente, por exemplo, na recente crise da guerra na Ucrânia. Podemos ler no número 262: «Devemos perguntar-nos também quanto seja sustentável um equilíbrio baseado no medo, quando de facto ele tende a aumentar o temor e a ameaçar as relações de confiança entre os povos. Em tal contexto, o objetivo final da eliminação total das armas nucleares torna-se um desafio, mas também um imperativo moral e humanitário». Se isto acontece a nível das relações internacionais, onde a resposta à crise não pode ser a ameaça da morte, assim também a resposta ao mal causado por indivíduos não pode ser causar a sua morte, como um efeito dissuasor e para que não volte a fazer o mesmo. E muito menos para não cair num desejo de vingança cega. Como diz Francisco, na mesma Encíclica: «Os medos e os rancores levam facilmente a entender as penas de maneira vingativa, se não cruel, em vez de as considerar como parte dum processo de cura e reinserção na sociedade» [FT, 266]. Peçamos ao Senhor que toque o coração de todos os legisladores, para que a reparação pelo mal cometido ponha sempre no centro a pessoa que fez o mal e lhe dê a oportunidade de se reabilitar num caminho de arrependimento e conversão.

Oração

Pai de bondade, que em Jesus nos deste a fonte do perdão e da misericórdia perante toda a miséria humana, dá-nos a coragem para nos opormos com determinação à pena de morte como castigo. Nenhum crime, por mais aberrante que seja, escapa ao poder da conversão e da tua infinita misericórdia. Pedimos-te que o teu Espírito nos inspire com a sua sabedoria, para que este flagelo seja eliminado em todo o mundo, encontrando modos alternativos para reparar o dano causado e resgatar da morte os agressores que o provocaram. Ámen.

Desafios

Dignidade humana – Refletir para mim mesmo como penso e ajo em relação a quem causou um dano grave a mim ou aos que me são próximos. Reparar o dano – Na medida das minhas possibilidades, procuro reparar o dano causado, através da oração e da ação em situações de conflito, mesmo quando não fui responsável por esse dano? Pedir perdão e perdoar – Quem são aqueles que necessitam que eu me aproxime para dar ou pedir perdão? Humanizar – Procurar, com os meus gestos e palavras, que toda a situação de vulnerabilidade e dano que vejo à minha volta se torne mais suave e mais humana.

PRESS RELEASE

Papa Francisco: “A pena de morte é inadmissível”

  • O respeito pela vida de cada pessoa e a possibilidade de conversão são razões para rejeitar a pena de morte.
  • Na sua mensagem, o Santo Padre assinala que “a pena de morte não oferece justiça às vítimas, mas encoraja a vingança”.
  • O Papa afirma que a pena de morte não é legalmente necessária e adverte sobre possíveis erros jurídicos. 

(Cidade do Vaticano, 31 de agosto de 2022) – O Vídeo do Papa de setembro já está disponível com a intenção de oração que o Santo Padre confia à Igreja Católica através da Rede Mundial de Oração do Papa. Nele, Francisco convida-nos a rezar “para que a pena de morte, que atenta contra a inviolabilidade e dignidade da pessoa, possa ser abolida nas leis de todos os países do mundo”.

A pena de morte continua a estar presente no mundo

Nesta edição o Papa Francisco congratula-se com o fato de a rejeição à pena de morte estar aumentando no mundo, o que a Igreja vê como “um sinal de esperança”. De fato, de acordo com dados das Nações Unidas, cerca de 170 Estados aboliram a pena de morte, impuseram uma moratória à sua utilização na lei ou na prática, ou suspenderam as execuções durante mais de 10 anos. No entanto, a pena de morte ainda é aplicada em 55 países, em vários continentes. 

A posição da Igreja sobre a pena de morte

De João Paulo II a Bento XVI, os Pontífices pronunciaram-se fortemente contra o uso da pena de morte pelos governos nas últimas décadas. O Papa Francisco foi mais longe ao aprovar em 2018 um novo parágrafo do Catecismo condenando claramente a pena de morte e expressando o compromisso da Igreja na sua total abolição. 

No Vídeo deste mês, que chega num momento marcado por notícias de sentenças de morte e execuções em várias partes do mundo, o Santo Padre apela não só aos cristãos, mas, a todas as pessoas de boa vontade. Reitera que “a pena de morte não oferece justiça às vítimas, mas encoraja a vingança”. No plano moral, ela é inadequada porque “destrói o dom mais importante que recebemos: a vida”. Finalmente, “à luz do Evangelho, a pena de morte é inadmissível: o mandamento “não matarás” refere-se tanto aos inocentes como aos culpados”. Além disso, existem outras razões para rejeitar a pena de morte: possíveis erros jurídicos e o fato de que “até ao último momento, uma pessoa pode converter-se e pode mudar”. “Sempre, em toda condenação, deve haver uma janela de esperança”, recorda-nos o Papa Francisco.

padre Frédéric Fornos S.J., Diretor Internacional da Rede Mundial de Oração do Papa, comentou sobre esta intenção: “Este mês, o Papa Francisco convida-nos a rezar pelo fim da pena de morte, reiterando o que disse em Fratelli tutti e especificou no Catecismo da Igreja Católica: “A Igreja está determinada a propor a sua abolição em todo o mundo. Por quê? Porque mesmo no último momento uma pessoa pode converter-se, reconhecer os seus crimes e mudar. A pena de morte, por outro lado, é como colocar-se no lugar de Deus. Com a condenação, determina-se que uma pessoa nunca será capaz de mudar, o que não sabemos. Neste mês de setembro, o Papa convida-nos a rezar e a nos mobilizarmos para apoiar as associações e organizações que lutam pelo fim da pena de morte.

O Vídeo do Papa é possível graças à contribuição desinteressada de muitas pessoas. Neste link você pode fazer a sua doação.

Onde se pode ver o vídeo?

Sobre O Vídeo do Papa

O Vídeo do Papa é uma iniciativa oficial de alcance global que tem como objetivo difundir as intenções de oração mensais do Santo Padre. É desenvolvido pela Rede Mundial de Oração do Papa (Apostolado da Oração). Desde 2016, O Vídeo do Papa teve mais de 180 milhões de visualizações em todas as redes sociais do Vaticano, foi traduzido para mais de 20 idiomas e tem cobertura da imprensa em 114 países. Este vídeo foi produzido e realizado pela equipe do O Vídeo do Papa da Rede Mundial de Oração, coordenado por Andrea Sarubbi, e distribuído pela Agência La Machi. O projeto conta com o apoio do Vatican Media. Mais informações em: ovideodopapa.org

JMJ2023 – Voluntários nos Dinas na Diocese – COD Coimbra

Portugal vai receber um evento irrepetível que reúne jovens de todo o Mundo para um encontro com o Papa – A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE DE LISBOA 2023.
Na semana anterior, de 26 a 31 de julho de 2023, milhares de jovens chegarão ao nosso país para viverem os Dias na Diocese (DND) e conhecerem melhor a região, cultura, igreja local e as suas especificidades

VOLUNTÁRIOS NOS DND: O QUE SÃO?
O Voluntário é um dos primeiros rostos da Jornada. Oferece disponibilidade e talentos para concretizar os DND, sendo parte ativa de um dos maiores eventos que o nosso país vai acolher. Num espírito de serviço e alegria, os voluntários poderão colaborar na realização dos DND, conhecer novas pessoas, perspetivas e realidades culturais.

QUAIS SÃO OS REQUISITOS?

  • Idade mínima de 16 anos (à data de realização dos DND);
  • Disponibilidade (de preferência total) na semana dos DND;
  • Saber trabalhar em equipa;
  • Boa capacidade de comunicação;
  • Se possível, ter conhecimento de mais do que um dos idiomas oficiais da JMJ (espanhol, inglês, português, francês, italiano, alemão e polaco);
  • Ser alegre, comprometido e pontual;
  • Ter espírito de serviço à Igreja e às pessoas.

Se desejas ser Voluntário nos DND na Diocese de Coimbra, por favor preenche este formulário de pré-inscrição.

Horário das missas em Agosto e 1ª quinzena de setembro de 2022

Para que os nossos padres possam tirar alguns dias de descanso, deixando as missas a cargo de apenas um deles, durante o mês de agosto e a primeira quinzena de setembro teremos horários adaptados nas missas dominicais e semanais.

As missas dominicais na Unidade Pastoral serão as seguintes:As missas dominicais na Unidade Pastoral serão as seguintes:

09h00: S. José;
10h30: S. João Baptista;
12h00: S. José;
19h00: S. José

A partir do fim de semana de 17 e 18 de setembro (inclusive), a missa dominical em SJBaptista voltará a ser às 11h00 e retomar-se-á a missa das 10h30 em SJosé:

09h00: S. José;
10h30: S. José;
11h00: S. João Baptista;
12h00: S. José;
19h00: S. José

Folha Paroquial 31.07.2022 — 18º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Senhor, tendes sido o nosso refúgio através das gerações.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Lc 12, 13-21 )
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: ‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’. Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

“Jesus disse: «Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração». Onde está o meu tesouro? O tesouro deste homem rico eram os seus bens e o desejo de ter uma vida segura e regalada no futuro. Mas nós não somos donos da nossa vida. Ela é um dom e nunca sabemos quanto dura. No salmo responsorial pede-se a Deus que “nos ensine a contar os nossos dias para chegarmos à sabedoria do coração”. Isto é, faz-nos bem termos uma consciência verdadeira da nossa finitude e fragilidade para não nos apegarmos demasiado às riquezas e a tudo o que é efémero. Como nos lembra a primeira leitura com algum pessimismo, mas também realismo, “tudo é vaidade, quando nos agarramos às coisas e depois temos de as deixar a outros. Afinal para quê tanto apego? Tanto tempo tirado ao ser para ser dedicado ao ter!

Mas nós estamos no mundo e precisamos de dinheiro e de viver das coisas e não parece haver mal nenhum que haja gente empreendedora que faça produzir e rentabilizar com os seus dons e competências o que lhe foi dado. Jesus diz isso na parábola dos talentos em que aquele que não produziu foi-lhe tirado o seu talento e dado ao outro que mais produziu.

Então onde é que falhou o homem rico da parábola? O texto responde: «Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’. Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».

O rico da parábola é um egoísta que só pensa em como tirar proveito para si e para o seu conforto pessoal com a abundância dos seus bens quando podia fazer tanto bem à sua volta. Somos levados a pensar na outra parábola do rico e do pobre Lázaro que jazia à sua porta; enquanto o rico se banqueteava esplendidamente, o pobre Lázaro só tinha os cães para lhe lamber as chagas. E nem uma migalha saía da mesa do rico para matar a fome ao pobre indigente.

O problema não está em ter bens, está em como os utilizamos e no perigo que corremos quando pomos neles a nossa confiança entregando-lhes o nosso coração. Perdemos então o sentido da vida e tornamo-nos pobres, paupérrimos aos olhos de Deus.

O dinheiro e a riqueza têm levado muita gente a perder-se ainda nesta vida. Todos os dias nas notícias vemos pessoas que se destruíram e se tornaram verdadeiramente pobres embora com contas bancárias a perder de vista por terem sido tão desonestas e egoístas!

Onde levou a riqueza de João Rendeiro? E a de Ricardo Salgado? E o desejo de uma vida regalada de José Sócrates? E podíamos continuar. Esta semana soubemos que Álvaro Sobrinho comprou relógios no valor de milhões, só um deles custou 660 mil euros. Dinheiro lavado de atividades desonestas. Quantas vidas poderiam ser melhoradas com o dinheiro de um relógio! O dinheiro cega, é o mamon que domina a pessoa, como se nos entregássemos ao diabo.

A fome que existe no mundo não é sinal de que não exista comida suficiente para todos mas porque alguns usurpam escandalosamente aquilo que é dos outros. E a guerra é uma grande usurpadora! Quando vemos aqueles mísseis a cair sobre as casas e as vidas das pessoas pensamos: Quantos milhões e milhões de euros para matar pessoas. Não é mesmo demoníaco?

É impressionante as vezes que o evangelho fala do perigo das riquezas e da necessidade da partilha! E é aqui que Jesus é mais taxativo quanto ao perigo da condenação eterna. O rico lá nas profundezas do inferno pede a Deus que mande o pobre Lázaro ao menos refrescar a ponta dos seus lábios. Mas Deus responde-lhe: Lembra-te que viveste à rica na terra e nem olhaste para o pobre Lázaro enquanto ele só recebeu infortúnios. Agora Ele vive a alegria eterna enquanto tu o infortúnio.

Jesus apresenta com cores bem vivas a possibilidade da pessoa se perder eternamente quando perde o sentido da vida e se fecha no egoísmo.

Isto não significa que o dinheiro, em si mesmo, sejam um mal. Ele é necessário para fazer o bem. Um empresário deve trabalhar e ser empreendedor para que a sua empresa dê lucro de forma legítima e justa. As empresas lucrativas podem ter uma função social importantíssima, não só porque dão emprego a muita gente, mas também porque pagam impostos que são muito importantes para o coletivo nacional, e ainda podem exercer solidariedade ajudando outras causas sociais e culturais com os lucros. Mas um empresário pode ser de coração pequenino, egoísta, e querer o lucro todo para si, tentando tudo para não pagar ordenados justos, fugir aos impostos e nem pensa em contributos sociais. Esses empresários são, como o rico do evangelho e Jesus chama-lhes “Insensatos”, porque se enganam a si mesmos e alienam a sua felicidade. Diz Jesus: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». Mas muitos julgam que sim.

Na Igreja há alguns que são chamados a serem pobres, materialmente falando, renunciando a não terem bens próprios. São os religiosos que fazem voto de pobreza. Eles são chamados a dar testemunho aos outros da radicalidade do reino. Ele é a pérola preciosa que quando alguém a encontra vende tudo quanto possui para a adquirir. Infelizmente também nem sempre souberam testemunhar essa pobreza.

No entanto os leigos não são chamados a fazerem nenhum voto de pobreza. Eles têm de construir casa, alimentar a família, ajudar o seu crescimento e formação. Mas também são chamados a viver com sobriedade e a serem capazes de partilhar com generosidade com quem deles precisa. É assim que se tornam ricos aos olhos de Deus. A tentação do apego ao dinheiro não acontece só a quem tem exageradamente muito, mas também a quem tem pouco mas quer ter muito. É um espetáculo triste ver famílias que se davam bem a ficarem separadas depois da partilha dos bens.

S. Paulo convida-nos, na segunda leitura, a fazer morrer em nós tudo o que é terreno, isto é, apego a tudo o que é passageiro e efémero. “imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria.” A avareza, amor às riquezas, torna-se um falso deus a quem entregamos a alma e o futuro da nossa salvação. O melhor antídoto contra este perigo é a dádiva e a partilha. Quando temos o suficiente para a nossa vida e nos custa muito partilhar é sinal de que precisamos mesmo de o fazer para não corrermos o risco de estarmos a ser idólatras.

Qual a minha relação com o dinheiro? De liberdade ou de apego escravizante?”

 

Folha Paroquial 24.07.2022 — 17º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Quando Vos invoco, sempre me atendeis, Senhor.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Lc 11, 1-13 )
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’». Disse-lhes ainda: «Se algum de vós tiver um amigo, poderá ter de ir a sua casa à meia-noite, para lhe dizer: ‘Amigo, empresta-me três pães, porque chegou de viagem um dos meus amigos e não tenho nada para lhe dar’. Ele poderá responder lá de dentro: ‘Não me incomodes; a porta está fechada, eu e os meus filhos estamos deitados e não posso levantar-me para te dar os pães’. Eu vos digo: Se ele não se levantar por ser amigo, ao menos, por causa da sua insistência, levantar-se-á para lhe dar tudo aquilo de que precisa. Também vos digo: Pedi e dar-se-vos-á; procurai e encontrareis; batei à porta e abrir-se-vos-á. Porque quem pede recebe; quem procura encontra e a quem bate à porta, abrir-se-á. Se um de vós for pai e um filho lhe pedir peixe, em vez de peixe dar-lhe-á uma serpente? E se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Senhor, ensina-nos a orar

Orar é uma arte que se aprende durante toda a vida e que exige sempre muita humildade. Não me lembro de alguma vez ter ouvido alguém dizer que para ele ou ela a oração era algo fácil e que dominava a arte. E desconfiaria de alguém que o dissesse porque seria levado a pensar no fariseu que foi ao Templo para orar.

A condição para a oração acontecer, com verdade, é a humildade. O humilde, quando ora, encontra sempre acolhimento no coração misericordioso de Deus. E ser humilde é ter a consciência da sua extrema pequenez e miséria quando se pretende entrar em relação com O Deus criador e Senhor de todas as coisas a quem chamamos, por graça, «Pai».

O texto do evangelho de hoje diz-nos que Jesus estava em oração e que os discípulos porventura encantados com a sua atitude, desejaram entrar no mistério da oração do Senhor. Como é que Ele reza? Que experiência vive? O que pede? Então um dos discípulos em nome de todos pede-lhe humildemente: «Senhor, ensina-nos a orar», como quem diz: «Senhor faz-nos entrar no segredo da tua oração». E Jesus ensina-lhes o “Pai Nosso” que, mais do que uma oração, é uma escola de oração, ou, se quisermos, um método de aprendizagem da oração cristã. Lembremo-nos do pedido dos discípulos: «Ensina-nos a rezar».

Guardadas todas as proporções, podemos comparar esta lição de Jesus a certos métodos de aprendizagem de línguas estrangeiras: Convidam-nos a um pequeno esforço quotidiano, uma repetição cada dia de certas frases e, pouco a pouco, somos impregnados e acabamos por saber falar a língua; pois bem, se seguirmos o método de Jesus, graças ao Pai Nosso, acabamos por saber falar a língua de Jesus, cuja primeira palavra é: «Pai».

Jesus é o Filho por natureza, consubstancial ao Pai, como dizemos no credo. Ele faz-nos entrar na sua oração filial. Chamar a Deus «Pai», leva-nos logo a entrar numa relação filial com Ele, através de Jesus. O Pai Nosso, é, pois, uma oração que fazemos ao Pai, mas não desligados de Jesus, pois ninguém vai ao Pai senão por Jesus, como Ele afirmou, nem sem o Espírito Santo, que nos inspira e nos faz sentir que somos, de facto, filhos de Deus.

Por isso, o Pai Nosso, como toda a oração cristã, é trinitária. Dirige-se ao Pai, Por Jesus, no Espírito Santo.

Não temos aqui espaço para explicar detalhadamente cada petição do Pai Nosso, mas na medida em que as vamos repetindo com o coração e nos deixamos impregnar por elas, vamos entrando na “língua de Jesus, isto é, na sua forma de pensar e isso é a transformação interior que a verdadeira oração cristã faz em nós.

Um segundo pensamento que nos deixam as leituras de hoje, é que Deus, porque nos ama, está atento às nossas humildes e insistentes súplicas. A insistência ou perseverança numa súplica é sinal da ousadia da confiança. Abraão foi ousado no seu pedir, como foi ousado o amigo que pede os pães com insistência até que seja atendido. Mas de todos os pedidos, S. Lucas deixa-nos entender que há um que Deus não recusa nunca, quando vê que existe o desejo no coração do orante.

É o dom do Espírito Santo. “Se vós, que sois maus, sabeis dar coisas boas aos vossos filhos, quanto mais o Pai do Céu dará o Espírito Santo àqueles que Lho pedem!».

Deus, mais do que nos querer dar coisas boas, deseja dar-se a si mesmo. E o Espírito Santo é Deus em nós.

O Espírito Santo é-nos dado sacramentalmente no batismo e no crisma e, para os ministros ordenados, no sacramento da Ordem. Mas porque somos pecadores e fracos, precisamos de reavivar em nós, com frequência, o dom espiritual que nos foi feito, tal como Paulo recorda a Timóteo: “recomendo-te que reacendas o dom de Deus que se encontra em ti, pela imposição das minhas mãos” (2 Tim 1, 6). Este reacendimento é feito através da oração suplicante, de forma pessoal ou em grupo. O poder da súplica perseverante e insistente está no facto de nos ir fazendo crescer no desejo de o receber. Às vezes pedimos o Espírito Santo, mas sem o desejo profundo. A súplica incessante do Espírito Santo vai cavando em nós esse desejo ardente até que se torne uma sede incontida e dolorosa. E essa súplica pode fazer-se com uma só frase repetida continuamente: Vem Espírito Santo! Ou “Vem Espírito Santo, acende em mim o fogo do teu amor.”

Os nossos irmãos orientais têm a tradição orante de uma oração suplicante que é conhecido pelo nome de oração do coração. Ela foi a reposta a uma busca de um monge oriental à exortação de Paulo na carta aos Tessalonicenses: Orai sem cessar. Como podemos orar sem cessar? O peregrino russo encontrou na repetição, ao ritmo da respiração, do Nome de Jesus, apenas com a frase: «Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, salvador, tem piedade de mim que sou pecador.» O segredo desta oração, é a sua repetição incessante até que o coração e a alma ficam imersas em Deus e a pessoa possa trabalhar e ter qualquer atividade mental ou física sem que isso prejudique ou perturbe o viver mergulhado na oração, pois o coração já repete incessantemente o nome de Jesus mesmo sem a boca o pronunciar.

Algo semelhante acontece na tradição orante do ocidente com a oração do terço. Para muita gente simples a oração, quase incessante do terço, no centro do qual está o nome de Jesus, pode levar algumas pessoas a imergirem numa oração contínua em Deus.

No evangelho de S. Lucas o texto hoje escutado vem na continuação das palavras dirigidas a Marta, irmã de Lázaro. “Marta, Marta, andas atarefada e perturbada com tanta coisa e uma só é necessária, Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada. No mundo tão ativo em que vivemos, precisamos sobretudo de aprender o que é verdadeiramente «o necessário»: Deus, e a viver mergulhados n’Ee. E tudo o resto virá por acréscimo. (Mt 6,33)

Folha Paroquial 17.07.2022 — 16º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ensinai-nos, Senhor: quem habitará em vossa casa?

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Lc 10, 38-42 )
Naquele tempo, Jesus entrou em certa povoação e uma mulher chamada Marta recebeu-O em sua casa. Ela tinha uma irmã chamada Maria, que, sentada aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Entretanto, Marta atarefava-se com muito serviço. Interveio então e disse: «Senhor, não Te importas que minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe que venha ajudar-me». O Senhor respondeu-lhe: «Marta, Marta, andas inquieta e preocupada com muitas coisas, quando uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte, que não lhe será tirada».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

A Pastoral do Acolhimento
A primeira leitura e o evangelho falam-nos largamente sobre a hospitalidade e o acolhimento. Na primeira leitura Abraão
recebe três desconhecidos como se fossem o próprio Deus. E era mesmo. E foi largamente recompensado por essa hospitalidade. Marta e Maria, cada uma à sua maneira, tenta acolher o melhor que podem Jesus e os seus discípulos.

É uma boa oportunidade para refletirmos sobre a pastoral do acolhimento nós que nos preparamos para acolher tantos milhares de jovens para as Jornadas Mundiais da Juventude no próximo ano e gostaríamos de os acolher como se fossem enviados por Deus. Por outro lado, nós mesmos, nas paróquias, somos chamados tornarmo-nos, cada vez mais comunidades afetuosas que acolhem com amor cada irmão e de um modo especial que saibam acolher os mais feridos da vida, os mais distantes da fé, os que não têm a mesma visão da vida que nós temos.

Um dia alguém que foi convidada para o percurso Alpha, disse-me: «Eu fui cheia de perguntas e alguns medos. Iria sentir-me pouco à vontade? Eles não seriam um bocado estranhos e bizarros? Mas mal cheguei, a alegria sincera dos que estavam no acolhimento, a atenção que me dispensaram começando logo a apresentar-me outras pessoas que me senti quase imediatamente integrada.

Estudos mostraram que no espaço de dez minutos uma pessoa, acabada de chegar a um novo lugar já tem uma opinião formada bem precisa -se ela se sente bem ou não ali, se voltará ou não…e depois torna-se difícil mudar esta opinião. Também são muito importantes as pessoas que vão encontrar-se com os novos que chegam. Por isso o acolhimento abre as portas dos corações. E um mau ou inexistente acolhimento pode fechar portas e desaproveitar oportunidades.

Mas o texto do evangelho leva-nos mais longe; para o acolhimento de Jesus e sobre o que é prioritário nos momentos de graça em que Ele vem ao nosso encontro. Que prioridade assumir? Pormo-nos num nervosismo ativista, num fazer contínuo para que nada lhe falte?

Parece que Jesus diz a Marta docemente: “É muito bom preparar-nos uma refeição, estou contente que nos dês de comer, sobretudo aos meus discípulos que andam esfomeados. Mas quando eu passo em tua casa, murmura-lhe Jesus, será necessária tanta agitação por causa da comida? É louvável e normal quereres alimentar-nos, mas Maria compreendeu que é preciso prioritariamente DEIXAR-SE ALIMENTAR PELA MINHA PALAVRA!

Na atitude de discípula (sentada, atenta) ela escuta o meu ensino, procura compreender a minha mensagem.”

Porque quando Jesus aparece, é infinitamente mais essencial deixar que seja Ele o protagonista, deixá-lo agir em nós, prestar-lhe atenção. E a nossa tentação é querermos ser nós os protagonistas da ação para o Senhor. Maria deixou a Jesus o primeiro lugar e, por isso, sentou-se sem nada fazer, mas deixando -se fazer por Ele.

Marta, talvez uma fariseia, está persuadida que é preciso gastar todos os seus tesouros de energia para agradar a Deus. A sua fé leva-a a um apego ao fazer para Deus. Por detrás deste nervosismo e deste admirável espírito de serviço, não poderá misturar-se a vaidade de mostrar aquilo de que se é capaz? O orgulho de ser mais dedicada do que os outros, que pode levar ao desejo insaciável de receber elogios e recompensas?
-…Religião farisaica.
Jesus, ao contrário, aprova Maria que permanece sentada diante dele e que se deixa instruir, ensinar, curar pela Palavra do seu Senhor.

No Evangelho da semana passada o Doutor da Lei perguntou a Jesus: «Que devo fazer para ter a vida eterna? Vejamos a semelhança espantosa da acentuação do fazer. O Doutor da Lei e Marta estavam na mesma onda do fazer. Jesus responde dizendo que não se trata tanto do fazer, só por si, mas de se deixar tocar pela compaixão. E apresenta a parábola do samaritano, terminando dizendo. «Então vai e faz o mesmo.» Ali o “fazer o mesmo”, é imitar o Samaritano que soube escutar a dor do outro, fazendo-a sua (compaixão), e tudo o que se seguiu foi uma resposta de amor.

Maria, no fundo, não tem ela uma atitude quase semelhante à do homem caído à beira do caminho? Senta-se deixando-se curar pelo Senhor e pala Sua Palavra.

Ela escolheu a melhor parte que não lhe será tirada.

Vale a pena deixarmos aqui algumas perguntas que podem ir para férias com os que vão.

1) Somos reconhecidos para com os que trabalham na cozinha seja em nossa casa ou nas instituições que nos servem? Muitas vezes estas pessoas ficam escondidas para que nada nos falte chegada a hora. Jesus não desvaloriza estes serviços humildes. A ativa Marta tinha o pequeno defeito de querer fazer demasiado …mas também ela é santa.

2) Na Igreja estamos sempre a ter novas iniciativas a lançar-nos em novas atividades . E há reuniões que se sucedem. E qual os resultados? Não seria melhor muitas vezes sentarmo-nos juntos, na atitude de Maria? Para quê fazer tantas coisas que talvez Ele não nos peça? Precisamos de nos ajudar nisto.

3) Quando recebo alguém, determino-me a escutá-lo verdadeiramente mais do que querer enchê-lo da minha generosidade, do meu saber fazer e dos meus conhecimentos?”

Folha Paroquial 10.07.2022 — 15º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Os preceitos do Senhor alegram o coração.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Lc 10, 25-37 )
Naquele tempo, levantou-se um doutor da lei e perguntou a Jesus para O experimentar: «Mestre, que hei-de fazer para receber como herança a vida eterna?». Jesus disse-lhe: «Que está escrito na Lei? Como lês tu?». Ele respondeu: «Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, com todas as tuas forças e com todo o teu entendimento; e ao próximo como a ti mesmo». Disse-lhe Jesus: «Respondeste bem. Faz isso e viverás». Mas ele, querendo justificar-se, perguntou a Jesus: «E quem é o meu próximo?». Jesus, tomando a palavra, disse: «Um homem descia de Jerusalém para Jericó e caiu nas mãos dos salteadores. Roubaram-lhe tudo o que levava, espancaram-no e foram-se embora, deixando-o meio- morto. Por coincidência, descia pelo mesmo caminho um sacerdote; viu-o e passou adiante. Do mesmo modo, um levita que vinha por aquele lugar, viu-o e passou também adiante. Mas um samaritano, que ia de viagem, passou junto dele e, ao vê-lo, encheu-se de compaixão. Aproximou-se, ligou-lhe as feridas deitando azeite e vinho, colocou-o sobre a sua própria montada, levou-o para uma estalagem e cuidou dele. No dia seguinte, tirou duas moedas, deu-as ao estalajadeiro e disse: ‘Trata bem dele; e o que gastares a mais eu to pagarei quando voltar’. Qual destes três te parece ter sido o próximo daquele homem que caiu nas mãos dos salteadores?». O doutor da lei respondeu: «O que teve compaixão dele». Disse-lhe Jesus: Então vai e faz o mesmo».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Não há fronteiras para fazer o bem
Nós somos todos irmãos
O Doutor da Lei aproxima-se de Jesus com a intenção de lhe lançar uma ratoeira. Não vai de reta intenção. Diz-nos o evangelista S. Lucas que vai para o experimentar, isto é para o pôr à prova, o verbo é o mesmo usado nas tentações no deserto em que o demónio põe á prova Jesus. Depois S. Lucas diz-nos ainda que ele «para se justificar» lançou a Jesus outra pergunta: « E quem é o meu próximo»

Mas o que é que está em causa? Porque tem necessidade de se justificar?

Por detrás da questão deste mestre da Lei, há a grande tentação do homem religioso, a de fechar Deus nos limites da própria lógica humana, de possuir Deus, de lhe pôr a mão em cima fazendo-o à sua imagem: No fundo é o pecado da idolatria: Um Deus impecável, evidente, compreensível, distante, que não entra na vida, que não habita a história. Dito de outro modo, o mestre da Lei dirige-se a Jesus tentando que Ele diga o que é o amor e quem devemos amar, esperando que esta casuística pudesse definir os limites nos quais também ele pudesse sentir-se justificado. Ele procura uma certeza para se tranquilizar que está no cumprimento do direito e do dever.

À questão (quem é o meu próximo), Jesus conta uma parábola, que não é uma resposta e que termina com uma outra questão.

É neste contexto que surgiu a parábola do Bom Samaritano.

O infeliz caído nas mãos dos salteadores, é visto por três pessoas diferentes. O sacerdote e o levita vêm-no, mas mantém-se à distância evitando-o e continuam o seu caminho. Depois podemos contemplar os gestos do samaritano. Este, ao contrário dos dois primeiros, não somente vê mas enche-se de compaixão: antes de atravessar fisicamente a rua, ele já tem lugar no seu coração para este homem e fê-lo, não em nome da sua pertença religiosa, nem de um grupo político, mas em nome da única pertença a uma mesma humanidade, à mesma fragilidade indigente. Ele sabe que somos todos irmãos.

E a compaixão fá-lo dar o passo que «a fé» não tinha feito dar aos outros personagens religiosos, talvez por não ser autêntica.

O samaritano tem a capacidade e a liberdade de se ultrapassar, de sair da rigidez destas fronteiras que poderiam impedir mundos diferentes de entrar em contacto.

Ele faz uma liturgia com gestos humanos, sagrados, debruçando-se sobre o homem caído como no templo as pessoas se prostram diante de Deus. Ele faz o seu ofertório com azeite e vinho, utiliza o que há, e não deixa o homem entregue à sua sorte. Ele não diz que já fez o suficiente. Vai até ao fim. Antes de seguir viagem, confia-o a um outro, implicando-o na sua compaixão. E depois compromete-se ainda a partir do seu próprio bolso pagando as despesas que forem feitas.

Depois desta parábola, Jesus reenvia o Mestre da Lei à questão do próximo, mas ao contrário (Qual destes três, em tua opinião, foi o próximo do homem caído às mãos dos salteadores? Onde o doutor da Lei queria definir fronteiras e decidir sobre quem está dentro e quem está fora, quem devemos amar ou não amar, Jesus convida a fazer o contrário, a eliminar as fronteiras, a tornar-nos nós mesmos os próximos daqueles que cruzam o nosso caminho, sem escolher.

Só eliminando estas fronteiras é que descobrimos o verdadeiro rosto de Deus, libertados da tentação de pensar num Deus que está longe do homem, libertos da tentação de poder amá-Lo e servi-Lo, sem servir o irmão que se aproxima de nós.

Pensar e agir como o Samaritano não é evidente. Precisamos de um coração livre para amar a todos, de ver cada homem, em qualquer situação, como meu irmão em humanidade. Que Jesus, o Bom Samaritano por excelência que cuida de cada um de nós, feridos da vida e nos oferece a cura através dos sacramentos entregando-nos à estalagem que é a Igreja, nos ajude a ter um coração grande como o dele capaz de amar sem medidas e sem fronteiras.”

JMJ2023 – Famílias de Acolhimento – COD Coimbra

Portugal vai receber um evento irrepetível que reúne jovens de todo o Mundo para um encontro com o Papa – A JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE DE LISBOA 2023.
Na semana anterior, de 26 a 31 de julho de 2023, milhares de jovens chegarão ao nosso país para serem acolhidos nas várias dioceses e conhecerem melhor a região, cultura, igreja local e as suas especificidades.

O QUE É SER FAMÍLIA DE ACOLHIMENTO?
Famílias que se disponibilizam a acolher em suas casas os jovens peregrinos estrangeiros que vão participar nos Dias na Diocese em Coimbra.
É uma experiência única de partilha e crescimento cultural e espiritual.

QUAL É A SUA MISSÃO?

  • Alojar pelo menos 2 jovens;
  • Providenciar dormida e local para higiene diária;
  • Garantir os pequenos-almoços e, pontualmente, uma ou outra refeição principal;
  • Se possível, facilitar o transporte de e para os pontos de encontro;
  • Comunicar e dialogar com os jovens.

Se reside na Diocese de Coimbra e deseja ser Família de Acolhimento, por favor preencha este formulário de pré-inscrição.

Pais e filhos do 2.º ano de catequese familiar em convívio

Após 18 sessões com os pais e com as crianças, o grupo de catequistas do 2.º ano da Paróquia de S. José propôs uma sessão extra para avaliação do ano, perspetivar o próximo ano e conviver. E se bem o pensámos, melhor o fizemos: foi uma sessão que nos “encheu”. Não estavam todos os pais e todas as crianças, mas éramos muitos – mais de seis dezenas. E houve alegria, convívio, partilha, oração.

Cumprindo um programa previamente elaborado, ouvimos o nosso pároco, Pe. Jorge Santos, felicitar todas as crianças e pais (e catequistas), a dar-lhe palavras de esperança e ânimo. Porque quem tem Jesus como AMIGO é feliz! E também o ouvimos falar da necessidade de rezarmos, de irmos à Missa e de não haver faltas às sessões de catequese. Com a aproximação da Festa da 1.ª Comunhão, já no próximo ano, esta responsabilidade aumenta… E as férias não podem travar este entusiasmo, não podem fazer esquecer estas “obrigações”!

Também cada família presente partilhou a sua experiência deste ano. Ouvimos “coisas” muito bonitas, muito estimulantes. E também sugestões que passam por comprometer ainda mais os pais, responsabilizando-os, por exemplo, por “dar” alguns temas. Há, pois, uma satisfação geral pelas aprendizagens realizadas e, sobretudo, pelo crescimento na fé. Passo-a-passo. Ao ritmo de cada um.

Também comemos e bebemos. Melhor, também jantámos, tal a qualidade e quantidade da comida. Estamos todos de parabéns. Este Deus, no meio de nós, está “felicíssimo”!

Pessoalmente, cresci imenso com esta missão de catequista animador de pais neste projeto de catequese familiar. Acredito em cada pai/mãe que tenho à minha frente. “Vejo” a riqueza que cada um encerra, quer seja batizado quer ainda não seja, quer tenha um “canudo” quer tenha uma profissão humilde, quer tenha uma família “bem constituída”, quer não. E levo-os a descobrir o Deus “escondido” que está dentro de cada um deles – a única Pessoa que os pode fazer verdadeiramente felizes. O segredo assenta na proximidade, na escuta – ouvi-los, deixá-los partilhar as suas dúvidas e inquietações. Mas, sobretudo, na oração – rezar, antes de mais, por eles –, e no testemunho de vida – que exige a cada catequista uma conversão permanente.

Compete-nos semear. Mas já são evidentes alguns frutos: pais que aceitam ser catequistas de crianças, pais que aceitam preparar-se para assumirem a animação de um grupo de pais. Oxalá este entusiasmo cresça sempre e contagie outros grupos e outras comunidades.

Jorge Cotovio

Noventa anos da paróquia de S. José

No próximo dia 16 de julho, a paróquia de S. José fará 90 anos que foi ereta canonicamente. Não queremos deixar passar esta data importante do nascimento da paróquia sem a celebrarmos. Temos consciência de que é uma altura já não muito propícia para fazer grandes eventos pois muitos já estarão de férias. Apesar de tudo, teremos na igreja uma atuação do coro misto da Universidade de Coimbra com a presença do senhor Bispo e do senhor Presidente da Câmara.

No início será feita uma brevíssima apresentação história do caminho desta comunidade ao longo destes 90 anos.

Está também a ser preparada uma exposição, no salão paroquial, de alguns objetos ligados à história da paróquia como sejam as plantas arquitetónicas da primeira igreja que não foi aprovada e da segunda que é aquela que agora temos, além de outros objetos tanto litúrgicos como não litúrgicos.

Convidamos os paroquianos a reservarem esta noite de 16 de Julho para virem assistir ao espetáculo do coro misto da Universidade de Coimbra.

Folha Paroquial 03.07.2022 — 14º DOMINGO DO TEMPO COMUM

A terra inteira aclame o Senhor.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Lc 10, 1-12.17-20 )
Naquele tempo, designou o Senhor setenta e dois discípulos e enviou-os dois a dois à sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara. Ide: Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa nem alforge nem sandálias, nem vos demoreis a saudar alguém pelo caminho. Quando entrardes nalguma casa, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa’. E se lá houver gente de paz, a vossa paz repousará sobre eles; senão, ficará convosco. Ficai nessa casa, comei e bebei do que tiverem, que o trabalhador merece o seu salário. Não andeis de casa em casa. Quando entrardes nalguma cidade e vos receberem, comei do que vos servirem, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘Está perto de vós o reino de Deus’. Mas quando entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saí à praça pública e dizei: ‘Até o pó da vossa cidade que se pegou aos nossos pés sacudimos para vós. No entanto, ficai sabendo: Está perto o reino de Deus’. Eu vos digo: Haverá mais tolerância, naquele dia, para Sodoma do que para essa cidade». Os setenta e dois discípulos voltaram cheios de alegria, dizendo: «Senhor, até os demónios nos obedeciam em teu nome». Jesus respondeu-lhes: «Eu via Satanás cair do céu como um relâmpago. Dei-vos o poder de pisar serpentes e escorpiões e dominar toda a força do inimigo; nada poderá causar-vos dano. Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem; alegrai-vos antes porque os vossos nomes estão escritos nos Céus».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

A urgência da missão

Depois de ouvirmos a leitura do Evangelho, o ministro que o leu disse: “Palavra de Salvação”, ao qual respondemos com uma aclamação: “Glória a Vós, Senhor.”

É uma Palavra de salvação e de vida sabermos que Jesus nos faz participantes da sua missão e nos envia a transformar o mundo pelo anúncio do Evangelho. É tão importante que até os demónios tremem diante deste anúncio e Jesus diz que quando se anuncia a Boa Nova o demónio perde terreno.

A Igreja existe por causa deste anúncio. Ela foi criada ao serviço da missão. Mas pode correr o risco de infidelidade àquilo que é o prioritário para se perder no secundário.

As nossas igrejas meio cheias, ou meio vazias, depois da pandemia, mostram-nas a urgência da missão. Não é que não se soubesse já, antes da pandemia, mas agora, ficou à vista desarmada de todos. Muitos dos que vinham à missa e deixaram de vir já não sabiam bem porque vinham e os motivos que os traziam não eram, supostamente, aqueles que Jesus quis, quando nos mandou fazer a missa em memória d’Ele. Tenho encontrado pessoas que não acreditam na ressurreição de Jesus mas vêm à missa que é precisamente a celebração e atualização sacramental do mistério da morte e da ressurreição de Jesus. Outros, não acreditam que Jesus é o Filho de Deus, e outros, vão à missa mas depois vão ao espiritismo e a outros cultos durante a semana. Enfim há para todos os gostos.

Quanto menos evangelização e formação cristã houver, mais as pessoas se afastam da genuína fé cristã. S. João Maria Vianney, o Santo Cura D’ars, dizia: “Deixai uma paróquia 20 anos sem padre e as pessoas adorarão os animais.”. A afirmação compreende-se na época em que o padre é que fazia tudo. Dava o catecismo, formava na fé, administrava os sacramentos e propunha a moral cristã. Hoje podíamos atualizá-la dizendo: Quando as pessoas deixam de receber o evangelho, abandonam o Deus verdadeiro e voltam-se para os ídolos de toda a espécie entre os quais tem hoje proeminência o “eu”, de cada um. A idolatria passou a ser «egolatria».

Por isso Jesus nos envia a anunciar o Evangelho que salva.

Jesus quando enviou os discípulos disse-lhes: «Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel». Quem eram essas ovelhas? Eram os membros do povo da Aliança, mas que não viviam a fé e a os mandamentos da Lei.

Hoje, as ovelhas perdidas da casa de Israel, será uma imensa multidão de batizados, e até crismados, que abandonaram a Igreja, não praticam a fé, mas ainda enchem as igrejas, à semana, nas missas de sétimo dia. Muitos ainda batizam os filhos, colocam-nos na catequese, mas não estão já abertos a acompanhá-los à missa. A maior parte são pessoas maravilhosas, bem-educadas, com boa formação humana e que procuram sinceramente o bem e a verdade, só que lhes falta fazer o encontro pessoal com Jesus que muda a nossa vida do avesso dando-lhe um novo rumo e apontando-lhe um novo horizonte. Se isso acontecer, compreenderão então o que lhes faltava.

Na catequese familiar, na preparação para o batismo, no percurso Alpha, nos encontros que temos para os que querem ser padrinhos, encontramos gente que, não vivendo a fé, pelo menos em muitos dos seus aspetos, estão abertos a deixarem-se confrontar com o fundamental da experiência cristã.

No próximo ano, pretendemos incidir maior esforço e prioridade naqueles que estão mais perto da fé cristã porque já contactaram com ela.

A evangelização, e sobretudo o Primeiro anúncio da fé, deve ser a nossa grande prioridade nem sempre compreendida pelos paroquianos. Gastamos a esmagadora maioria do nosso tempo, com os que já estão na igreja e, por falta de tempo ou de ousadia ou ainda de empenho, não vamos à procura da “ovelha perdida”.

O Papa Francisco partilhou connosco, logo no início do seu pontificado, o seu sonho missionário: Sonho com uma opção missionária”, capaz de transformar tudo, para que os costumes, os estilos, os horários, a linguagem e toda a estrutura eclesial se tornem um canal proporcionado mais à evangelização do mundo atual que à autopreservação”.

Falei, no princípio, tantas vezes do Alpha que muita gente não entendeu o porquê desta insistência pensando talvez que seria uma espécie de devoção pessoal. Mas Alpha não é nenhum movimento nem nenhum objeto de devoção, é uma ferramenta que ajuda as paróquias a fazerem bem aquilo para que existem, isto é, levar os homens e as mulheres a encontrarem-se pessoalmente com Jesus e a fazerem uma experiência de Igreja. Ninguém se torna discípulo de Jesus, se primeiro não o encontra pessoalmente na fé. O Alpha é para isso. Por isso, a proposta do Alpha é estruturante na vida da paróquia como o “kick start”, isto é, o ponto de partida de um caminho de fé, sem o qual nada acontece. Claro que o Alpha não é tudo, é mesmo só o princípio, é preciso muito mais para formar discípulos. E esse muito mais é tudo o resto que já existe.

Quase todos os grupos avaliaram a sua caminhada deste ano e começaram a perspetivar e a programar o próximo ano. Com os olhos postos no grande acontecimento das Jornadas Mundiais da Juventude que todos demos mais um passo, no próximo ano, não tanto para encher as igrejas, mas para despertar e formar discípulos que sigam Jesus e sejam fermento no mundo e, se com isso, enchermos as igrejas, tanto melhor.

Inscrições Catequese 2022/23

Estão abertas as inscrições para a Catequese Familiar nas nossas paróquias.

A catequese familiar é uma modalidade recente para fazer interagir pais, crianças e catequistas no anúncio da fé aos mais novos. Os pais comprometeram-se no Baptismo a serem os primeiros educadores da fé dos seus filhos, e esta responsabilidade não fica cumprida só por levá-los à catequese. É preciso que eles sejam também, em casa, as primeiras testemunhas da fé para os filhos. Mas temos de ser realistas. Muitas vezes os pais não se sentem preparados para esta missão pois, também eles, têm muitas dificuldades em relação à fé.

Esta catequese é quinzenal. Os pais vêm, trazendo os filhos e, enquanto estes vão para uma sala com os seus catequistas, aqueles vão para outra com um animador, que deve ter um nível cultural e uma segurança na fé capaz de animar uma reunião com os pais e responder às suas perguntas. Mas esta reunião é sobretudo para preparar com os pais a catequese que eles próprios se responsabilizam a dar na semana seguinte em casa, aos seus filhos. Claro que muitas vezes as questões sobre a fé e a vida da Igreja vêm ao de cima e é sempre um diálogo fecundo. Temos visto pouco a pouco que os pais vão fazendo o seu caminho lento, indo com os filhos à  Eucaristia  e dando-lhes o exemplo a que se comprometeram.

Pode inscrever-se numa das nossas paróquias: São João Baptista ou São José.