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Itinerário de discernimento vocacional – Caminho de Emaús

Um itinerário que já existe há 7 anos e que tem dado muitos (bons) frutos.

Queres saber mais?

Aparece no jantar de apresentação para conhecer a equipa e projeto (envia email para sdpv.coimbra@gmail.com a confirmar a tua presença): 14 de outubro | 19h45 | Casa das Servas do Apostolado – Almegue (junto ao Fórum Coimbra)

O que é?

Trata-se de um caminho de aprofundamento do sentido da vida e da descoberta serena e feliz da vocação de cada um (pode ser vocação familiar, padre, consagrado ou consagrada e laical).

Para quem?

Destina-se a jovens e adultos entre os 18 e 35 anos. Pessoas que queiram viver mais plenamente a vida que Deus lhe dá como dom, procurando responder à pergunta essencial ‘para quem sou eu?’

Como se concretiza?

  • Trabalho pessoal (ajudado por um ‘caderno pessoal mensal’)
  • Percurso em grupo: 7 encontros mensais (domingo à tarde; cerca de 3h) e um retiro de fim-de-semana, no final.
  • Acompanhamento pessoal: há a proposta de acompanhamento neste caminho por uma pessoa da equipa, num encontro mensal pessoal.

Quem organiza?

Secretariado Diocesano da Pastoral Vocacional da Diocese de Coimbra (SDPV).

Ecos de uma peregrinação à Terra Santa

De 4 a 12 de agosto, a Unidade Pastoral de S. José e S. João Batista promoveu (mais) uma peregrinação à Terra Santa, percorrendo locais significativos na Jordânia e, especialmente, em Israel. A meia centena de participantes teve o privilégio de ser acompanhado não só pelo pároco, Pe. Jorge Santos, mas também pelo nosso bispo D. Virgílio. Desta forma, a “viagem turística” foi, efetivamente, convertida em “peregrinação” – diria mais, em “retiro”, tantos foram os momentos de oração e de reflexão, culminando com a celebração diária da Eucaristia, normalmente em lugares com particular significado para os cristãos.

Uma peregrinação deste tipo transporta-nos, de forma sublime e emocionante, pelo deserto por onde terá passado o Povo de Deus no seu regresso do Egipto para a “Terra Prometida”, pelo Monte (Nebo), na Jordânia, onde Moisés terá avistado a Terra de Canaã (e sido sepultado), pelo Lago (de Tiberíades) e região circundante onde Jesus pregou e realizou muitos milagres, pelos locais onde terá ocorrido a Anunciação e depois o Nascimento de Jesus (e outros ligados à Sagrada Família e a João Batista) e até “assistimos” ao primeiro milagre, em Caná da Galileia… Subimos depois a Jerusalém e vivemos os momentos comoventes dos últimos tempos de Cristo, no Monte das Oliveiras, no Cenáculo e depois na Via Dolorosa ao encontro da morte (e da ressurreição). E, novamente nas margens do Lago, vimos Jesus, ressuscitado, aparecer aos apóstolos e eleger o pe(s)cador Pedro como chefe da Igreja.

Também houve oportunidade para visitarmos Petra – uma das 7 maravilhas do mundo –, para boiarmos no Mar morto, para sermos esclarecidos acerca da génese da Palestina e assim melhor entendermos a tensão permanente existente naquela região (charneira entre a Europa a Ásia e África, e daí tão cobiçada), para sabermos que os poucos cristãos lá existentes são maioritariamente árabes (palestinianos), vivendo com muitas dificuldades.

Enfim, todos demos graças por esta extraordinária oportunidade. Pessoalmente, vivi intensamente esta minha 2.ª peregrinação à Terra Santa, vendo e revendo a Bíblia, enriquecendo os meus conhecimentos e, sobretudo, crescendo na fé, incrementando a minha intimidade com este Deus – que, de uma forma humana, por ali andou e marcou profundamente a história da humanidade.

Jorge Cotovio

Unidade Pastoral prepara Dia da Visão

No dia 8 de Outubro convidamos todos os que exercem algum serviço de liderança na Unidade pastoral a passarmos juntos este dia no seminário diocesano de Leiria para pensarmos a Pastoral da Unidade pastoral com um olhar mais alargado.

Trata-se de construir o presente numa perspetiva de esperança no futuro. É isso que queremos dizer com Dia da Visão. Contamos com o Conselho pastoral da Up, com a Efap , com alguns membros dos Conselhos económicos, com responsáveis dos diversos Alphas, com responsáveis da Pastoral familiar, com responsáveis das células de evangelização e da catequese de adultos, da pastoral sócio-caritativa e da pastoral da Liturgia. Contamos com os responsáveis do serviço do acolhimento em cada paróquia, bem como com responsáveis dos leitores e responsáveis de todos os outros serviços das paróquias.

Começa às 9:30 com oração da manhã e termina pelas 18:30

Podemos organizar-nos e dar boleia uns aos outros.

Inscrição em https://forms.gle/zrTFghqn6Ji61qk97

Pe Jorge Santos

O Vinho na Bíblia

O VINHO NA BÍBLIA com João Maria André e Padre Nuno Santos, no Seminário Maior de Coimbra | Sala dos Azulejos, 4 de out | Terça-feira, 17h30 | Entrada Livre

“O Vinho na Bíblia” é o fio condutor de uma conversa que se quer dinâmica e aberta. Para crentes e não crentes…

Não sabemos muito mais do que isto.

Para os interessados, fica o desafio.

Newsletter JMJ Lisboa 2023

Sabias que podes acompanhar mensalmente todas as novidades JMJ Lisboa 2023?

Basta aceder a https://lisboa2023.org/pt e, no fundo da página, encontra um formulário tal como está ilustrado na imagem.

Folha Paroquial 25.09.2022 – 26º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Ó minha alma, louva o Senhor.

A versão PDF da Folha Paroquial pode ser descarregada aqui.

Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de púrpura e linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre, chamado Lázaro, jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava saciar-se do que caía da mesa do rico, mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, ou daí para junto de nós, não poderia fazê-lo’. O rico insistiu: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés nem aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’».

EVANGELHO ( Lc 16, 19-31 )

O reino dos céus e o dinheiro

Estamos na continuação do tema sobre o dinheiro da semana passada. Afirmei que Jesus fala muitas vezes sobre o dinheiro no Evangelho porque Ele pretende alertar-nos para o perigo de nos desviarmos do caminho da salvação por causa do apego a ele. Na parábola de hoje Jesus mostra com toda a força como alguém que tinha bens em abundância e que podia ter feito tanto bem com eles, escolheu o caminho da perdição ao tornar-se insensível à sorte dos outros vivendo somente para si próprio e para os seus próprios luxos.

A afirmação fundamental de Jesus sobre o dinheiro é que nós somos administradores dele e não donos. Jesus afirma isso parábola atrás de parábola. No capítulo 16, S. Lucas está a falar do reino de Deus e é nesse contexto que fala do dinheiro. Mas o que tem a ver o dinheiro com o reino de Deus? Parece não haver nada mais distante uma coisa da outra. Pois bem, Jesus diz que não é assim: Jesus diz que o Reino de Deus pode ser comparado a um homem rico que decidiu despedir o seu administrador porque andava a desperdiçar o seu dinheiro. Foi o evangelho do Domingo passado. Jesus concluiu: “Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso?” Através desta parábola Jesus está claramente a dizer que o dinheiro não é nosso, é um bem alheio, que pertence a outro. Outro quem? Deus. Pertence a Deus. O dinheiro passa-nos pelas mãos, mas somos apenas administradores. E se tivermos isto em mente ajudar-nos-á a usá-lo com mais sabedoria e responsabilidade.

Jesus volta a este tópico novamente na parábola dos talentos em Mateus 25. Aí ele compara o Reino dos Céus a um homem que se prepara para uma longa viagem e reúne todos os seus servos confiando-lhes os seus bens. A um deu 5 talentos, a outro 2, e a outro um. Quando regressou premiou os servos que souberam investir e usar bem o seu dinheiro e castigou o servo preguiçoso que desperdiçou a oportunidade. Também aqui a parábola assume que o dinheiro e os bens não nos pertencem, mas a Deus.

Na outra parábola do rico insensato fala-se de alguém a quem as colheitas e os negócios correram bem e tem fortuna que chegue para toda a vida. Agora – pensa ele – pode beber, comer e regalar-se à vontade porque tem bens que cheguem para tudo. É o sonho americano! Mas essa não é a visão de Deus para a nossa vida. E Deus diz-lhe: Insensato, esta noite ser-te-á reclamada a tua vida; e o que acumulaste a quem pertencerá? A resposta é: A outro! Todos nós morreremos. Apesar de todos os avanços tecnológicos da medicina moderna a percentagem dos que morrem ainda continua em 100%.
E a morte separa-nos do dinheiro e das posses que obtivemos durante a vida. Diz-se que quando John Rockefeller morreu, perguntaram ao seu contabilista quanto ele teria deixado. Ele respondeu sem pestanejar: “Todo”. Jesus usa a terminologia dos empréstimos no mundo das finanças e dos negócios. Dinheiro e bens estão investidos como empréstimos a prazo para serem usados por um tempo até que chega a altura de voltarem a quem pertencem, mas com juros.

Quando pensamos assim, tornamo-nos administradores mais sábios e responsáveis. Isto não significa que não devamos criar riqueza; pelo contrário, quem o puder fazer seria preguiçoso e julgado pela sua preguiça. Mas por mais riqueza que crie nunca deve esquecer que é apenas administrador e que deve fazer o bem com o que tem, tornando-se “rico aos olhos de Deus”. E entramos na parábola de hoje, com a profecia de Amós. Jesus afirma que é preciso ouvir a Palavra de Deus (Moisés e os profetas) para não errar o alvo da sua vida. O rico não tinha prestado atenção a esta Palavra e viveu como um insensato. Todos os que pensamos que somos donos absolutos do que nos foi dado para administramos e começarmos a viver só para nós mesmos corremos o risco do endurecimento do coração tornando-nos indiferentes à sorte dos pobres Lázaros. É isso que critica ferozmente o profeta Amós na primeira leitura. Ai de vós os ricos, que viveis comodamente sem vos preocupar com a sorte dos outros!

A comunidade cristã primitiva tinha compreendido o valor social dos bens e, por isso, viviam a partilha para ir em socorro dos pobres e da missão evangelizadora da comunidade. «Vendiam terras e outros bens e distribuíam o dinheiro por todos, de acordo com as necessidades de cada um.» Esta forma de viver o desprendimento não durou muito tempo pois criava muitas complicações como vemos no episódio da fraude de Ananias e Safira.

Que Deus nos dê a verdadeira sabedoria para sabermos administrar bem todos os dons que Ele, na sua rica misericórdia nos concede, mas nunca esquecendo que somos apenas administradores e não donos absolutos e que Ele espera dizer-nos um dia com júbilo: «muito bem, servo bom e fiel, porque foste fiel no bem alheio, agora recebe o prémio da tua fidelidade».

Igreja Viva – Suplemento Correio de Coimbra 22 Set 2022

O ficheiro PDF está disponível aqui e as notícias referentes à nossa Unidade Pastoral na página 2.

O Jornal, está disponível aqui.

Inscrições presenciais para a catequese em SJBaptista

Para além da possibilidade de inscrever as crianças na catequese por telefone ou por email (contactar a Madalena Sousa pelo 914 129 723 | Email: mmadalenav.sousa@gmail.com ), também o poderá fazer presencialmente, na igreja, de terça 27 Set a sexta 30 Set entre as 17h e as 19h00.

Quanto à “catequese” dos adolescentes em SJBaptista, isto é, o Say Yes, sabe-se para já que só está previsto arrancar em novembro – aguardamos mais informações.

Recordamos que, em SJosé, para além da possibilidade de inscrever as crianças online ( https://forms.gle/3Qb3bxgpRKCGZyED8 ), também o poderá fazer presencialmente na igreja (open space do Coro Alto) nos dias 26 e 27 de setembro de 2022 a partir das 18h00. 

Quanto à “catequese” dos adolescentes em SJosé, isto é, o ASJ, recordamos que estão a decorrer online até 9 de outubro – formulário de inscrição em https://forms.gle/c1R9gAtE5DnyUQ2j9

Fraternidade “O Caminho” propõe encontro vocacional para raparigas

Esta fraternidade vocacionada para o serviço aos pobres chegou a Coimbra poucos meses antes do início da pandemia.

No ano passado, duas irmãs dessa fraternidade serviram na secretaria e na Igreja de São José.

Nas redes sociais estão a divulgar um encontro vocacional dirigido a raparigas:

Paz e bem!
Já pensaste o que é ser religiosa?
E quem são e como vivem as irmãs Pobres de Jesus Cristo?
Vem conhecer a tua vocação, o sonho de felicidade que Deus quer construir contigo!
Se estiveres interessado, junta-te a nós nos dias 01 e 02 de Outubro das a partir das 8h.
Contactos:
✉️ E-mail: vocacao.nsdefatima@ocaminho.org
🤳🏼 Telemóvel: 911 069 133

https://www.facebook.com/fraternidadeocaminhocoimbra

Sala de estudo procura professores de português

A sala de apoio ao estudo de São José ( Sala de Estudo S. José ), procura com urgência professores de português, ainda que aposentados, que estejam dispostos a partilhar algum do seu tempo com os mais desfavorecidos.

Quem estiver disposto a abraçar esta causa deverá contactar uma das responsáveis:

967068689 – Rosa Canelas
917272707 – Cristina Simões

Delegação da Comunidade Emanuel recebida pelo COD

O COD Coimbra recebeu na sua sede representantes da “Comunidade Emanuel”, que escolheram a Diocese de Coimbra para realizar a sua experiência dos Dias Nas Dioceses da JMJ 2023 que se realizará no Verão do próximo ano. ✌😄

Com eles virão milhares de jovens, juntando-se aos milhares de peregrinos internacionais que farão a sua experiência DND em Coimbra, recebidos por toda a nossa diocese.

Uma pergunta: quem vais convidar para o Alpha?

Em breve, iniciarão 2 percursos, um em cada uma das nossas paróquias: dia 7 Out em SJosé e dia 14 em SJBaptista.

O percurso Alpha é, nas nossas paróquias, o método privilegiado para proporcionar um encontro pessoal com Cristo, um encontro transformador que nos abre à ação do Espírito Santo e que é capaz de dar um sentido novo à vida. E todos conhecemos pessoas à nossa volta que não sabem o quão feliz poderá ser este encontro: são esses que é preciso convidar.

Recordamos que não convidamos para o percurso: convidamos para um jantar ao qual se poderão seguir outros 10, se assim a pessoa o entender. E todos gostamos de ser convidados para jantar. Um jantar de sexta à noite, descontraído.

Nestas questões de jantar, uma questão que poderá sugir, e costuma surgir, é “e quanto é que isso me vai custar?” – pedimos apenas uma participação livre (isto é, que não é obrigatória – ninguém vai estar a controlar quem pagou nem quanto pagou) que seja capaz de cobrir as despesas que deverá rondar 10€/pessoa.

O link de inscrição está em http://tiny.one/inscreve :

São José, jantar de apresentação a 7 de outubro: https://t.ly/Kgyk
São João Baptista, jantar de apresentação a 14 de outubro: https://bit.ly/3KXj5ir

Em outubro, temos o jantar de apresentação para este percurso que consistirá em 10 jantares, sempre à sexta à noite, finalizados com uma bela sobremesa e acompanhados de um bom vinho e belas e desafiantes conversas.

E como é que se janta numa igreja – no caso de São João Baptista?

– nesse dia, o espaço que nos serve de igreja e a que chamamos de multiusos estará perfeitamente adaptado à função – está tudo pensado!

E se for a este jantar tenho que fazer o percurso?

– não forçosamente. Este jantar é só de apresentação do percurso. O percurso Alpha, propriamente dito, começará 15 dias depois, tantos quantos aqueles que os participantes neste jantar de apresentação terão para decidir, em total liberdade e com a garantia de que ninguém da equipa organizadora o contactará, para decidir se querem ou não arriscar participar neste percurso.

E em que consiste este percurso?

– tal como o logotipo sugere, é sobretudo um espaço para colocar questões. E de uma questão nasce facilmente uma conversa. Assim, é um percurso onde se janta, se lançam questões e onde se conversa. Sempre à sexta feira à noite e durante 10 semanas.

E quanto a custos?

Nestas questões de jantar, uma questão que poderá sugir, e costuma surgir, é “e quanto é que isso me vai custar?” – pedimos apenas uma participação livre (isto é, que não é obrigatória – ninguém vai estar a controlar quem pagou nem quanto pagou) que seja capaz de cobrir as nossas despesas e que deverá rondar 10€/pessoa.

Pré-seminário arranca a 15 de outubro

Embora a data não esteja (pelo menos aparentemente) divulgada em nenhum dos canais oficiais da Diocese de Coimbra, soubemos por uma notícia publicada pelo Diário as Beiras que este “percurso” proposto a rapazes que se colocam a questão vocacional arrancará no próximo dia 15 de outubro.

Mais informações poderão ser obtidas com o Pe Nuno Santos cujos contactos estão afixados no site do Anuário Católico

A mesma notícia de jornal dava-nos a conhecer os 11 seminaristas que este ano a nossa diocese terá a estudar no Porto, com vista à ordenação enquanto presbíteros, bem como das despesas que isso implica.

Este ano a Semana dos Seminários está previsto ser de 30 de outubro a 6 de novembro, dia em que é suposto que o ofertório seja para o seminário: até lá, não seria má ideia irmos pondo algum dinheiro de lado – não basta queixarmo-nos da falta de padres, temos que apoiar também financeiramente aqueles que disponibilizam a entrega das suas vidas ao serviço da Igreja enquanto presbíteros.

Noivos – Datas CPM 2022/23

A Associação dos Centros de Preparação para o Matrimónio (CPM) da Diocese de Coimbra divulgou as datas destes cursos para este ano pastoral de 2022/23:

Almoço anual dos amigos de São João Baptista em Sandelgas

Desde há alguns anos que a Paróquia de S. João Baptista convida os seus amigos e paroquianos para um evento anual que envolve alguma pompa e que se destina sobretudo à angariação de fundos para uma obra que, se Deus quiser, talvez venha um dia a iniciar-se – em 2017/18 era o projeto que não era aprovado, em 2018/19 eram as especialidades encalhadas na gaveta de um engenheiro da câmara, em 2020 foi a pandemia e, desde 2021, é o preço exorbitante dos materiais de construção a par do pouco interesse que a obra parece suscitar nos empreiteiros.

Se Deus quiser, sabemo-lo bem, a obra começará mesmo. Se Deus quiser, apesar de todas as dificuldades, o Centro Paroquial haverá de nascer. Seja como for, quanto mais não seja, será um excelente momento para confraternizar. Fica carito, mas a companhia e a causa são boas e, como se dizia antes da pandemia, é só uma vez por ano. E a obra far-se-á tijolo a tijolo.

Antigamente, era um jantar na Quinta de Dom Luís em Pereira do Campo… desta vez, vai ser almoço: no dia 23 de outubro, e no belíssimo espaço do Convento de Sandelgas, perto de Tentúgal.

O Preço: 35€ / pessoa (18€ para as crianças). O link para o formulário de inscrições: https://forms.gle/LEGcdZqFn2xxJm9s5

Aperitivos: bolinhos de bacalhau, ovos mexidos com alheira, saladinha de polvo com vinagreta de coentros, sortido de salgadinhos do chef, beijinhos de tomate cherry e queijo fresco e focaccia de legumes
Sopa : sopa de abóbora com amêndoa laminada
Prato principal : bacalhau em crosta de broa perfumado com bacon, acompanhado com batata vulcão e couve salteada ao alho
Sobremesa: Cheesecake desconstruído , espetada de frutas e bolo de chocolate
Bebidas. Café.

Convide amigos a ajudar a construção da Igreja, indo ao almoço. E se conseguir juntar 6 amigos adquira meia mesa, onde ficarão todos juntos. Mas se conseguir arranjar pelo menos mais 9 amigos, ficará com uma mesa inteira por sua conta. O ideal seria que houvesse várias pessoas a ficarem com uma mesa. Os que não conseguirem arranjar amigos para irem, mas que querem inscrever-se, inscrevem-se junto de outras pessoas ou no cartório.

Oração de Cura e Misericórdia

É uma oração durante a qual são acolhidos especialmente aqueles que carregam algum fardo e querem contar com a oração de outros irmãos.

Esta oração acontece sempre na primeira quinta-feira de cada mês na igreja de São João Baptista, na Quinta da Portela, e é organizada pela Comunidade Emanuel.

As datas estão afixadas no nosso calendário:

2022: 8 Setembro; 6 Outubro; 3 Novembro; 1 Dezembro.
2023: 5 Janeiro; 2 Fevereiro; 2 Março; 4 Maio; 1 Junho; 6 Julho.

Jornadas de Pastoral – “Transmitir e viver a fé – Acompanhar em todas as idades”

As Jornadas de Pastoral 2022 que vão decorrer no dia 1 de Outubro no colégio São Teotónio em Coimbra sob o tema “Transmitir e viver a fé – Acompanhar em todas as idades”

09h30 Acolhimento e abertura
09h45 Hora intermédia
10h00 Escutar – O que dizem as crianças, adolescentes, jovens e adultos da catequese?
10h30 A transmissão da fé – dificuldades e desafios [Carlos Carneiro, sj]
11h30 Intervalo
11h45 A missão da catequese – leitura da realidade atual [Isabel Oliveira]
13h00 Almoço
14h30 Linhas orientadoras para a catequese em Portugal [José Henrique Pedrosa]
15h30 Intervalo
15h45 Somos todos discípulos missionários [Joana Maria Chelinho]
17h00 Encerramento [D. Virgílio Antunes]

Possibilidade de almoço no Colégio sujeito a reserva prévia (7 Euros)

Inscrição On-line aqui: https://forms.gle/9hurosZ3WdQB1GcbA


Em Novembro, dia 26, todos os catequistas e animadores de grupos serão convidados a um 2º dia que pretenderá continuar este:

09h30 Acolhimento
09h45 Hora intermédia
10h00 Construção do plano diocesano de formação: apresentação temática
10h30 workshops (setoriais)
12h00 Plenário
13h00 Almoço
14h30 workshops (setoriais)
16h00 Plenário


No Domingo, dia 2, está prevista a abertura do ano pastoral com destaque para:
1- encontro com catequistas e animadores jovens (com idade inferior a 30 anos) que decorrerá no Instituto Universitário Justiça e Paz das 14h15 às 15h30
2- celebração da eucaristia solene da abertura do ano pastoral e na qual queremos agradecer e homenagear os catequistas e animadores com mais de 25 anos de serviço à comunidade pelas 16h na Sé Nova.
Nestas atividades estão envolvidos o Secretariado da Coordenação Pastoral, o Secretariado da Catequese, o Secretariado da Juventude e o COD de Coimbra da JMJ2023.

Inscrições em: https://forms.gle/NvroXHcNET92qaBf9

Grupo de Oração

Próxima sessão: quinta, 29 de setembro de 2022. Poderá consultar outras datas no nosso calendário.

Este grupo reúne-se às quintas feiras de quinze em quinze dias, na igreja de São João Baptista, para, seguindo a moção do Espírito Santo, louvar a Deus, escutar a Sua palavra, aprofundar a fé e partilhar o que Deus fez por eles numa atmosfera de alegria e de esperança.

O Grupo de Oração é um encontro alegre, espontâneo, centrado na pessoa de Jesus. Ele é o Senhor, e nós somos um grupo de irmãos apaixonado por ELE que procura desfrutar da  Sua  presença !!!

Através da Oração, especialmente  de  louvor, abrimos  os nossos  corações  para  que uma chuva de bênçãos seja derramada sobre todos nós e sobre quantos ainda não experimentaram a alegria do encontro pessoal com  JESUS.

Normalmente, este grupo conta com a presença e uma pequena palestra do Pe Francisco.

Movimento mundial Laudato Si lança documentário «A Carta»

Movimento mundial ‘Laudato Si’ vai lançar documentário “A Carta”, no dia 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que encerra o Tempo da Criação, onde o “Papa Francisco é a estrela do filme”.

“O filme vai estrear na Cidade do Vaticano em 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis, que encerra o Tempo da Criação. No mesmo dia estará disponível no YouTube gratuitamente” (depois partilhamos aqui o link).

O documentário “A Carta” (The Letter)conta a “história da carta encíclica Laudato Si’ e detalha a emergência ecológica.

“O Papa Francisco é a estrela do filme. Ele generosamente passou um tempo connosco durante a produção, partilhando sua profunda sabedoria”, adianta. 

Intitulada a “maior iniciativa do nosso movimento até agora”, o filme “é fruto de alguns anos de trabalho do Movimento Laudato Si’ em parceria com a produtora Off the Fence (vencedora do Oscar por Meu Professor Polvo) e o Vaticano”. 

Outras vozes também são apresentadas, representando as periferias da crise ecológica, como “uma ativista adolescente da Índia, um líder indígena da Amazónia, um refugiado climático do Senegal e cientistas do Havai”.

“As histórias proféticas de Ridhima, Cacique Dadá, Arouna e Robin e Greg – heróis da vida real dentro e fora do filme – e seu diálogo pessoal com o Papa, em particular, foi inestimável”, indica.

O comunicado salienta que o “filme explica de maneira impactante, o grito da terra e o grito dos pobres” e a realidade das “secas, inundações, incêndios florestais, furacões, desflorestação, tudo só piora”.

organização do movimento mundial trabalha agora com os “líderes e membros do movimento para que o filme seja exibido no maior número possível de paróquias e comunidades em todos os continentes” bem como na angariação de fundos para realizar as exibições.

Fonte: https://agencia.ecclesia.pt/portal/vaticano-movimento-mundial-laudato-si-lanca-documentario-a-carta/

Eutanásia – o contexto, o cuidado, a relação

O Centro de Estudos de Bioética – em cuja direção do Polo de Coimbra estão empenhadas duas paroquianas de São João Baptista (para além de outros irmãos que acompanham de perto estas temáticas) – está a promover um colóquio que terá lugar no próximo dia 15 de outubro de 2022 no Instituto Universitário Justiça e Paz.

As inscrições poderão ser feitas por email ( cebioetica@gmail.com ) ou em https://forms.gle/ZvGa44nEFr214RGx9

11 seminaristas de Coimbra vão estudar no Porto

Destes 11, 2 passaram pela nossa Unidade Pastoral: o Carlos Gregório integrou as Festas de São João, o percurso Zaqueu e o percurso Deus no trabalho, em São João Baptista; o Rúben fez o percurso Alpha em São João Baptista, chegou a integrar a equipa Alpha e o coro da mesma paróquia.

“São sinais de esperança que não podemos deixar de agradecer às comunidades e aos párocos”. A frase pertence ao Padre Nuno Santos, diretor do Seminário Maior de Coimbra, quando confrontado com o aumento do número de seminaristas que, através da Diocese de Coimbra, vão estudar no Seminário do Porto. Ao todo são 11 e os seus nomes são os seguintes: Carlos Gregório, João Mota e David Silva (5.º ano); Rúben Cunha (4.º ano); Luís Ramos e Mário Fernandes (3.º ano); Lucas Saueia e João Gabriel (2.º ano); André Lopes, José Freitas e Carlos Pascoal (1.º ano).

O diretor do Seminário Maior de Coimbra recordou que “há seis anos atrás tínhamos apenas dois seminaristas” e, como tal, este crescimento aumenta a responsabilidade dos responsáveis da Diocese de acompanhar os jovens no seu discernimento vocacional. O Padre Nuno Santos afirmou que, em “ano de Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), não podemos perder esta oportunidade vocacional”.

https://www.asbeiras.pt/2022/09/11-seminaristas-de-coimbra-vao-estudar-no-porto/

23 setembro é Dia JMJ

Dia JMJ! Todos os 23 de cada mês, não é feira! É Jornada! 📅🕯

Continuamos o caminho de preparação mensal, através da oração, para a Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023! Vem viver e rezar cada dia 23 com a JMJ no coração!

Celebraremos na nossa casa, a Sé Velha, em Coimbra. Vem daí!

Deves estar na Sé Velha às 21h15 (entrada principal) e trazer contigo um papel e uma caneta. Faz-te presente no Dia JMJ Setembro, dia 23 de Setembro, organizado pelo COT Farol do Mondego (COT K – somos mesmo nós 😍😍😍). ♥

És da Figueira da Foz? Então vem conosco! Não és? Vem conosco na mesma!

Se preferires o formato online, poderás assistir em direto na nossa página de Facebook COD Coimbra – JMJ 2023.

Tema: São João Paulo II – Patrono da JMJ Lisboa 2023

Folha Paroquial 18.09.2022 – 25º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Louvai o Senhor, que levanta os fracos.

A versão PDF da Folha Paroquial pode ser descarregada aqui.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Um homem rico tinha um administrador, que foi denunciado por andar a desperdiçar os seus bens. Mandou chamá-lo e disse-lhe: ‘Que é isto que ouço dizer de ti? Presta contas da tua administração, porque já não podes continuar a administrar’. O administrador disse consigo: ‘Que hei-de fazer, agora que o meu senhor me vai tirar a administração? Para cavar não tenho força, de mendigar tenho vergonha. Já sei o que hei-de fazer, para que, ao ser despedido da administração, alguém me receba em sua casa’. Mandou chamar um por um os devedores do seu senhor e disse ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu senhor?’. Ele respondeu: ‘Cem talhas de azeite’. O administrador disse-lhe: ‘Toma a tua conta: senta-te depressa e escreve cinquenta’. A seguir disse a outro: ‘E tu quanto deves?’. Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. Disse-lhe o administrador: ‘Toma a tua conta e escreve oitenta’. E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza. De facto, os filhos deste mundo são mais espertos do que os filhos da luz, no trato com os seus semelhantes. Ora Eu digo-vos: Arranjai amigos com o vil dinheiro, para que, quando este vier a faltar, eles vos recebam nas moradas eternas. Quem é fiel nas coisas pequenas também é fiel nas grandes; e quem é injusto nas coisas pequenas também é injusto nas grandes. Se não fostes fiéis no que se refere ao vil dinheiro, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não fostes fiéis no bem alheio, quem vos entregará o que é vosso? Nenhum servo pode servir a dois senhores, porque, ou não gosta de um deles e estima o outro, ou se dedica a um e despreza o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro».

EVANGELHO ( Lc 16, 1-13 )

Ele quer que todos os homens se salvem

A salvação é fruto do encontro com Jesus Cristo que morreu por nós e consiste na aceitação d’Ele, pela fé, como Senhor da nossa vida. A nossa salvação acontece por um ato de fé e confiança naquilo que Ele fez por nós através da morte e ressurreição de Jesus. No batismo aceitamos Jesus, com a profissão da fé e, a partir daí, pertencemos ao Senhor. Como diz Paulo: «Vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”. Na oração eucarística nº 4, a Igreja ora dizendo: «E a fim de vivermos, já não para nós próprios, mas para Ele que por nós morreu e ressuscitou…»

Ora o facto de termos sido salvos e pertencermos ao Senhor leva-nos a trabalhar interiormente para viver uma vida de homens e mulheres livres diante de todos os apegos mundanos e não nos deixarmos escravizar pelas inclinações e desejos da nossa natureza sejam eles desejos de ordem sexual, de possuir riquezas e dinheiro de uma forma imoderada, ou desejos de comer e beber. A virtude da temperança ou do autodomínio consiste no exercício da nossa liberdade para aprendermos a escolher o bem e a rejeitar o que nos pode fazer mal. Todos os vícios partem sempre de uma inclinação que em si é boa. É boa a inclinação sexual, é bom termos dinheiro para vivermos dignamente, é bom comer e beber para preservarmos a nossa vida. O problema está sempre no abuso destrutivo em que perdemos o controle sobre as nossas inclinações e nos deixamos dominar pelos nossos desejos.

Os textos de hoje referem-se, de um modo especial, ao dinheiro e ao desejo de o possuir.

Na primeira leitura, Deus através de Amós, mostra a sua cólera divina diante dos ricos que espezinham o pobre e inventam mil maneiras de o enganar e de o roubar. “Mas o Senhor jurou pela glória de Jacob: «Nunca esquecerei nenhuma das suas obras».

O evangelho, é um texto estranho e um tanto incómodo. Jesus conta a parábola de um administrador que é expulso da sua função por se descobrir que é desonesto e abusa do seu lugar. Habituado como está a viver bem tenta encontrar uma saída à “xico esperto” para não ficar de mãos a abanar. Vai reduzir drasticamente nos recibos dos devedores do patrão para que quando sair do emprego estes lhe agradeçam os seus favores e lhe paguem de alguma forma. A parte mais estranha é a afirmação: “E o senhor elogiou o administrador desonesto, por ter procedido com esperteza.” Parece que Jesus elogia a desonestidade, mas não é isso que é dito. Jesus não elogia a desonestidade, mas a esperteza ou inteligência do administrador em saber preparar-se para o futuro a partir dos bens do presente. E é isso que ele recomenda aos filhos da luz. Que saibam usar os bens deste mundo para arranjar também amigos que os recebam nas moradas eternas. Porque o nosso impulso ou tentação é usarmos os bens do mundo para nosso proveito individual e egoísta. E assim não preparamos o nosso futuro eterno e nem sequer ajudamos a construir este mundo em que vivemos para que seja mais solidário, mais humano e mais fraterno. E Jesus termina concluindo: “Não podeis servir a Deus e ao dinheiro.”

Na carta a Timóteo, Paulo diz que «O amor ao dinheiro é a raíz de todos os males.» Jesus sabe quanto este apego materialista pode desviar-nos do que é o verdadeiro bem e, por isso, fala tantas vezes de dinheiro. Nós, pelo contrário, falamos muito poucas vezes e, quando o fazemos, porventura fazemo-lo mal. Não devemos tanto falar do dinheiro para resolver um problema de falta dele para uma obra qualquer, mas devemos falar dele como se fala de espiritualidade, de caridade, de vida eterna e salvação. Falar de dinheiro é um tema espiritual.

Nós damos dinheiro porque queremos responder à generosidade de Deus com a nossa pobre generosidade. Dar, é um ato de adoração a Deus, é uma ação de graças, como aliás rezamos no domingo da partilha: “Esta minha oferta SENHOR, é para vos adorar, pois sois o meu Criador, eu, vossa criatura; Esta minha oferta é para reconhecer que Sois infinitamente generoso para comigo; E porque vos amo SENHOR, vos ofereço uma parte daquilo com que me enriquecestes, pois tudo o que possuo, de Vós recebi”.

O discípulo de Cristo que já experimentou o quanto Deus fez por Ele na cruz, agora responde dando-se, servindo na comunidade cristã e servindo com os seus bens. E fá-lo de forma perseverante como um compromisso mensal que assume. O compromisso de uma quantia a dar mensalmente é importante para não estar ao sabor dos sentimentos e emoções passageiras do momento, mas ajudar a viver em fidelidade aquilo que decidimos por amor e depois de um discernimento feito em oração. Nas nossas paróquias existe o domingo da partilha (S. João Baptista) e da generosidade (S. José). Nesse domingo, muitos, anonimamente, são mais generosos, mas sem compromisso. (Cerca de uma centena em S. João Batista, fá-lo de forma comprometida.) Quando se lançou este Domingo chegou a pensar-se chamar-lhe «dia do dízimo», mas a ideia não pegou porque temeu-se que fosse mal-entendido» de facto, o dízimo era uma obrigação do israelita no Antigo Testamento. No Novo Testamento não há a lei do dízimo, mas nem por isso é menos exigente. S. Paulo diz: “Cada um dê, sem constrangimento, mas com alegria e segundo a riqueza do seu coração.” Somos chamados a dar não por obrigação, mas por amor, por generosidade e ação de graças.

Durante muitos anos nunca partilhei nada com a igreja pois o padre, quando está na missa, ninguém lhe vai pedir dinheiro. Depois aquilo a que antigamente chamávamos a côngrua ou contributo paroquial, dado uma vez por ano, e que muitos ainda usam como forma preferida, era numa boa parte, para a sustentação do clero e por isso ele era um beneficiário e não um pagante. Mas quando percebi que dar de uma forma comprometida era um gesto de gratidão, de louvor a Deus, de confiança e de generosidade, percebi que eu não podia estar isento de fazer o caminho de santidade que Deus propõe a todos e, a partir daí, contribuí sempre com o dízimo para a Igreja. Dar não é uma questão só de dinheiro, é uma questão de coração. Se não amamos, só damos se for obrigatório e o mínimo possível, se amamos, damos com alegria e com generosidade. Então Deus poderá dizer-nos um dia: «Muito bem servo bom e fiel porque foste fiel nas coisas pequenas ser-te a confiado agora o verdadeiro bem. Entra na alegria do teu Senhor.»

Perguntas para reflexão

  1. O que mais prendeu a minha atenção e emoção nestes textos e na sua reflexão?
  2. Confrontando o meu viver com as palavras de Jesus que pequeno passo, ou propósito, as leituras me sugerem?

Caminhada pela Vida 2022

No ano passado foi a primeira vez em Coimbra, este ano será a segunda e vai ser ainda melhor!

Ao mesmo tempo em 10 cidades portuguesas e, entre elas, Coimbra.

Se assim o desejar, poderá acompanhar a página da Caminhada pela Vida – Coimbra.

Ou a da Federação Portuguesa pela Vida

Partilhamos algumas imagens de 2021, em Coimbra:

Igreja Viva – Suplemento Correio de Coimbra 15 Set 2022

O ficheiro PDF está disponível aqui e as notícias referentes à nossa Unidade Pastoral na página 4.

O Jornal, está disponível aqui.

Transmitir a fé – acompanhar em todas as idades – Nota Pastoral de D. Virgílio para o ano pastoral de 2022/23

INTRODUÇÃO

No ano pastoral de 2022-2023 damos continuidade ao desenvolvimento do plano pastoral diocesano, que tem por lema: “Jovem, levanta-te! Cristo vive”.

A atenção da Igreja aos jovens pedida pela Exortação Apostólica do Papa Francisco “Cristo vive” e o grande evento da Jornada Mundial da Juventude Lisboa 2023, motivam a Diocese de Coimbra para dar novos passos na edificação do seu rosto mais jovem.

Por sua vez, o processo de preparação do Sínodo da Igreja Universal sobre a sinodalidade terá continuidade entre nós e marcará as comunidades na procura de maior “comunhão, participação e missão”.

Reconhecemos que, felizmente, o ano que passou, trouxe à nossa Diocese bons sinais de esperança fundada na fé e nos dons que o Espírito Santo oferece à Igreja que somos. Sem esquecer que a vida da Igreja é muito mais do que um dos seus anos e que há uma corrente de ação e de graça que atravessa as gerações, recordo três áreas específicas que nos foram propostas e nas quais muitos irmãos e irmãs trabalharam com grande entusiasmo e dedicação:

– as atividades organizadas nas comunidades e protagonizadas pelos jovens ou a eles dirigidas, destinadas a proporcionar-lhes meios concretos de encontro com Jesus Cristo, na fé, e a abrir-lhes caminhos de envolvência direta e pessoal na vida da Igreja;

– os dinamismos gerados à volta da Jornada Mundial da Juventude, conduzidos pelo Comité Organizador Diocesano (COD) e pelos Comités Organizadores Locais (COT), que suscitaram alegria no serviço de pessoas e instituições e motivaram disponibilidade para a missão que se aproxima;

– a participação de pessoas e grupos diversificados no processo de escuta e discernimento de todo o Povo de Deus proposto pela organização do Sínodo da Igreja, cuja síntese, cheia de desafios, foi oportunamente apresentada em assembleia diocesana e deverá ser retomada para que demos continuidade ao que humildemente discernimos.

Queremos dar graças a Deus por todos os que acolheram de coração estas propostas diocesanas e locais como desafios da Igreja; rezamos para que sejam fortalecidos na fé e gozem desde já da alegria de ser pedras vivas da edificação da Igreja de Coimbra, em que procuramos caminhar juntos em atitude de comunhão, participação e missão.

TRANSMITIR E VIVER A FÉ

Ao desenvolvermos todos os projetos concretos e pontuais que temos entre mãos na nossa Igreja Diocesana, reconhecemos que eles têm de assentar num plano mais vasto e abrangente voltado para a transmissão e vivência da fé cristã.

O nosso tempo exige-nos tomar consciência de que já não somos a antiga cristandade do ponto de vista da cultura influente no dia a dia e não somos em grande parte um povo evangelizado. Estamos, por isso, diante do desafio atual de olhar para a humanidade como o povo a quem Deus se quer revelar e que, por Jesus Cristo, quer salvar.

A mudança de atitude que nos é pedida e que fará a diferença nas propostas evangelizadoras da Igreja, vai no sentido do que nos disse o Papa Francisco na Exortação Apostólica “A alegria do Evangelho”: “a acção missionária é o paradigma de toda a obra da Igreja” (nº 15). Fazendo referência ao Sínodo dos Bispos de 2012 sobre o tema “A nova evangelização para a transmissão da fé cristã”, fala dos diferentes tipos de destinatários do anúncio que a Igreja é chamada a fazer (nº 14):

– “os fiéis que frequentam regularmente a comunidade” e “os fiéis que conservam uma fé católica intensa e sincera (…) embora não participem frequentemente no culto”;

– “as «pessoas batizadas que, porém, não vivem as exigências do Batismo», não sentem uma pertença cordial à Igreja e já não experimentam a consolação da fé”;

– “aqueles que não conhecem Jesus Cristo ou que sempre O recusaram”.

O Papa Francisco conclui que “todos têm o direito de receber o Evangelho” e que “os cristãos têm o dever de o anunciar”.

Na nossa tradição teológica, as palavras “missão” e “evangelização” utilizavam-se mais diretamente para falar do anúncio do Evangelho aos não crentes e nas terras distantes onde o nome de Jesus Cristo ainda não tinha chegado. Temos vindo a recuperar o seu sentido bíblico e a usá-las cada vez mais para falar do anúncio a todos os povos da terra, embora, como antes referimos, tendo em conta a diversidade de situações em que se encontram os seus destinatários.

Reconhecemos na nossa Diocese de Coimbra que a situação presente nos impele a uma pastoral plenamente orientada para a transmissão da fé. Esta é a mudança de atitude mais relevante a que é chamada a Igreja de Deus, em todos os seus membros, comunidades e estruturas.

ACOMPANHAR EM TODAS AS IDADES

A transmissão da fé é uma realidade bem complexa, que não pode resumir-se a um meio, a uma fórmula, a uma estratégia ou a uma dimensão. O Evangelho oferece-nos a pedagogia de Jesus que, também ela, tem matizes diversos e tem em conta cada pessoa e as suas circunstâncias.

A transmissão da fé supõe sempre o primado da graça, a iniciativa de Deus que vem ao nosso encontro e conta com a mediação da Igreja, que já vive a fé, já está motivada para a transmitir aos outros. Este Povo de Deus, comunidade que vive a fé, realiza a missão de a transmitir seguindo os passos de Jesus, que acompanha as multidões que O procuram, os pequenos grupos de quem se aproxima e cada um dos que acolhem a sua palavra, a sua pessoa e a sua companhia ao longo da estrada da vida.

O Papa Francisco, consciente de que não basta dirigir a palavra ao mundo, mesmo que cheia de autoridade e de verdade, salienta a importância do acompanhamento na ação de transmissão da fé e sublinha fortemente o seu lugar nos dias de hoje: “… a comunidade evangelizadora dispõe-se a «acompanhar». Acompanha a humanidade em todos os seus processos, por mais duros e demorados que sejam. Conhece as longas esperas e a suportação apostólica. A evangelização patenteia muita paciência, e evita deter-se a considerar as limitações” (A Alegria do Evangelho, nº 24).

Dadas as caraterísticas da sociedade em que vivemos, estamos, hoje, convencidos de que a Igreja precisa de preparar-se melhor para esses processos de acompanhamento das pessoas em todas as idades e situações, em ordem à transmissão e crescimento na fé. Quando pensamos como se realizará esta missão e quem a assumirá em primeira pessoa, sentimos as muitas debilidades do corpo eclesial e como é escasso o número de homens e mulheres preparados interiormente e pedagogicamente para o acompanhamento de outros no seu percurso de fé.

Como Igreja e como discípulos-missionários, temos diante de nós o desafio de acompanhar com paciência, com amor e com fé viva, aqueles que Deus põe no nosso caminho e precisam de encontrar-se com Ele na fé. Esta é também uma mudança de perspetiva que precisamos de adotar no processo de transmissão da fé.

OLHAR A MULTIDÃO COM MISERICÓRDIA

Recordamos as palavras do Evangelho segundo as quais Jesus contempla a multidão, se enche de compaixão por ela, pois estava cansada e abatida, como ovelhas sem pastor, e confidencia aos seus discípulos: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao Senhor da messe para que envie trabalhadores para a sua messe»” (Mt 9, 35-38).

Este trecho leva-nos a pensar noutra mudança que deve operar-se em nós para que se realize este processo de transmissão da fé: havemos de olhar a multidão, o pequeno grupo e cada pessoa como um destinatário do anúncio do Evangelho e nunca como um problema.

A misericórdia de Jesus significa a comoção do seu coração diante daqueles que vê perdidos e como ovelhas sem pastor. Ele pensa somente em cada pessoa como alguém a quem há de levar a palavra e o gesto de salvação, sem discutir se está ou não preparada, se virá ou não a acolher a proposta de amor que lhe faz, se aceita a sua companhia ao longo do caminho ou se virá a rejeitá-la. Cada pessoa, com as suas caraterísticas próprias, é um potencial destinatário no processo de transmissão da fé, que a Igreja lhe deve apresentar como proposta e que ela pode acolher livremente.

De um ponto de vista muito concreto e prático, esta mudança de atitude leva-nos a ponderar de modo diferente muitas das relações pastorais que nos perturbam dentro das comunidades e que podem matar potenciais percursos de transmissão da fé e de evangelização.

Todo aquele que procura a Igreja, mesmo com as motivações mais erradas, é um candidato a uma proposta de caminho na fé e tem direito ao acompanhamento da comunidade cristã. A título de exemplo, podemos referir os noivos que pedem o matrimónio sem clareza do que ele significa; os pais que pedem o batismo por motivos sociais ou culturais; os que se apresentam para ser padrinhos e madrinhas sem as condições requeridas; os que mandam os filhos à catequese sem assumirem a sua responsabilidade na educação da fé; os que pedem os serviços da Igreja sem sentido de fé, segundo os seus critérios pessoais e sem respeitar as regras estabelecidas.

Por sua vez, esta mudança de atitude leva a Igreja a sair de si e a ir à procura dos que não conhecem Jesus Cristo, nunca acolheram o Evangelho nem fizeram parte da Igreja. É preciso olhar para o mundo como realidade que Deus quer salvar por meio do Evangelho de Jesus Cristo.

“Fiel ao modelo do Mestre, é vital que hoje a Igreja saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnâncias e sem medo. A alegria do Evangelho é para todo o povo, não se pode excluir ninguém” (A Alegria do Evangelho, nº 23).

Reconhecemos que, se a ação voltada para o interior da comunidade cristã é complexa, mais ainda quando pensamos em sair para ajudar a encontrar a fé aos que estão à margem, desinteressados ou até lhe são contrários. Como Igreja enviada aos quatro cantos do mundo, cabe-nos preparar homens e mulheres de fé provada para sair, disponíveis para acompanhar esses viajantes da vida, na esperança de que sejam alcançados por Cristo, qual Saulo na estrada de Damasco.

DESAFIOS À DIOCESE DE COIMBRA

Transmitir e viver a fé – acompanhar em todas as idades, é um objetivo que vai ao coração da missão dos cristãos, que, além de procurarem viver a sua própria fé com amor e fidelidade, se sentem responsáveis pela fé dos outros: crianças, adolescentes, jovens, adultos e idosos.

Este objetivo nascido do mandato Evangélico não é, em primeiro lugar, uma questão de caráter organizativo e burocrático da Igreja, mas uma questão de pessoas, de cristãos formados na fé e na doutrina, que se assumem como discípulos na Igreja e aceitam a sua vocação missionária.

Estamos diante da urgência de cristãos, homens e mulheres, jovens e adultos, que, movidos pela graça, acolham o convite para se dedicarem, ativamente e em nome da Igreja, à missão de transmitir a fé e de acompanhar os irmãos no caminho de fé, tanto no interior das comunidades cristãs como no meio do mundo.

Cada uma das idades supõe uma realidade pessoal, social, cultural e religiosa com contornos diferentes, a reclamar um perfil próprio de evangelizadores, catequistas, acompanhadores, animadores. Precisamos, por isso, de comunidades cristãs com coragem para chamar, com capacidade para formar e com confiança para enviar alguns dos seus membros designados para este serviço central na vida da Igreja.

Estamos no tempo da urgência da renovação e do alargamento quanto às pessoas, pois frequentemente temos um quadro relativamente envelhecido e cansado pelo muito trabalho e muitos anos de feliz e frutuoso serviço à Igreja. Não queremos dispensar os que já servem as comunidades e mantêm as condições adequadas, mas queremos chamar mais, formar mais e enviar mais, sobretudo das gerações mais jovens.

Estamos no tempo da urgência de dispor de mais e melhores meios de formação, adaptada às diferentes funções, idades e circunstâncias.

Escola de Teologia e Ministérios, com o seu plano formativo dirigido a alguns setores eclesiais, tem uma missão particularmente importante no âmbito da Diocese e tem ajudado a consolidar adequadamente os principais animadores das comunidades, como são os Diáconos Permanentes, os Animadores das Celebrações Dominicais na Ausência de Presbítero, os Ministros Extraordinários da Comunhão, os Animadores das Exéquias e de outros serviços. Desejamos que continue a alargar as suas propostas formativas e que elas sejam bem acolhidas pelas unidades pastorais, tão necessitadas estão de leigos conhecedores da sua fé e capazes de dar as razões da sua esperança.

Escola Diocesana de Música Sacra, dentro da sua especificidade, presta um valioso contributo à qualidade das celebrações litúrgicas, uma vez que a formação nesta área é indispensável para que o louvor a Deus seja mais belo e toque os corações dos participantes. Pela via da formação técnica, teológica e espiritual poderemos cumprir melhor o que a Igreja nos pede acerca do lugar, do estilo e da qualidade da música na liturgia.

catequese constitui uma das maiores possibilidades que as comunidades cristãs têm ao seu alcance e, ao mesmo tempo, uma das realidades que precisam de maior renovação.

Acompanhar as famílias, as crianças e os adolescentes, os jovens e os adultos nos processos de encontro pessoal com Cristo, no crescimento da fé, na inserção ativa na Igreja e no testemunho no meio do mundo, é uma graça e uma responsabilidade partilhada por tantos cristãos, em nome da Igreja.

A renovação esperada pede-nos planos de formação de catequistas, animadores e acompanhadores, bem refletidos e adequados do ponto de vista doutrinal e pedagógico, pois neste campo não se pode viver simplesmente do improviso aliado à boa vontade.

Esperamos que os secretariados diocesanos que se ocupam da catequese destas faixas etárias abracem a tarefa de oferecer esses planos de formação diocesana, arciprestal e local, bem alicerçados nas linhas orientadoras da Igreja Universal (Diretório para a Catequese, 2020) e da Igreja em Portugal.

A Igreja acaba de abrir-se a uma maior riqueza dos dons do Espírito, facultando aos fiéis, homens e mulheres, a possibilidade de receberem o ministério dos leitores, dos acólitos e dos catequistas.

A par dos serviços para os quais já vinham a ser nomeados homens e mulheres desde longa data na nossa Diocese de Coimbra, queremos, desde já, abrir as portas de acesso a esses ministérios, seguindo as linhas orientadoras elaboradas e aprovadas pela Conferência Episcopal Portuguesa. A Escola de Teologia e Ministérios tem já à disposição, a partir deste ano, um currículo em que podem inscrever-se os futuros candidatos.

Na sociedade em que vivemos, tem particular relevância o chamado primeiro anúncio ou a pré-evangelização, dirigido aos que ainda não conhecem Cristo nem o seu Evangelho. Na maior parte dos casos, no nosso contexto, não se trata de um primeiro anúncio do ponto de vista cronológico, mas do anúncio principal, em sentido qualitativo, orientado para a adesão pessoal a Jesus Cristo (cf. Diretório para a Catequese, 66-68).

Embora este primeiro anúncio possa ter muitas modalidades, é importante que as comunidades cristãs incluam no seu programa pastoral alguma metodologia e percurso explicitamente voltado para a evangelização dos não crentes ou dos que não vivem o encontro com Cristo e a Igreja de forma marcante.

A formação de cristãos para esta missão é também necessária, porventura partindo da experiência de pessoas, grupos, comunidades e movimentos já com uma longa história de reflexão e ação.

PROPOSTA OPERATIVA

Uma vez que não basta fazer diagnósticos da realidade ou das necessidades que enfrentamos na Igreja, proponho que aceitemos com coragem e confiança a tarefa de passar à ação refletida e rezada.

Peço aos presbíteros e diáconos, às organizações diocesanas, aos conselhos pastorais, às equipas de animação pastoral, aos movimentos e grupos que se debrucem sobre esta questão crucial da transmissão da fé e do acompanhamento dos que estão em caminho, em todas as idades, e que elaborem o respetivo plano, que preveja:

– o chamamento das pessoas mais aptas humana e espiritualmente;

– a formação dessas pessoas, recorrendo às propostas disponíveis;

– o envio, em nome da Igreja, para a realização da missão.

CONCLUSÃO

O ano pastoral de 2022-2023 tem a marca inconfundível e única da Jornada Mundial da Juventude de Lisboa. Estamos confiantes e cheios de esperança de que tocará os jovens e levará Cristo Vivo às novas gerações, àquelas que têm nas mãos o presente e o futuro da sociedade, que poderão ser as pedras vivas da edificação da Igreja de Cristo.

Convido os jovens da nossa Diocese a porem-se a caminho nesta grande aventura, para que não passe em vão esta oportunidade única das suas vidas. A Jornada Mundial da Juventude pode ser um ponto de partida e a abertura de uma experiência de encontro com Cristo que os levará muito longe.

Convido ainda os jovens a envolverem-se na vida da Igreja, em cada uma das comunidades pequenas ou grandes a que pertencem, a serem protagonistas de uma Igreja com o rosto jovem, que é o seu, configurado a partir do rosto de Cristo, vivo e sempre jovem.

Os jovens precisam do testemunho vivo dos adultos, das comunidades cristãs a que pertencem; precisam de catequistas, animadores e acompanhadores que, juntamente com as famílias, lhes transmitam a fé como dom que dá sentido e transforma as suas vidas.

Enquanto comunidades cristãs, não podemos ficar-nos pelas críticas ou pelos apelos aos jovens, para que venham, caminhem, participem; precisamos de lhes dar lugar, de os fazer sentir-se bem na Igreja e felizes por conhecerem pessoalmente o Cristo que os chama e os ama.

Confiamos o nosso ano pastoral à proteção de Santo Agostinho, Santa Isabel, São Teotónio e Santo António, os patronos da Jornada Mundial da Juventude na nossa Diocese.

A Virgem Maria, Santa Maria de Coimbra, vele por nós!

Coimbra, 01 de setembro de 2022
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

Ninguém esquece um filho que não nasceu

Mais uma vez emprestamos a voz das nossas paróquias a esta proposta Vinha de Raquel da Pastoral Familiar de Lisboa para as mulheres que passaram pelos horrores do aborto.

Qualquer dúvida deverá ser remetida por email a apoio@vinhaderaquel.org

Adoração Eucarística retoma horários “normais”

Vários aspetos distinguem as nossas paróquias das outras, e até uma da outra, quanto mais não seja o facto de nós pertencermos a esta e não a outra.

No entanto, se há traço diferenciador que nos marca, num sentido positivo e valorativo, esse traço terá de ser a Adoração Eucarística: somos paróquias que colocam a Eucaristia no centro de toda a sua vida paroquial, somos paróquias de adoradores.

A partir de Domingo 18 de setembro, retomar-se-á nas nossas paróquias o ritmo que estava a ser praticado no período antes das férias do verão: em SJBaptista às terças e quintas das 8h00 às 23h00, e em SJosé às quartas e quintas das 9h00 às 23h00.

As responsáveis têm manifestado o desejo de ver mais pessoas inscritas: contacte a Margarida Cerdeira (910 662 582), responsável deste serviço em SJosé, ou a Isabel Pires (918 596 440), responsável deste serviço em SJBaptista.

Poderá sempre pensar: “Ah – eu já sou adorador, vou quando posso, não vejo necessidade de me inscrever”. Se pensar bem, não está a ser muito caridoso: se faz, então deve inscrever-se, porque para que a adoração permanente seja possível é preciso que em cada hora esteja alguém inscrito e que assegure aquela hora. E depois imprevistos acontecem sempre e, por vezes em cima da hora, é necessário assegurar a substituição de irmãos que por uma ou outra razão naquele dia não podem ou não lhes dá jeito… e isso muitas vezes sobra para as responsáveis. Se puder, inscreva-se com a responsável da sua paróquia. E quem agradece é a comunidade paroquial toda ( e o Senhor também agradecerá ).

Aproveitamos a deixa para partilhar as 6 sessões de formação que há uns anos tivemos com o Pe Dário Pedroso (clique aqui para abrir no YouTube):

Mensagem do Papa Francisco para a 37ª JMJ Lisboa 2023

Foi divulgada hoje, pelo Vaticano, a mensagem que o Papa escreveu aos jovens por ocasião das JMJ que terão lugar no nosso país em agosto de 2023.

A minha mensagem para vós #jovens, a grande mensagem de que é portadora a Igreja é Jesus! Sim, Ele mesmo, o seu amor infinito por cada um de nós, a sua salvação e a vida nova que nos deu. #JMJ #Lisboa2023

«Maria levantou-se e partiu apressadamente» (Lc 1, 39)

Queridos jovens!

O tema da JMJ do Panamá era este: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). Depois daquele evento, retomamos o caminho para uma nova meta – Lisboa 2023 –, deixando ecoar nos nossos corações o premente convite de Deus a levantar-nos. Em 2020, meditamos nesta palavra de Jesus: «Jovem, Eu te digo, levanta-te!» (cf. Lc 7, 14). No ano passado, serviu-nos de inspiração a figura do apóstolo São Paulo, a quem o Senhor ressuscitado dissera: «Levanta-te! Eu te constituo testemunha do que viste» (cf. At 26, 16). No troço de estrada que ainda nos falta para chegar a Lisboa, caminharemos juntos com a Virgem de Nazaré, que, imediatamente depois da Anunciação, «levantou-se e partiu apressadamente” (Lc 1, 39) para ir ajudar a prima Isabel. Comum aos três temas é o verbo levantar-se, palavra (é bom lembrá-lo!) que significa também «ressuscitar», «despertar para a vida».

Nestes últimos tempos tão difíceis, em que a humanidade já provada pelo trauma da pandemia, é dilacerada pelo drama da guerra, Maria reabre para todos e em particular para vós, jovens como Ela, o caminho da proximidade e do encontro. Espero e creio fortemente que a experiência que muitos de vós ireis viver em Lisboa, no mês de agosto do próximo ano, representará um novo começo para vós jovens e, convosco, para toda a humanidade.

Maria levantou-se

Depois da Anunciação, Maria teria podido concentrar-se em si mesma, nas preocupações e temores derivados da sua nova condição; mas não! Entrega-se totalmente a Deus! Pensa, antes, em Isabel. Levanta-se e sai para a luz do sol, onde há vida e movimento. Apesar do inquietante anúncio do Anjo ter provocado um «terremoto» nos seus planos, a jovem não se deixa paralisar, porque dentro d’Ela está Jesus, poder de ressurreição. Dentro d’Ela, traz já o Cordeiro Imolado mas sempre vivo. Levanta-se e põe-se em movimento, porque tem a certeza de que os planos de Deus são o melhor projeto possível para a sua vida. Maria torna-se templo de Deus, imagem da Igreja em caminho, a Igreja que sai e se coloca ao serviço, a Igreja portadora da Boa Nova.

Experimentar na própria vida a presença de Cristo ressuscitado, encontrá-Lo «vivo», é a maior alegria espiritual, uma explosão de luz que não pode deixar ninguém «parado». Imediatamente põe em movimento impelindo a levar aos outros esta notícia, a testemunhar a alegria deste encontro. É aquilo que anima a pressa dos primeiros discípulos nos dias que se seguiram à ressurreição: «Afastando-se apressadamente do sepulcro, cheias de temor e grande alegria, as mulheres correram a dar a notícia aos discípulos» (Mt 28, 8).

As narrações da ressurreição usam muitas vezes dois verbos: acordar e levantar-se. Através deles, o Senhor impele-nos a sair para a luz, a deixar-se conduzir por Ele para superar o limiar de todas as nossas portas fechadas. «É uma imagem significativa para a Igreja. Também nós, como discípulos do Senhor e como Comunidade Cristã, somos chamados a erguer-nos apressadamente para entrar no dinamismo da ressurreição e deixar-nos conduzir pelo Senhor ao longo dos caminhos que Ele nos queira indicar» (Francisco, Homilia na Solenidade de São Pedro e São Paulo, 29/VI/2022).

A Mãe do Senhor é modelo dos jovens em movimento, jovens que não ficam imóveis diante do espelho em contemplação da própria imagem, nem «alheados» nas redes. Ela está completamente projetada para o exterior. É a mulher pascal, num estado permanente de êxodo, de saída de si mesma para o Outro, com letra grande, que é Deus e para os outros, os irmãos e as irmãs, sobretudo os necessitados, como estava então a prima Isabel.

…e partiu apressadamente

Santo Ambrósio de Milão escreve, no seu comentário ao Evangelho de Lucas, que Maria partiu apressadamente para a montanha, «porque estava feliz com a promessa e desejosa de prestar devotadamente um serviço, com o entusiasmo que lhe vinha da alegria interior. Agora, cheia de Deus, para onde poderia apressar-se se não em direção ao alto? A graça do Espírito Santo não admite morosidades». Por isso a pressa de Maria é ditada pela solicitude do serviço, do anúncio jubiloso, duma pronta resposta à graça do Espírito Santo.

Maria deixou-se interpelar pela necessidade da sua prima idosa. Não se escusou, não ficou indiferente. Pensou mais nos outros do que em si mesma. E isto conferiu dinamismo e entusiasmo à sua vida. Cada um de vós pode perguntar-se: Como reajo perante as necessidades que vejo ao meu redor? Busco imediatamente uma justificação para não me comprometer, ou interesso-me e torno-me disponível? É certo que não podeis resolver todos os problemas do mundo; mas talvez possais começar por aqueles de quem está mais próximo de vós, pelas questões do vosso território. Uma vez disseram a Madre Teresa que «quanto ela fazia não passava duma gota no oceano». E ela respondeu: «Mas, se não o fizesse, o oceano teria uma gota a menos».

Perante uma necessidade concreta e urgente, é preciso agir apressadamente. No mundo, quantas pessoas esperam uma visita de alguém que cuide delas! Quantos idosos, doentes, presos, refugiados precisam do nosso olhar compassivo, da nossa visita, de um irmão ou uma irmã que ultrapasse as barreiras da indiferença!

Quais são as «pressas» que vos movem, queridos jovens? O que é que vos faz sentir de tal maneira a premência de vos moverdes que não conseguis ficar parados? Há muitos que, impressionados por realidades como a pandemia, a guerra, a migração forçada, a pobreza, a violência, as calamidades climáticas, se interrogam: Porque é que me acontece isto? Porquê precisamente a mim? Porquê agora? Mas a pergunta central da nossa existência é esta: Para quem sou eu? (cf. Francisco, Exort. ap. pós-sinodal Christus vivit, 286).

A pressa da jovem mulher de Nazaré é a pressa típica daqueles que receberam dons extraordinários do Senhor e não podem deixar de partilhar, de fazer transbordar a graça imensa que experimentaram. É a pressa de quem sabe colocar as necessidades do outro acima das próprias. Maria é exemplo de jovem que não perde tempo a mendigar a atenção ou a aprovação dos outros – como acontece quando dependemos daquele «gosto» nas redes sociais –, mas move-se para procurar a conexão mais genuína, aquela que provem do encontro, da partilha, do amor e do serviço.

A partir da Anunciação, desde aquela primeira vez quando partiu para ir visitar a sua prima, Maria não cessa de atravessar espaços e tempos para visitar os filhos carecidos da sua ajuda carinhosa. Os nossos passos, se habitados por Deus, levam-nos diretamente ao coração de cada um dos nossos irmãos e irmãs. Quantos testemunhos nos chegam de pessoas «visitadas» por Maria, Mãe de Jesus e nossa Mãe. Em quantos lugares remotos da terra, ao longo dos séculos, Maria visitou o seu povo com aparições ou graças especiais. Praticamente não há lugar, na Terra, que não tenha sido visitado por Ela. Movida por uma solícita ternura, a Mãe de Deus caminha no meio do seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes. E onde quer que haja um santuário, uma igreja, uma capela a Ela dedicada, lá acorrem numerosos os seus filhos. Quantas expressões de piedade popular! As peregrinações, as festas, as súplicas, o acolhimento das imagens nas casas e muitas outras iniciativas são exemplos concretos da relação viva entre a Mãe do Senhor e o seu povo, que se visitam reciprocamente.

Uma pressa boa impele-nos sempre para o alto e para o outro

Uma pressa boa impele-nos sempre para alto e para o outro. Mas há também uma pressa não boa, como, por exemplo, a pressa que nos leva a viver superficialmente, tomar tudo levianamente sem empenho nem atenção, sem nos envolvermos verdadeiramente no que fazemos; a pressa de quando vivemos, estudamos, trabalhamos, convivemos com os outros sem colocarmos nisso a cabeça e menos ainda o coração. Pode acontecer nas relações interpessoais: na família, quando nunca ouvimos verdadeiramente os outros nem lhes dedicamos tempo; nas amizades, quando esperamos que um amigo nos faça divertir e dê resposta às nossas exigências, mas, se virmos que ele está em crise e precisa de nós, imediatamente o evitamos e procuramos outro; e mesmo nas relações afetivas, entre noivos, poucos têm a paciência de se conhecerem e compreenderem a fundo. E, a mesma atitude, podemos tê-la na escola, no trabalho e noutras áreas da vida quotidiana. Ora, todas estas coisas vividas com pressa dificilmente darão fruto; há o risco de permanecerem estéreis. Assim se lê no livro dos Provérbios: «Os projetos do homem diligente têm êxito, mas quem se precipita [a pressa má] cai certamente na ruína» (21, 5).

Quando Maria, finalmente, chega à casa de Zacarias e Isabel, sucede um encontro maravilhoso. Isabel experimentou em si mesma uma intervenção prodigiosa de Deus, que lhe deu um filho na velhice. Teria todas as razões para falar, primeiro, de si mesma; mas não o fez, toda propensa a acolher a jovem prima e o fruto do seu ventre. Logo que ouve a sua saudação, Isabel fica cheia do Espírito Santo. Acontecem estas surpresas e irrupções do Espírito quando vivemos uma verdadeira hospitalidade, quando colocamos no centro o hóspede, e não a nós próprios. Vemos isto mesmo também na história de Zaqueu, que lemos em Lucas: «Quando chegou àquele local [onde estava Zaqueu], Jesus levantou os olhos e disse-lhe: “Zaqueu, desce depressa, pois hoje tenho de ficar em tua casa”. Ele desceu imediatamente e acolheu Jesus cheio de alegria» (19, 5-6).

Já aconteceu a muitos de nós sentir que, inesperadamente, Jesus vem ao nosso encontro: n’Ele, pela primeira vez, experimentamos uma proximidade, um respeito, uma ausência de preconceitos e condenações, um olhar de misericórdia que nunca tínhamos encontrado nos outros. Mais, sentimos também que, a Jesus, não Lhe bastava olhar-nos de longe, mas queria estar connosco, queria partilhar a sua vida connosco. A alegria desta experiência suscitou em nós a pressa de O acolher, a urgência de estar com Ele e conhecê-Lo melhor. Isabel e Zacarias hospedaram Maria e Jesus. Aprendamos daqueles dois anciãos o significado da hospitalidade. Perguntai aos vossos pais e aos vossos avós, bem como aos membros mais idosos das vossas comunidades, que significa para eles serem hospitaleiros para com Deus e com os outros. Fazer-vos-á bem escutar a experiência de quem vos precedeu.

Queridos jovens, é tempo de voltar a partir apressadamente para encontros concretos, para um real acolhimento de quem é diferente de nós, como acontece entre a jovem Maria e a idosa Isabel. Só assim superaremos as distâncias entre gerações, entre classes sociais, entre etnias, entre grupos e categorias de todo o género, e superaremos também as guerras. Os jovens são sempre a esperança duma nova unidade para a humanidade fragmentada e dividida. Mas somente se tiverem memória, apenas se escutarem os dramas e os sonhos dos idosos. «Não é por acaso que a guerra tenha voltado à Europa no momento em que está a desaparecer a geração que a viveu no século passado» (Francisco, Mensagem para o II Dia Mundial dos Avós e do Idosos). Há necessidade da aliança entre jovens e idosos, para não esquecer as lições da história, para superar as polarizações e os extremismos deste tempo.

Ao escrever aos Efésios, São Paulo anunciou: «Em Cristo Jesus, vós, que outrora estáveis longe, agora estais perto, pelo Sangue de Cristo. Com efeito, Ele é a nossa paz, Ele que, dos dois povos, fez um só e destruiu o muro de separação, a inimizade, na sua carne» (2, 13-14). Jesus é a resposta de Deus face aos desafios da humanidade em todos os tempos. E esta resposta, Maria leva-a dentro de si quando vai ao encontro de Isabel. A maior prenda que Maria oferece à sua parente idosa é levar-lhe Jesus: certamente também a ajuda concreta foi muito preciosa; mas nada teria podido encher a casa de Zacarias com uma alegria tão grande e um significado assim pleno como o fez a presença de Jesus no ventre da Virgem, que se tornara o tabernáculo do Deus vivo. Naquela região montanhosa, Jesus, com a mera presença, sem dizer uma palavra, pronuncia o seu primeiro «discurso da montanha»: proclama em silêncio a bem-aventurança dos pequeninos e dos humildes que se entregam à misericórdia de Deus.

A minha mensagem para vós jovens, a grande mensagem de que é portadora a Igreja é Jesus! Sim, Ele mesmo, o seu amor infinito por cada um de nós, a sua salvação e a vida nova que nos deu. E Maria é o modelo de como acolher este imenso dom na nossa vida e comunicá-lo aos outros, fazendo-nos por nossa vez portadores de Cristo, portadores do seu amor compassivo, do seu serviço generoso, à humanidade sofredora.

Todos juntos em Lisboa!

Maria era uma jovem como muitos de vós. Era uma de nós. Assim escrevia acerca dela o bispo D. Tonino Bello: «Santa Maria, (…) bem sabemos que foste destinada a navegar no alto mar. Mas, se te constrangemos a navegar junto da costa, não é porque queremos reduzir-te aos níveis da nossa pequena navegação costeira. É porque, vendo-te tão perto das praias do nosso desânimo, possa apoderar-se de nós a consciência de sermos chamados, também nós, a aventurar-nos, como Tu, nos oceanos da liberdade» (Maria, mulher dos nossos dias, Cinisello/Balsamo 2012, 12-13).

Como recordei na primeira Mensagem desta trilogia, nos séculos XV e XVI, muitos jovens (incluindo tantos missionários) partiram de Portugal rumo a mundos desconhecidos, inclusive para partilhar a sua experiência de Jesus com outros povos e nações (cf. Francisco, Mensagem JMJ 2020). E a esta terra, no início do século XX, Maria quis fazer uma visita especial, quando de Fátima lançou a todas as gerações a mensagem forte e maravilhosa do amor de Deus que chama à conversão, à verdadeira liberdade. A cada um e cada uma de vós renovo o meu caloroso convite a participar na grande peregrinação intercontinental dos jovens que culminará na JMJ de Lisboa em agosto do próximo ano; e recordo-vos que, no próximo 20 de novembro, Solenidade de Cristo Rei, celebraremos a Jornada Mundial da Juventude nas Igrejas particulares espalhadas pelo mundo inteiro. A propósito, o recente documento do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – Orientações pastorais para a celebração da JMJ nas Igrejas particulares– pode ser de grande ajuda para todas as pessoas que trabalham na pastoral juvenil.

Sonho, queridos jovens, que na JMJ possais experimentar novamente a alegria do encontro com Deus e com os irmãos e as irmãs. Depois dum prolongado período de distanciamento e separação, em Lisboa – com a ajuda de Deus – reencontraremos juntos a alegria do abraço fraterno entre os povos e entre as gerações, o abraço da reconciliação e da paz, o abraço duma nova fraternidade missionária! Que o Espírito Santo acenda nos vossos corações o desejo de vos levantardes e a alegria de caminhardes todos juntos, em estilo sinodal, abandonando falsas fronteiras. O tempo de nos levantarmos é agora. Levantemo-nos apressadamente! E, como Maria, levemos Jesus dentro de nós, para O comunicar a todos. Neste belíssimo momento da vossa vida, avançai, não adieis o que o Espírito pode realizar em vós! De coração abençoo os vossos sonhos e os vossos passos.

Roma, São João de Latrão, na Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria,15 de agosto de 2022.

Francisco

Horário das missas em vigor a partir de setembro de 2022

Tal como já tinha anteriormente sido anunciado, a partir do fim de semana de 17 e 18 de setembro (inclusive), a missa dominical em SJBaptista voltará a ser às 11h00 e retomar-se-á a missa das 10h30 em SJosé:

09h00: S. José;
10h30: S. José;
11h00: S. João Baptista;
12h00: S. José;
19h00: S. José