S. José, Pai de ternura

S. José, Pai de ternura

Realizou-se no passado dia 5 de junho, no salão paroquial de S. José, a 2.ª conferência do ciclo dedicado a S. José. Depois de S. José, pai trabalhador, coube agora a Sílvia Monteiro falar sobre “S. José, Pai de ternura” (conferência que pode ser visualizada nas plataformas de comunicação da unidade pastoral).

Ao seu estilo, pausado, incisivo, “terno”, Sílvia Monteiro, à luz da “ternura” de S. José, faz uma leitura da sua vida como mãe de dois filhos, como médica cardiologista que no período calamitoso da pandemia se oferece para trabalhar nos cuidados intensivos, como mulher cristã que assume a sua vocação na sociedade e na Igreja.

Foi uma “lição” extraordinária de fé, de quem faz da vida uma oração (“enquanto caminho, rezo, antes de entrar na sala de urgências, peço a Deus que me ajude a não errar”). Foi um testemunho sublime de uma leiga inquieta que, perante uma Igreja necessitada de ajuda, não está à espera que sejam os outros a promover a mudança, mas ela própria dá o seu contributo.

A este respeito, afirma convictamente que a renovação da Igreja só se dará com o compromisso/ corresponsabilização/ valorização dos leigos, em comunhão com os consagrados (“precisamos de sonhar juntos”; “precisamos de não ter vergonha de dar testemunho de Jesus Cristo”).

Perante uma sociedade secularizada e indiferente ao fenómeno religioso, Sílvia Monteiro, na esteira de outros autores, sugere uma “pré-evangelização” para preparar as pessoas (e os ambientes) para ouvir falar de Deus.

Ainda profundamente marcada pela experiência COVID, Sílvia Monteiro “exige” que não voltemos atrás (“tanto sofrimento tem de levar à mudança”).

Todos ficámos mais ricos, mais cientes do significado de ternura – “cuidar e acompanhar, com amor, os outros, sobretudo os mais débeis, vendo em cada ser sofredor a pessoa de

Jesus Cristo”. E deixou-nos dois segredos: “Amar e servir”.

Obrigado, cara Sílvia, por este testemunho sublime!

Jorge Cotovio

Deixar uma resposta