Santíssima Trindade – Jovem com os jovens

Santíssima Trindade – Jovem com os jovens

Foram pouco mais de 50 aqueles que aceitaram o desafio de virem ser jovens com os jovens, respondendo à convocatória do nosso bispo e do nosso pároco.

Como somos os seus vizinhos mais próximos, tivemos o privilégio de poder ter contado com a presença do nosso bispo e algumas irmãs da Aliança de Santa Maria – e foram muito bem vindos.

O programa foi escrupulosamente cumprido, em comunhão com todas as outras Unidades Pastorais da nossa diocese que, cada um no seu local, também viveram este dia.

As coisas são como são – só esteve uma jovem presente e, se calhar, porque a tinham convidado para falar – e falou bem, graças a Deus. Disse que os jovens se sentem muito bem na igreja e que só estão à espera de serem convidados. Temos então que convidar mais, digo eu.

Quanto à apresentação dos grupos, houve para todos os gostos: segundo uns, haverá que desenvolver e privilegiar mais experiências humanas fortes e de qualidade com e entre os jovens, dando-lhes sempre que possível mais autonomia; houve quem dissesse que deveríamos ser mais sensíveis ao convite, especialmente no que respeita aos jovens pós crisma; para outros, há que elevar o nível e pressupor que eles desejam muito, assumindo o facto de que eles já não são crianças; muitos referiam a oportunidade do percurso Alpha dirigido aos jovens e os benefícios da catequese familiar; quase todos falaram na necessidade de comunicar melhor – uns de uma maneira e outros de outra. Eu, disse baixinho no meu grupo que o mais importante de tudo é começarmos com os nossos filhos e os nossos netos…

Dizia o Pe Jorge na sua homilia: “Neste dia da Santíssima Trindade celebramos, na Igreja de Coimbra, o dia da Igreja Diocesana, pois a Igreja é a melhor imagem da Santíssima Trindade. O tema deste dia é: Diocese de Coimbra, jovem com os jovens. A Igreja, embora fundada há mais de dois mil anos, é constantemente rejuvenescida pelo Espírito que lhe deu o impulso inicial e que continuamente a impele a deixar-se renovar. Os jovens dão à igreja esse rosto juvenil, sonhador, cheio de esperança no futuro que a provoca continuamente a ir mais além. Por isso uma comunidade cristã, sem jovens, fica empobrecida e corre o risco de deixar de sonhar e se instalar. Que o Plano Pastoral que vai ser dado à Diocese, sobre os jovens, desperte todas as comunidades para uma pastoral que os integre tornando-os corresponsáveis na sua missão evangelizadora.”

 

Evangelizar à luz da Trindade
Partilhamos aqui um excerto da reflexão que o Pe Jorge fazia na folha paroquial de Domingo passado:
O facto de Deus ser Trindade de amor, ser relação, ser família, tem implicações profundas para nós, seus discípulos. Sendo criados por um Deus que é relação de pessoas, também em nós existe o apelo à comunhão. «Não é bom que o homem esteja só». Por isso, “aprouve a Deus salvar e santificar os homens, não individualmente, excluída qualquer ligação entre eles, mas constituindo-os em povo que O conhecesse na verdade e O servisse santamente” (LG,9). A Igreja só testemunha o mistério de Deus quando, no seu seio, se vivem relações de comunhão e ela se torna sinal e sacramento de unidade para todo o género humano. A encíclica Fratelli Tutti, do Papa Francisco, é um grande serviço da Igreja ao mundo, pois a sua missão é ser sinal, mas também instrumento da unidade de todos os homens.

Para uma nova evangelização, é fundamental que as paróquias se estruturem para uma maior vivência da comunhão fraterna. O acolhimento a todos os que chegam à porta da igreja e em todos os lugares onde se acolhe, a construção de grupos de dimensão familiar que se reúnem quinzenal ou mensalmente para orar, partilhar a palavra e viver a dimensão fraterna, o serviço em grupo aos pobres, as ações comuns de evangelização, a liturgia participativa – mudará, pouco a pouco, o rosto da igreja vista tantas vezes como uma instituição que oferece serviços religiosos para passar a ser vista e experimentada como uma família espiritual onde todos são entusiasticamente acolhidos e encontram o seu lugar de pertença. Mas, ao mesmo tempo, somos chamados a trabalhar com todos os que não se sentem parte da igreja para com eles construir a unidade e a paz.

Pe Jorge Santos

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