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Catequese Familiar em São José – testemunho

Queremos deixar registado o nosso pequeno testemunho de vivência do evangelho que tivemos na Paróquia São José nestes dois anos em que, junto com nosso filho Gustavo, participamos da catequese familiar.

Gustavo iniciou o 2º ano da catequese na Paróquia São José, em plena pandemia, e desde então, nós e ele, participamos da catequese familiar, ou seja, uma experiência única onde nós como pais, devidamente orientados com o tema da semana pela catequista, transmitimos aos nossos filhos a fé católica, sendo que na semana seguinte o tema era passado pelos catequistas às crianças. Algo desafiador para os tempos em que todos corremos contra o tempo, porém muito gratificante já que podemos aprender mais sobre nossa fé e ensinarmos, conforme a tradição, aos nossos filhos.

Assim, após todo esse período de preparação, no último final de semana, participamos, com muito amor e fé, de mais dois passos de nosso filho na vida Cristã católica, através dos sacramentos, por ele e pelas demais crianças, recebidos: o da Reconciliação, ministrado na data de 21.05.22 e o da Primeira Comunhão em 22.05.22, ambos celebrados na Paróquia São José.

Desta forma, não podemos deixar de agradecer a Deus pelo seu grande amor materializado na Igreja, que reflete e refletiu a todos com carinho e respeito que tivemos, até então, manifestado nas pessoas: do Pe. Jorge pela acolhida; dos catequistas Sras. Bernadete, Graça, Carla, Inês e José Miguel que, com muito zelo e carinho, preparam não apenas esse final de semana abençoado, como também, todo o percurso catequético; das Irmãs da Fraternidade o Caminho que permitiram o Gustavo a colher as rosas no jardim delas para que ele as oferecesse à Nossa Senhora na missa da 1ª Comunhão; da nossa família que esteve presente, principalmente, ao nosso filho Lucas e nosso afilhado João, seminaristas de Coimbra, que ajudaram na missa e do querido Pe. Francisco pela presteza e disponibilidade de sempre.

Aos amiguinhos do Gustavo desejamos que, agora que comungam Jesus vivo na eucaristia, que permitam que Jesus faça maravilhas nos vossos corações e que possamos cada vez mais aprender amar Jesus como Nossa Senhora o fez.

Que São José rogue por todas as crianças que receberam os sacramentos neste final de semana.

Fabiana e Robert

Folha Paroquial 22.05.2022 — DOMINGO VI DA PÁSCOA

Louvado sejais, Senhor, pelos povos de toda a terra.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Jo 13, 31-33a.34-35 )
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quem Me ama guardará a minha palavra e meu Pai o amará; Nós viremos a ele e faremos nele a nossa morada. Quem Me não ama não guarda a minha palavra. Ora a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que Me enviou. Disse-vos estas coisas, estando ainda convosco. Mas o Paráclito, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos recordará tudo o que Eu vos disse. Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não vo-la dou como a dá o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração. Ouvistes que Eu vos disse: Vou partir, mas voltarei para junto de vós. Se Me amásseis, ficaríeis contentes por Eu ir para o Pai, porque o Pai é maior do que Eu. Disse-vo-lo agora, antes de acontecer, para que, quando acontecer, acrediteis».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Grande é o Senhor na Cidade do nosso Deus
Jerusalém é, na Bíblia, um símbolo da Igreja. Na Antiga Aliança Deus habitava no Monte Sião, no Templo de Jerusalém. Hoje, Deus habita na Sua Igreja. A segunda leitura, do livro do Apocalipse vê a realização futura desta Igreja já sem templos, sem sol e sem lua, porque a presença de Deus nela é total e ela resplandece-O por todos os poros. Esta visão de uma Igreja totalmente resplandecente de Deus é uma bela imagem do futuro para onde caminhamos.

Alguém dizia que «a Igreja é a maior história de amor que já existiu no mundo», e se a olharmos com olhos de fé, compreendemos a afirmação. A Igreja é uma ideia da Santíssima Trindade, planeada pelo Pai, jorrou do coração de Cristo ferido por amor na cruz e semeou-se no mundo com o sopro do Pentecostes. Ela nasceu do amor eterno de Deus e continuamente testemunha e vive, esse amor através da vida daqueles que «guardaram a Palavra de Jesus» e a puseram em prática: Os mártires, e toda inumerável multidão de santos de todas as épocas e de todas as proveniências. Mas também aqueles que se doam, dia a dia, em favor dos seus irmãos tentando construir um mundo mais fraterno e mais humano. Mesmo nos países onde a Igreja é muito minoritária como no caso da Índia, a sua dedicação aos pobres torna-a imensamente relevante na sociedade e, é por isso, que está a ser perseguida pelos fanáticos do Induísmo. Se a Igreja brilha e resplandece com aqueles que vivem “a medida alta da vida cristã”, a santidade, o seu brilho é também continuamente ofuscado pelo pecado e infidelidade de muitos dos seus membros. Hoje, a Igreja está a sofrer a consequência de tantos pecados que andavam escondidos aos olhos do mundo, mas não de Deus, como é o caso dos abusos sexuais de muitos dos seus membros, sobretudo clérigos, que são os que chamam mais a atenção. Estas infidelidades geram uma tal desconfiança que criam uma nuvem escura nas consciências que não deixa ver essa história de amor que ela sempre protagonizou e continua a protagonizar.

Quanto mais amamos a Igreja mais dor sentimos, cada vez que ela aparece manchada com pecados que minam, com razão, a confiança nela por parte das pessoas. Apesar disso, confesso o meu amor pela Igreja. Eu sei que ela é, e será sempre frágil e pecadora nos seus membros, e eu sou um desses membros pecadores, mas sei também que ela é santa, amada por Deus com um amor eterno, que continuamente a renova e a restaura no seu amor. «Cristo amou a sua Igreja e entregou-se por ela para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra. Ele quis apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada.” (Ef 5, 25-26)

O amor a Cristo concretiza-se no amor à Sua Igreja. As palavras da primeira carta de S. João sobre o amor fraterno podem ser lidas desta forma: Se alguém diz: «Eu amo a Deus», mas desprezar a sua Igreja, esse é um mentiroso; pois aquele que não ama a sua Igreja a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. *E nós recebemos dele este mandamento: quem ama a Deus, ame também a sua Igreja.

Eu creio que Deus já está a restaurar a sua Igreja a partir dos cacos da sua destruição, porque Ele nunca desiste dela pois não desiste da humanidade. O Papa Francisco é um arauto desta mudança e dá ao mundo um olhar de esperança sobre a Igreja.

A Igreja precisa de fazer mudanças. A nível universal, a nível local e a nível ainda mais pequeno como são as paróquias, células vivas da Igreja. É por isso que o papa propôs a toda a Igreja um caminho sinodal.

Há muita coisa que continuamos a fazer que já não tem sentido, mas que levados pelo «é costume ou é tradição» continuamos a fazer como sempre fizemos. Temos medo de inovar porque não temos a certeza se será melhor. Mas pior, é difícil ficar. Exemplo disso é a nossa catequese , são os sacramentos que as pessoas continuam a pedir, mas sem a fé que supõem esvaziando os sacramentos e a mudança interior que eles provocam quando recebidos com fé.

Vamos ter de mudar muita coisa entre nós naquilo que está ao nosso nível, pois não podemos fazer coisas que não dependem só de nós, mas da Diocese e da Igreja universal.

São todos estes e outros assuntos que vão merecer a reflexão dos catequistas da UP e depois o Conselho Pastoral pois não podemos continuar a fazer como sempre fizemos esperando que o resultado seja diferente.

No entanto, as mudanças são sempre difíceis e haverá sempre reações contrárias, mas não devemos fugir ao embate sob pena de sermos infiéis à missão que Deus nos confiou.

A primeira leitura apresenta-nos a Igreja ainda nos inícios confrontada com novos problemas que lhe surgem e que pedem mudanças na visão tradicional.

Hoje parece-nos um pequeno problema, mas era, de facto, uma gigantesca decisão de consequências enormes para o futuro. Aqueles pagãos que se convertiam a Cristo deviam ser circuncidados e seguir os costumes judeus, ou deveriam ser aceites na nova comunidade sem ser necessário o cumprimento desses costumes judaicos como a circuncisão? No fundo a questão era: Devia a Igreja abrir-se ao mundo pagão, isto é, a todos os povos que não eram judeus, ou devia permanecer fechada na visão judaica. Foi para isso que se reuniu o primeiro Concílio em Jerusalém. E a conclusão foi: O Espírito Santo e nós, decidimos não vos impor mais nenhuma obrigação, além destas que são indispensáveis.

A Igreja está consciente de que a assistiu na reflexão o Espírito Santo que lhe ensina “ todas as coisas” e a conduz a encontrar nas contínuas mudanças da história caminhos novos e linguagem nova para o anúncio do Evangelho mantendo sempre a referência a Jesus e à Sua Palavra e ensino.

Jesus preparou a Igreja para as tribulações dizendo aos discípulos: “. No mundo, tereis tribulações; mas, tende confiança: Eu já venci o mundo!» E no evangelho de hoje, Jesus diz-nos: « Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. Não se perturbe nem intimide o vosso coração.»

É a certeza da sua presença viva e da ação do Seu Espírito que nos dá confiança de que sejam quais forem os vendavais e as tempestades da história, esta barca continuará a remar sobre as ondas gigantescas, a deixar entrar muita água, mas nunca se afoga. «Ele já venceu o mundo.»”

Festa da Palavra em SJosé

No passado dia 08.05.2022 pelas 16 horas, decorreu a Festa da Palavra na Paróquia de São José. A Eucaristia, celebrada pelo Pe. Francisco Silva, contou com a participação das crianças do 4.º ano da Catequese Familiar, seus pais, familiares e catequistas.

Na homília o Pe. Francisco sensibilizou para o papel dos pais, como exemplo e motivadores ao desenvolvimento da espiritualidade dos seus filhos.

No final da celebração, foi oferecida uma BÍBLIA a cada uma das crianças pelos seus pais, que se comprometeram a ler e a meditar a Palavra com eles.

Enquanto pais, queríamos a agradecer à comunidade paroquial e catequistas, por nos ajudarem enquanto família a crescer com Ele e para Ele.

Patrícia e Sérgio, pais da Joana Coelho

Folha Paroquial 15.05.2022 — DOMINGO V DA PÁSCOA

Louvarei para sempre o vosso nome, Senhor, meu Deus e meu Rei.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Jo 13, 31-33a.34-35 )
Quando Judas saiu do Cenáculo, disse Jesus aos seus discípulos: «Agora foi glorificado o Filho do homem e Deus foi glorificado n’Ele. Se Deus foi glorificado n’Ele, Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora. Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

A glória de Deus
A glória de Deus é um termo que aparece sumamente repetido ao longo de toda a Bíblia. Podemos dizer que a glória de Deus é o seu resplendor, a irradiação fulgurante do seu ser divino. Moisés pede a Deus: Mostra-me a tua glória ( Ex 33,18) . E Deus passou com todo o seu esplendor. No Sinai, a glória assumia o aspeto de um fogo devorador no cimo da montanha. Por se lhe ter aproximado, Moisés volta com o seu rosto todo resplandecente de luz, de tal forma que os Israelitas evitavam aproximar-se dele. Então Moisés depois de estar com Deus cobria o rosto com um véu para estar com o seu povo. Depois de construído o santuário com a arca da aliança, a glória de Deus repousa sobre o santuário (( Ex 29,43)

Em Cristo reside toda a plenitude da glória divina. O Filho é o resplendor da glória de Deus” “Heb 1,3). A partir dele, ela irradia sobre os homens, pois, como diz Paulo, “nós todos, com o rosto descoberto, refletimos a glória do Senhor, somos transfigurados na sua própria imagem, de glória em glória, pelo Senhor que é Espírito” (2 Cor 18). A glória de Jesus manifesta-se em toda a sua vida desde o seu nascimento, mas manifestará toda a sua força explosiva no momento da ressurreição. Durante toda a sua peregrinação terrestre, Jesus era habitado pela Glória, ainda que estivesse como que enterrada na profundidade do seu ser. O que foi a Transfiguração senão uma explosão desta Glória que o habitava, rasgando toda a Pessoa de Cristo e tornando todo o seu corpo resplandecente de luz divina? Mas a sua glória vai ser afrontada pelas trevas e pelo pecado. A paixão de Jesus vai ser a hora da glorificação maior de Jesus. Esta é a hora derradeira. «Agora foi glorificado o Filho do homem, e Deus será glorificado n’Ele.»

Como é que o Filho é glorificado na paixão e na cruz e o Pai é glorificado n’Ele? Convém dizer que a gloria de Cristo na cruz, não se assemelha à glória visível contemplada por Moisés na sarça ardente e em todas as manifestações visíveis e sensíveis da sua Glória. Na Cruz é a glória do amor misericordioso, infinitamente ferido pelo endurecimento do coração humano: Como disse S. Tomás: «Os estigmas do Cordeiro, aumentam a beleza do Corpo de Cristo na medida em que são feridas de amor, refletindo assim a ferida infinita do Amor misericordioso, de que elas são o fruto e o sinal. Assim a glória do Deus três vezes Santo como que se concentrou em Jesus trespassado e revelou-se como Amor misericordioso e mansidão infinita. O Crucificado é a manifestação de um amor infinito que nos toca e nos atrai. Do seu corpo esmagado, brota uma beleza que salva o mundo. A glória de Deus revela-se mais nesse amor que se entrega do que nas teofanias grandiosas do Sinai. A Cruz é a maior manifestação da glória da Santíssima Trindade.

A Glória em nós
Àqueles que entram em contacto com Ele pelo batismo, Cristo dá-lhes o dom de serem habitados pela mesma glória que o fez ressurgir da morte e destrói também em nós o homem velho marcado pelo pecado. Nós fomos sepultados com Ele pelo batismo na morte, para que assim como Cristo ressuscitou dos mortos, pela Glória do Pai, nós vivamos também uma vida nova. “

O cristão não tem habitualmente consciência de que é habitado por esta glória, mas desde o seu batismo, um gérmen da glória foi introduzido no fundo do seu coração. Durante anos pode estar nele em estado de incubação. No entanto, logo que o crente se põe a rezar, a comungar, a amar os seus irmãos e sobretudo a caminhar na humildade e a aceitar a Cruz, é como que ameaçado pela explosão da Glória na sua vida. Cada vez que comungamos, a Glória invade um pouco o nosso ser.

O mandamento Novo:
Quem é discípulo de Jesus e participa na sua glória imita-o no amor aos irmãos. Nós recebemos na Ceia da despedida o Mandamento Novo. Este mandamento é para os discípulos que seguem Jesus, que se alimentam da Eucaristia e são chamados a serem e a viverem como irmãos na fé. Jesus diz claramente: «Nisto conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros.» E quando somos geradores de divisão, semeadores de discórdias, lançadores escondidos de maledicência acerca deste e daquele? Não vivemos como discípulos, apesar das aparências. Em todas as paróquias onde irmãos trabalham e servem juntos é normal que surjam discordâncias, conflitos e exasperações. Às vezes passa-se da linha vermelha e chega-se ao desrespeito do outro causando feridas que levam tempo a sarar e pode afastar os mais frágeis na fé. Muitas vezes os párocos são chamados a porem água na fervura e nem sempre é fácil discernir de que lado está a razão, pois cada um tem a sua visão das coisas. No entanto esta é uma passagem obrigatória para quem quer crescer no verdadeiro amor fraterno. Aprender a amar o outro não porque ele ou ela me são simpáticos e afáveis e pensam como eu, mas amá-lo porque é meu irmão na fé, ama a Deus como eu e quer servir também o Evangelho. Se para fugir ao conflito me vou embora e deixo o meu grupo onde sirvo, é porque não me quis dar ao trabalho de me purificar aprendendo a amar e perco uma oportunidade de crescimento. Viver sozinho é mais fácil, mas não frutifica no amor. Porém os irmãos em conflito devem crescer no amor e na humildade. Não vale a pena querermos evangelizar se com a nossa conduta afastamos mais de Deus do que aproximamos. Que o seu amor em nós nos ensine a viver o mandamento novo.”

 

Fórum “Na força do Espírito”

Partilhamos aqui os melhores momentos deste fórum promovido pela Comunidade Emanuel:
1. Quem é o Espírito Santo? – https://www.youtube.com/watch?v=x6lD3wo9rn0&t=2131s
2. Como é que Deus tem conduzido a Igreja? – https://www.youtube.com/watch?v=x6lD3wo9rn0&t=11770s
3. Viver do Espírito Santo no quotidiano – https://www.youtube.com/watch?v=x6lD3wo9rn0&t=16285s
4. A promessa do Espírito Santo no Pentecostes – https://www.youtube.com/watch?v=x6lD3wo9rn0&t=21429s
5. Apresentação da Comunidade Emanuel 2022 – https://youtu.be/cEOPnZNx41M?t=2837
6. Viver com o Espírito Santo – https://www.youtube.com/watch?v=cEOPnZNx41M&t=4248s

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Este ano, este evento anual proposto pela Comunidade Emanuel será em Coimbra, no Salão Paroquial da igreja de São José. O tema parece bastante oportuno: não concorda?

Claro que poderá acompanhar todas as atividades online, a partir do YouTube – no entanto, teríamos imenso gosto que pudesse estar presencialmente connosco, no Salão de São José, em Coimbra.

O tema – “Na força do Espírito” – será desenvolvido por um irmão belga da comunidade, o Jean-Luc Moens, que até há poucos meses era também o Moderador Internacional da Charis. Pai de 7 filhos, iniciou a sua carreira profissional como professor de matemática nos arredores de Bruxelas até que fez uma experiência transformadora sob a força do Espírito Santo e, desde então, há 40 anos que vem dedicando a vida e as suas forças à evangelização.

Contaremos ainda com a presença do bispo de Coimbra, D. Virgílio, que nos virá dar uma perspetiva de “Como é que o Espírito Santo conduziu a Igreja desde o Concílio Vaticano II”, e da Ir. Goreti, uma doroteia, que nos dará pistas concretas de como “Viver do Espírito Santo no quotidiano”.

Vídeo de apresentação: https://youtu.be/zUdYd0mt0vs

Transmissão no sábado: https://youtu.be/x6lD3wo9rn0

Transmissão no Domingo: https://youtu.be/cEOPnZNx41M

O programa completo está afixado no nosso site, em https://www.comunidade-emanuel.pt/forum/

Folha Paroquial 08.05.2022 — DOMINGO IV DA PÁSCOA

Nós somos o povo de Deus, somos as ovelhas do seu rebanho.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO (Jo 10, 27-30 )
Naquele tempo, disse Jesus: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Eu dou-lhes a vida eterna e nunca hão-de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

“As minhas ovelhas ouvem a minha voz. Eu conheço-as e elas seguem-me.
Em cada 4º Domingo de Páscoa reencontramo-nos com a bela figura do bom pastor. Esta pequena passagem do evangelho revela-nos a identidade profunda de Jesus, a sua maneira de ser. A relação de Jesus com o Seu Pai dá-nos a conhecer a relação de Jesus com as suas ovelhas. Ele é o verdadeiro pastor à imagem do Pai. “O pai amou tanto o mundo que lhe deu o seu filho unigénito!”. Não entramos logo no entendimento desta palavra que nos faz entrar no resplandecimento do amor trinitário. Entramos no universo do Amor infinito de Deus e na circulação desse amor entre as Pessoas da Trindade.

Partamos da nossa experiência concreta
Nestes últimos dois anos temos vivido experiências sombrias, de angústia, medo e inquietação. Primeiro a pandemia, que nos fez sentir inseguros e nos separou uns dos outros e depois a guerra que nos faz perceber que vivemos num mundo que pode tornar-se cada vez mais perigoso. Tudo pode acontecer quando a humanidade deixa vir ao de cima o que há de mais baixo nos seus instintos de destruição dos outros por causa do poder e do prestígio.

Deixemo-nos iluminar pela Palavra de Deus
A Palavra de Deus deste Domingo dá-nos referências para nos mantermos firmes no meio das provações nas piores circunstâncias. Cada uma das leituras nos dão razões para viver a esperança.

Em primeiro lugar no livro dos Atos, primeira leitura. Narram-se as dificuldades suportadas pela comunidade de Antioquia. Depois da popularidade que gerou a pregação de Paulo alguns judeus irritaram-se de ver tanta gente aderir à fé e começaram a perseguir os cristãos. Ora é nesta situação dolorosa que Paulo e Barnabé compreendem que precisam de ir ao encontro dos pagãos. Através da provação pela qual passaram deram um passo importante para o crescimento futuro da fé cristã. Foi a abertura da fé a todo o mundo pagão. Muitas provações na nossa vida foram para nós ocasião de passos muito importantes que demos, pois, nos obrigaram a sair do terreno demasiado conhecido.

Em segundo lugar, o visionário do Apocalipse convida-nos a considerar o futuro extraordinário que nos é prometido. Ele vê já a vitória final. O Cordeiro que nos salvou está no centro deste triunfo e deste imenso louvor. Precisamos de antecipar na esperança este mundo novo do reino. Nunca devemos perder de vista o termo da nossa fé, que é de estar com Deus para sempre. Lembremo-nos que o melhor está para vir. Que somos feitos para uma felicidade imensa.

O Evangelho traz-nos uma mensagem encantadora de beleza e de segurança!

Jesus para nos livrar da morte, aceitou morrer. Para nos fazer voltar a uma vida nova, ressuscitou. Ele atravessou a prova absoluta da morte para sair dela vencedor. Ele traz-nos a paz e a alegria e chama-nos a sermos testemunhas do seu amor infinito. Jesus chama cada uma das suas ovelhas pelo seu nome, e abre-lhes um caminho de vida que se vai incarnar na humanidade. Sob a sua proteção amorosa e bondosa, Jesus conduz a humanidade para o pai através do Espírito Santo. Assim se revela e se experimenta a vida eterna, a reconciliação que triunfa no quotidiano na morte, no desespero e na inveja.

Escolhamos ser membros do seu rebanho que o seguem.

Quem acredita n’ Ele, isto é, quem segue o seu caminho de construção de paz, reconciliação e amor tem a vida eterna, quem o rejeita rejeitando o seu caminho e construindo a guerra, as divisões o ódio e a morte, mesmo que ande com o seu nome na boca, abre a porta à sua condenação. «E a causa da condenação é esta: A luz brilhou no meio das trevas e os homens amaram mais a luz do que as trevas pois as suas obras eram más e não as quiseram mudar.»( Jo3,19)

Sejamos das ovelhas queridas do rebanho de Jesus. Aquelas que ouvem a sua voz e o seguem por caminhos novos para termos vida em abundância. Seguindo o seu caminho entremos no seu louvor e experimentamos como os discípulos de que nos fala a primeira leitura, que “estavam cheios da alegria do Espírito Santo e assim louvavam a Deus. Os que testemunham esta felicidade abraçam a fé, pois também eles estão destinados à vida eterna.
Como é bom sermos o povo do Senhor, as ovelhas do seu rebanho , mas isto supõe uma escolha vital de seguimento do Bom Pastor.”

 

Percurso S. Lucas

Terminou no dia 26 de abril o percurso de S. Lucas onde o Padre Carlos Delgado, com o seu profundo conhecimento do Evangelho, nos fez viajar pela vida de Jesus no texto do Evangelho de S. Lucas.

Da Infância à Ressurreição, sempre centrados no espaço e tempo em que tudo aconteceu, seguimos pela pena de S. Lucas, enquadrados pelos seus contemporâneos e com o conhecimento que o Padre nos passou dos sítios onde, os estudiosos, pensam ter acontecido cada milagre, cada pregação, cada um dos momentos mais importantes da vida de Jesus.

A primeira sessão foi uma visão geral do Evangelho de S. Lucas. Nas seguintes havia sempre, no fim, 3 questões para meditarmos até ao próximo encontro.

As sessões foram presenciais e aconteceram no salão paroquial da Igreja de S. José. Foram gravadas e podem ser encontradas em https://linktr.ee/percurso.biblico

Este momento de formação para a Unidade Pastoral decorreu de 24 de novembro a 26 de abril e surge na sequência de dois outros momentos de formação Bíblica. Um em 2018 mais geral e ao cuidado do Dr. Isaías Hipólito e o outro em 2019 sobre o Evangelho de S. Mateus ao cuidado do Padre Carlos Delgado. Este último foi interrompido por causa da pandemia.

Resta-me agradecer a dedicação do Padre Carlos Delgado que sempre nos apoiou com o seu vasto conhecimento. Obrigada Sr. Padre. Se possível esperamos encontrá-lo no próximo percurso Bíblico.

Rosa Canelas, paroquiana de São José

39 anos de sacerdócio – Parabéns e obrigados

Num almoço convívio fantástico, que já conseguiu reunir um pouco mais de 100 pessoas à volta da mesa em SJBaptista, as nossas comunidades paroquiais uniram-se para manifestar a sua gratidão e o seu carinho ao nosso pároco.

Parabéns, Pe Jorge, por estes 39 anos de sacerdócio ao serviço da Igreja de Coimbra: depois de uns anos iniciais em que esteve à frente da pastoral das vocações, quase em meados dos anos 90 assumiu com outros dois padres da Comunidade Emanuel as paróquias de Febres, Vilamar, São Caetano e Corticeiro de Cima de onde veio, após uma curta paragem durante a qual esteve em Paris a estudar em pausa sabática, para São João Baptista e, depois, também para São José. E com isto se passaram 39 anos: na certeza de que o Senhor não desilude aqueles que se dedicam com amor, resiliência, criatividade e esforço a trabalhar na sua vinha, só temos que lhe dar os parabéns, certos de que a grande prenda lhe haverá de ser entregue pessoalmente pelo próprio Senhor no dia e na hora que Ele próprio achar mais conveniente.

E obrigados: pela entrega da sua vida ao serviço das nossas comunidades paroquiais; por ter aceite o convite do Senhor a deixar tudo quanto tinha para “comprar” um campo muito valioso, o da Vinha do Senhor; por ser o ministro que celebra a Eucaristia e prega semanalmente para as nossas assembleias.

Obrigados.

Oração do terço

No início do mês de maio, reforçamos o convite para a oração do terço que na igreja de São José se faz todos os dias do ano às 8h00, antes da eucaristia que se celebra às 8h30.

Folha Paroquial 01.05.2022 — DOMINGO III DA PÁSCOA

Eu vos louvarei, Senhor, porque me salvastes.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Jo 21, 1-19 )
Naquele tempo, Jesus manifestou-Se outra vez aos seus discípulos, junto do mar de Tiberíades. Manifestou-Se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro e Tomé, chamado Dídimo, Natanael, que era de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e mais dois discípulos de Jesus. Disse-lhes Simão Pedro: «Vou pescar». Eles responderam-lhe: «Nós vamos contigo». Saíram de casa e subiram para o barco, mas naquela noite não apanharam nada. Ao romper da manhã, Jesus apresentou-Se na margem, mas os discípulos não sabiam que era Ele. Disse-lhes Jesus: «Rapazes, tendes alguma coisa de comer?». Eles responderam: «Não». Disse-lhes Jesus: «Lançai a rede para a direita do barco e encontrareis». Eles lançaram a rede e já mal a podiam arrastar por causa da abundância de peixes. O discípulo predilecto de Jesus disse a Pedro: «É o Senhor». Simão Pedro, quando ouviu dizer que era o Senhor, vestiu a túnica que tinha tirado e lançou-se ao mar. Os outros discípulos, que estavam apenas a uns duzentos côvados da margem, vieram no barco, puxando a rede com os peixes. Quando saltaram em terra, viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Disse-lhes Jesus: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Simão Pedro subiu ao barco e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de serem tantos, não se rompeu a rede. Disse-lhes Jesus: «Vinde comer». Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar-Lhe: «Quem és Tu?», porque bem sabiam que era o Senhor. Jesus aproximou-Se, tomou o pão e deu-lho, fazendo o mesmo com os peixes. Esta foi a terceira vez que Jesus Se manifestou aos seus discípulos, depois de ter ressuscitado dos mortos. Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: «Simão, filho de João, tu amas-Me mais do que estes?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta os meus cordeiros». Voltou a perguntar-lhe segunda vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Ele respondeu-Lhe: «Sim, Senhor, Tu sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas». Perguntou-lhe pela terceira vez: «Simão, filho de João, tu amas-Me?». Pedro entristeceu-se por Jesus lhe ter perguntado pela terceira vez se O amava e respondeu-Lhe: «Senhor, Tu sabes tudo, bem sabes que Te amo». Disse-lhe Jesus: «Apascenta as minhas ovelhas. Em verdade, em verdade te digo: Quando eras mais novo, tu mesmo te cingias e andavas por onde querias; mas quando fores mais velho, estenderás a mão e outro te cingirá e te levará para onde não queres». Jesus disse isto para indicar o género de morte com que Pedro havia de dar glória a Deus. Dito isto, acrescentou: «Segue-Me».

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

1. Jesus Cristo ressuscitado está sempre presente no meio do seu povo e com cada um daqueles que se une a Ele pela fé e pelo batismo e não o renega. Mas neste tempo da Páscoa, os textos da ressurreição de Jesus e as suas aparições aos discípulos fazem-nos sentir essa proximidade quase visível.

2. O evangelho de hoje, é mais uma das aparições do ressuscitado aos discípulos, mas o termo “aparições” (talvez fosse melhor dizer manifestações) não nos deve enganar sobre o seu significado. Pode levar-nos a pensar que Jesus não estava lá, que veio de algum outro lugar e depois foi-se embora outra vez. Mas não! Ele está permanentemente ao pé dos seus discípulos, tanto dos primeiros, como dos discípulos de todos os tempos. Foi Ele mesmo quem o prometeu: “Eu estarei sempre convosco até ao fim dos tempos» (Mt 28,20). Está invisível, mas não ausente; aquando das aparições torna-se visível. O termo grego diz: “Ele deu-se a ver, ou permitiu ser visto”. Estas manifestações da presença de Cristo aos seus amigos foram muito importantes para eles e são-no também para nós. Elas estão cheias de pormenores concretos e alguns podem parecer-nos espantosos ou até contraditórios, mas terão provavelmente uma mensagem simbólica. Por exemplo os cento e cinquenta e três peixes, porquê esse número tão preciso? No século IV, S. Jerónimo comentará este número dizendo que na época de Cristo, conheciam-se exatamente 153 espécies de peixes; seria então uma maneira simbólica de dizer a máxima pesca. Mas há um outro aspeto que também nos interroga. Quando os discípulos saíram do barco e saltaram para terra viram brasas acesas com peixe em cima, e pão. Mas, apesar disso, Jesus disse-lhes: «Trazei alguns dos peixes que apanhastes agora». Podemos pensar que Jesus tinha lá consigo pouco peixe? Não faz sentido. Não quererá antes dizer-nos que a obra de evangelização, simbolizada na pesca (desde que Jesus chamou a Pedro pescador de homens), Jesus nos precede, vai á nossa frente, (é o que quer dizer o peixe já posto nas brasas antes da chegada dos discípulos) Mas ao mesmo tempo, Ele solicita a nossa colaboração.

Há também no diálogo entre Jesus e Pedro algo comovente que sempre me atraiu neste texto.
Infelizmente a nossa tradução litúrgica não dá conta da subtileza do vocabulário grego original, o que as novas Bíblias dos Capuchinhos já trazem. O grego emprega duas palavras diferentes para exprimir o amor. O primeiro verbo é «agapao» que significa amor sem reserva, oblativo, total e incondicional, o segundo «phileo» que exprime o amor de amizade, terno, afetuoso, mas não totalizante. Nas duas primeiras vezes, Jesus pergunta a Pedro: Simão, filho de João, tu amas-me mais do que estes? Com o verbo «agapao», quer dizer, Simão, amas-me com este amor total e incondicional com o qual eu próprio te amo? Jo 21,15). Ora Pedro, sobretudo depois da triste experiência da sua tríplice negação, conhece a sua fraqueza, e não responde com o mesmo verbo, mas diz. «Senhor, tu sabes que eu sou deveras teu amigo». Ele ama Jesus, sim, mas à maneira dos homens pobres e pecadores. À terceira vez, Jesus retoma a pergunta, mas agora com o verbo ««phileo» que exprime o amor de amizade: Simão, filho de João, tu és deveras meu amigo? E depois Jesus diz-lhe: «Apascenta as minhas ovelhas».

Bento XVI comentou este texto dizendo: «Simão compreende então que o seu pobre amor é suficiente para Jesus, pois é o único de que ele é capaz…poderemos dizer que Jesus se adaptou a Pedro, em vez de Pedro a Jesus ! É precisamente esta adaptação divina que dá esperança ao discípulo, que conheceu a dor da infidelidade. É daqui que nasce a confiança que o tornará capaz de seguir Cristo até ao fim».

Todos nós gostaríamos de amar Jesus com um amor mais generoso, mais total mais fiel, mas se sofremos por não sermos capazes de o amar melhor é porque já amamos.

3. Cada vez que Pedro responde à pergunta sobre o amor, Jesus apoia-se neste compromisso de amor, nesta adesão de Pedro, para lhe confiar a missão de pastor da comunidade. «Apascenta as minhas ovelhas». A nossa relação a Cristo manifesta-se como verdadeira se ela se vive numa missão ao serviço dos outros. Amar Cristo é dar-se aos seus irmãos. Um amor que não se compromete com os outros é um amor sentimental, platónico, que pode ser enganoso. Como nos diz S. João na sua carta: «Aquele que diz amar a Deus que não vê e não ama o seu irmão que vê, é mentiroso e a verdade não está nele.

Deus, está comprometido connosco até à dádiva da vida. E eu? Estou comprometido com Ele, nos irmãos? De que forma visível vivo o meu compromisso de amor com Jesus?