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Folha Paroquial nº 77 *Ano II* 12.05.2019 — DOMINGO IV DE PÁSCOA

Domingo do Bom Pastor

«Nós somos o povo de Deus, somos as ovelhas do seu rebanho.»

 

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO (Jo 10, 27-30)

Naquele tempo, disse Jesus: «As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço as  minhas ovelhas  e  elas  seguem-Me. Eu  dou-lhes  a  vida eterna e nunca hão de perecer e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que Mas deu, é maior do que todos e ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai. Eu e o Pai somos um só».

 

MEDITAÇÃO

Nós somos o Povo do Senhor

Hoje, Domingo do Bom pastor, dia que se conclui a semana das vocações de consagração, gostava sobretudo de convidar-vos a fixar o vosso olhar no Bom pastor que ressuscitou e dá a vida pelas suas ovelhas. O Evangelho de hoje, bem conciso, é porém explosivo pela força que contém, e os judeus reagiram com firmeza às palavras de Jesus. Para compreendermos melhor o contexto, lembremo-nos que, antes disto, Ele estava no Pórtico de Salomão e os judeu estavam decididos a pô-lo entre a espada e a parede, perguntando-lhe: «Até quando vais tu manter-nos em suspenso? Se és o Cristo, (O Messias), di-lo abertamente»; É uma espécie de ultimato do género «sim ou não? Decide-te uma vez por todas». Em vez de responder «sim, sou o Messias», Jesus vai mais longe. Fala-lhes das suas ovelhas, o que vai dar ao mesmo! Porque o povo de Israel comparava-se a um rebanho: «nós somos o povo de Deus, o rebanho que Ele conduz» É uma fórmula que aparece frequentemente nos salmos e particularmente na deste Domingo. «Ele nos fez, a Ele pertencemos». Rebanho muitas vezes desobediente, mal conduzido pelos reis que se sucederam no trono de David mas sabia-se que o Messias, esse sim, seria um pastor atento e consagrado ao seu povo. Naturalmente, Jesus para afirmar que era o Messias, usa uma linguagem habitual sobre o pastor e as ovelhas. E os interlocutores compreenderam-no bem. Mas Jesus leva-os mais longe; falando das suas ovelhas, ousa afirmar: «Eu dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, ninguém as arrebatará da minha mão»… Fórmula audaciosa: quem pode dar a vida eterna? Quanto à expressão «estar na mão de Deus», era muito habitual no Antigo Testamento; por exemplo em Jeremias: «Vós estais na minha mão, povo de Israel, diz o Senhor, como a argila, na mão do oleiro» (Jer 18,16) e muitas outras passagens. Jesus faz referência a estas passagens bíblicas, pois acrescenta de imediato: «Ninguém pode arrebatar nada da mão do Pai». Coloca assim, claramente, no mesmo pé as duas fórmulas «a minha mão» e «a mão do pai». Mas não fica por aqui. Persiste ainda em dizer: «Eu e o Pai somos um só». E assim ele responde muito para além da pergunta que lhe é dirigida: mais do que dizer; «sim, eu sou o Messias», afirma-se igual a Deus na condição de Filho da mesma natureza que o Pai. Claro que os judeus não podiam aceitar isso, habituados como estavam a rezar todos os dias: «Escuta Israel o Senhor nosso Deus é único». Jesus foi incompreendido, perseguido, eliminado, mas alguns acreditaram n’Ele. João diz no prólogo do seu evangelho: «Veio para o que era Seu e os seus não o receberam…mas aos que o receberam, aos que creram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus» (Jo1,11-12) Deste pequeno resto nasceu o povo cristão: «as minhas ovelhas escutam a minha voz, eu conheço-as e elas seguem-me. Eu dou-lhes a vida eterna.» Apesar da oposição que Jesus encontra, da saída trágica já previsível, há aqui incontestavelmente uma linguagem de vitória: «Ninguém pode arrebatar nada da mão de meu Pai.» É como um eco da frase de Jesus: «Coragem, eu venci o mundo». Os discípulos de Jesus, ao longo da história, têm muita necessidade de se apoiar nesta certeza: «Ninguém pode arrebatar nada das mãos do Pai.»

É bom para nós termos esta certeza. Somos o Povo que o Senhor escolheu para sua herança, o povo que está nas suas mãos e que Ele nunca abandona». Podemos passar por muitas dificuldades, perseguições, incompreensões. Temos os nossos pecados e sofremos também pelos pecados dos outros, mas nada disso nos fará ser arrebatados das mãos do Pai. Ao longo da história, Jesus chamou e configurou consigo, pelo sacramento da Ordem, homens que tornassem visível este pastoreio de Jesus. Se houve muitos que o fizeram com grande santidade de vida e souberam transparecer com grande beleza o bom pastor, outros foram mais opacos a essa luz de Jesus. É uma honra, nunca merecida, poder servir o Senhor no ministério presbiteral. Sei bem que É Ele que cuida do seu povo e é para Ele que me volto continuamente e lhe digo: Senhor, apesar de mim, não deixes de visitar o teu povo e derramar sobre Ele os teus benefícios. Que ao menos eu não atrapalhe a passagem da tua graça e da tua misericórdia. Que Eles vejam o teu rosto, tu que lhes dás a vida terna, que os alimentas, que os guardas com ternura na palma das tuas mãos. Usa-nos para anunciar a Tua Palavra e administrar os dons da tua graça, mas nunca permitas que nos esqueçamos que és tu o único pastor do teu povo, aquele que o guarda e lhe dá a vida. E a minha alegria é ver a Tua obra. Contemplar, em ação de graças, a alegria dos que Te encontram e se voltam para ti. E quantas graças temos de dar-Te por te ver a agir e a tomar conta do povo que amas. Apesar de estarmos em tempos difíceis para a tua Igreja, estou cheio de esperança no futuro e nos sinais que se anunciam já no presente. Pastoreia-nos, Jesus, conduz-nos, enche o coração dos que Te servem nas paróquias do fogo da esperança e dá a todos uma imensa alegria por servirem o Rei dos reis e o Senhor dos senhores. Derrama o fogo do teu amor sobre os jovens de hoje e chama alguns para o sacerdócio pois a tua Igreja precisa deles. Visita as nossas paróquias com o dom do chamamento pois quando experimentamos o teu amor é difícil resistir-Te. A Ti, bom pastor, que dás a vida pelas tuas ovelhas e as guardas na tua mão, o nosso reconhecimento, adoração e louvor pelos séculos dos séculos. Ámen.

 

Fim-de-semana Alpha

 
Nos dias 6 e 7 de Abril o curso Alpha de S. José e São João Baptista viveu o seu Fim-de-Semana voltado para o Espírito Santo. Dois dias muito especiais para todos aqueles que, desde o final de Janeiro, participam neste percurso. Cerca de 140 adultos e 40 crianças rumaram até ao Seminário de Leira, para este fim-de-semana tão intenso e emanado de paz, de amor e de partilha entre irmãos.
O Espírito Santo, o Espírito do Pai e do Filho é o mistério Trinitário, que nos faz conhecer e amar melhor Um e Outro. No Espírito Santo procuramos viver por Jesus e em Jesus para sermos, num estado de pertença e de identificação mais total com Ele, filhos adoptivo do Pai.
Tornou-se mais claro o viver cristão neste fim-de-semana, não assente em “crendices” ou “coisas já estabelecidas”, mas numa vivência e procura de encontrar cada vez mais a Deus em comunhão de Igreja.
Nem falo, obviamente, dos testemunhos que se abriam aos nossos olhos quando no fim-de-semana rezámos individualmente pelos convidados que assim o desejaram.
Deus realmente faz muito, faz tudo, com o tão pouco que nós somos!
Basta que nos abramos à sua presença, e deixar que Ele faça em nós e se sirva de nós, e tudo o mais vem por acréscimo.
Acredito que o Percurso Alpha, pela graça de Deus, pode chamar e mudar aqueles que andam afastados ou mais descrentes, que andam sem rumo, sem sentido na vida, sobretudo pela falta de um encontro pessoal com Jesus Cristo.
E, ao realizar essa mudança nos homens, torna cada vez maior e mais real a comunhão em Igreja, caminho de salvação por Cristo, com Cristo e em Cristo.
Margarida Gomes

Domingo da Generosidade – 7 abril

No próximo Domingo, 7 de abril.

O saldo da conta da construção vai atualmente em 58.325,91€. Estamos com alguma esperança de que da CCRC possa ser aprovado um pequeno subsídio de 50.000 euros. Mas mesmo assim ainda falta uns 70.000 para o que precisamos. E ainda não está nada certo de que vamos receber. Por isso vamos avançando para a meta. Este ano o salão tem de ser requalificado, se Deus quiser.

Conta da Construção (31 Dez 2018): 52.509,24€  (+1.419,00 que no mês anterior)
Conta da Construção (31 Jan 2019): 56.921,91€ (+4.412,67 que no mês anterior)
Conta da Construção (28 Fev 2019): 58.340,91€ (+7.412,67 que no mês anterior)

Como vai sendo do conhecimento de todos a paróquia destina o ofertório do Domingo da generosidade para a conta da requalificação do salão e das outras obras a fazer.  Em 28 Fevereiro, ia em 58.340,91€: O ofertório do dia da generosidade de Fevereiro contribuiu apenas com 1.419,00€ para esta conta, uma vez que começamos a amealhar para o aquecimento da igreja que já vai em 3.694,68€

Conta da Aquecimento (28 Fev 2019):3.694,68

Remodelação do Salão Paroquial

Faça o seu donativo:

NIB: PT50 0018 0000 01075022001 81 (Fábrica da Igreja Paroquial Freguesia S. José)

Conta da Construção (31 Dez 2018): 52.509,24€  (+1.419,00 que no mês anterior)
Conta da Construção (31 Jan 2019): 56.921,91€ (+4.412,67 que no mês anterior)
Conta da Construção (28 Fev 2019): 58.340,91€ (+7.412,67 que no mês anterior)

Como vai sendo do conhecimento de todos a paróquia destina o ofertório do Domingo da generosidade para a conta da requalificação do salão e das outras obras a fazer.  Em 28 Fevereiro, ia em 58.340,91€: O ofertório do dia da generosidade de Fevereiro contribuiu apenas com 1.419,00€ para esta conta, uma vez que começamos a amealhar para o aquecimento da igreja que já vai em 3.694,68€

Conta da Aquecimento (28 Fev 2019):3.694,68

 

Escola de Pais com os Jesuítas

Os jesuítas em Coimbra vão organizar a partir de sexta-feira, dia 1 de fevereiro, uma Escola de Pais, com encontros mensais que ajudem os pais a reflectir sobre temas que os preocupam na educação dos seus filhos. Entre os temas estão a utilização da internet e dos videojogos, a educação para a afetividade, a ansiedade ou a pedagogia inaciana.

1 de Fevereiro – Os pais são chatos! São mesmo? Com Laurinda Alves e Roque Cunha Ferreira
1 de Março: Redes sociais e internet: inimigos ou parceiros na educação?
5 de Abril: Educar para a afetividade.
10 de Maio: Ansiedade: um sinal dos tempos?
14 de Junho: Pedagogia inaciana: o que é?
Brevemente serão anunciados os convidados das restantes sessões.

Informações: gabcom@caic.pt

Dia de Formação dedicada ao Louvor e exercício de carismas

O Louvor de Deus é algo que nos faz avançar muito na fé. Quando se vive uma experiência de encontro com Deus precisamos de O louvar. Mas existem obstáculos que emperram o jorrar do louvor em nossos lábios sendo um deles não negligenciável o aspecto cultural. Mas quando nos habituamos a louvar juntos e superamos essas barreiras, o louvor é um poderoso meio de crescer na fé, de renovar o entusiasmo, de sentirmos Deus próximo de nós e de o vermos em ação nas nossas vidas. O louvor ajuda-nos a aderir a Deus e a viver na esperança em todas as circunstâncias. Mas ninguém de nós nasce ensinado no louvor. Há uma iniciação que todos temos de fazer. Por isso convidamos o P. Jean-Hubert Thieffry que já esteve cá no Enovar . Ele vive atualmente no Quebec, mas vai estar em Espanha alguns dias. O Pe Jorge convidou-o a vir passar um sábado connosco e a dar-nos uma formação prática e teórica sobre o louvor.
Ele aceitou mas deseja também encontrar-se com os padres que querem ver as suas paróquias a entrarem em conversão pastoral ou seja a entrarem no caminho de renovação que o papa Francisco nos pede.
Seria bom se um grande número puder estar e convidem largamente.
Pedimos 5€ para comparticipação nas despesas. Inscreva-se em https://goo.gl/forms/7omOpYGChhxXpLu42

Jornadas de Formação Permanente – Celebrar e acolher

JORNADAS DE FORMAÇÃO PERMANENTE
15 a 17 de Janeiro de 2019
Temática: Acolher e celebrar, lugares de encontro (com Deus e os homens)
15 de Janeiro de 2019 – 3ª feira
09:30 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O Acolhimento pastoral – Pe. Tiago Neto
11:15 – Intervalo
11:45 – O acolhimento pastoral II – Pe. Tiago Neto
13:00 – Almoço

14:30 – Mesa redonda – Lugares do Acolher:
Na paróquia – Filomena Cruz, S. João Baptista
No Hospital – irmã Inês Albuquerque
No Ensino Superior – P. Paulo Simões
A Familia – P. José Augusto, Leiria
17:00 – Vésperas
16 de Janeiro de 2019 – 4ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O encontro como categoria fundante da fé cristã – Pe. Nuno Santos
13:00 – Almoço
14:30 – A celebração da liturgia como lugar privilegiado do encontro – D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda)
15:30: Intervalo
16:00: As diversas formas de oração cristã, pessoal e comunitária, como lugares do encontro com Deus.
17:00 – Adoração ao Santíssimo
17 de Janeiro de 2019 – 5ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – A fragilidade como oportunidade para encontro com Deus – Prof. Dr. Henrique Vilaça Ramos
13:00 – Almoço
14:30 – O espaço litúrgico como ‘sacramento’ de encontro – Arq. João Alves Cunha
15:30: Intervalo
16:00: O espaço litúrgico como sacramento do encontro II: (Diálogo)
16:30: Palavra final do Sr. Bispo
17: 00: Vésperas