Arquivo do autor Paulo Farinha Silva

Forum da Família com a Comunidade Emanuel

À semelhança de anos anteriores, convidamos todos quantos queiram participar neste evento organizado pela Comunidade Emanuel : este ano o tema será relacionado com a família e já reservámos um autocarro que vai e volta no sábado.

Aguardamos preços de alojamento para quem quiser passar o fim de semana inteiro.

Será possível levar um farnel, ainda não sabemos se é possível comer no local onde decorre o encontro (Casa dos Capuchinhos em Fátima) mas mesmo do outro lado da rua há uma churrasqueira, nada cara (+- 7€/pessoa).

O autocarro, se for cheio, fica a 8€/pessoa, pelo que pedimos 10€/pessoa para compensar os lugares vagos.

Para mais informações poderá contactar o Paulo Farinha (919265221).

Enovar+19

E+NOVAR 19: Em busca de uma nova geração de líderes cristãos.

Um evento dedicado a quem pretende fazer a diferença, pensando fora da caixa.

Já estão alguns paroquianos inscritos, gostaríamos que fossem mais, em  especial aqueles que têm algum serviço na paróquia. Será sexta e sábado, dias 8 e 9 de Fevereiro.

Já estão inscritas 300 pessoas, entre elas mais de 60 sacerdotes, 5 bispos.

Todos os que na paróquia já são líderes quer seja no escutismo, quer no ASJ quer em qualquer grupo, é uma boa oportunidade de formação para a liderança pastoral mas também no mundo civil.

Haverá testemunhos de várias pessoas como exercem a sua liderança entre as quais alguém que já foi deputado do nosso país. Uma das convidadas que vem de França, trabalha para a ONU.

Inscrição em htp://portugal.alpha.org/inscricao-enovar19

Dia de Formação dedicada ao Louvor e exercício de carismas

O Louvor de Deus é algo que nos faz avançar muito na fé. Quando se vive uma experiência de encontro com Deus precisamos de O louvar. Mas existem obstáculos que emperram o jorrar do louvor em nossos lábios sendo um deles não negligenciável o aspecto cultural. Mas quando nos habituamos a louvar juntos e superamos essas barreiras, o louvor é um poderoso meio de crescer na fé, de renovar o entusiasmo, de sentirmos Deus próximo de nós e de o vermos em ação nas nossas vidas. O louvor ajuda-nos a aderir a Deus e a viver na esperança em todas as circunstâncias. Mas ninguém de nós nasce ensinado no louvor. Há uma iniciação que todos temos de fazer. Por isso convidamos o P. Jean-Hubert Thieffry que já esteve cá no Enovar . Ele vive atualmente no Quebec, mas vai estar em Espanha alguns dias. O Pe Jorge convidou-o a vir passar um sábado connosco e a dar-nos uma formação prática e teórica sobre o louvor.
Ele aceitou mas deseja também encontrar-se com os padres que querem ver as suas paróquias a entrarem em conversão pastoral ou seja a entrarem no caminho de renovação que o papa Francisco nos pede.
Seria bom se um grande número puder estar e convidem largamente.
Pedimos 5€ para comparticipação nas despesas. Inscreva-se em https://goo.gl/forms/7omOpYGChhxXpLu42

Jornadas de Formação Permanente – 15 a 17 de Janeiro de 2019

A Diocese de Coimbra realizou na semana passada as suas jornadas de formação permanente, com o tema «Acolher e celebrar, lugares de encontro (com Deus e os homens)», no Seminário Maior de Coimbra. Eu estive presente nestas jornadas de formação permanente de Coimbra, pois não se destinam apenas ao clero, religiosos ou agentes pastorais, mas também à participação de todos os leigos.
Esta actividade formativa abordou a temática deste ano pastoral da diocese e trata-se de um aspecto com tanta relevância pastoral hoje numa igreja que quer ser missionária.

Foi uma experiência enriquecedora e muito motivadora.

Na manhã de terça (dia 15), o padre Tiago Neto falou-nos do acolhimento pastoral, da sua problemática (dever de acolher, acolhimento como serviço especifico e deixar-se acolher). A nossa missão não é só acolher, mas também deixarmo-nos acolher (direito universal). Jesus também se fez convidado, hospede, visitante e peregrino, para que também O acolhessem. Jesus vive uma santidade hospitaleira, daí o homem ser chamado a criar condições para se tornar peregrino, pronto para ser acolhido por Deus. Somos então levados a um desafio eclesial, ou seja, ao difícil caminho da hospitalidade. A Igreja deve ser uma casa de hospitalidade, deve ser acolhedora, evangelizadora, de portas, braços e coração aberto para acolher e receber a todos e principalmente quem mais necessita. Uma paróquia acolhedora deve ter contacto com a realidade, respeitar cada pessoa e a sua individualidade, daí a grande prática do acolhimento basear-se no SER, ESTAR E FAZER.
O SER descobrindo a pedagogia de Deus, que se fez hospede e que quer ser acolhido, viver numa dinâmica do acolhimento de Deus na escuta e oração, assumir a vivência cristã da vida e comprometer-se com a missão evangelizadora da igreja no serviço do acolhimento.
O ESTAR é o descobrir a comunidade, viver a fraternidade, assumir atitudes construtivas na nossa relação com os outros e comprometermo-nos com o projecto evangelizador da comunidade. Por fim o FAZER, é descobrir maneiras e pôr em prática o acolhimento, viver em espírito de equipa, mostrar disponibilidade para aprender e assumir diversas competências.
Estamos ao serviço da fé e o acolhimento é gerador da vida… da vida numa paróquia.
De tarde no dia 15, alguns oradores, fizeram a sua reflexão baseada em lugares onde se acolhe: Família (Pe. José Augusto), Hospital (Irmã Inês Vasconcelos), Ensino Superior (Pe. Paulo Simões) e Paróquia (Filomena Cruz), falaram das suas vivências no acolhimento e evangelizadora da fé.

No segundo dia (dia 16), de manhã o Pe. Nuno Santos, mostrou-nos o quanto é importante o encontro, como ponto de partida para algo e a relação com o outro, fundamental para qualquer relacionamento. Nós só existimos na relação com o outro, pois somos seres em relação. A relação é realizada com vários exercícios. No SER-SE com o outro, com a comunidade e o SER-SE ENTRE, entre alguém ou alguma coisa, o eu e o outro encontram-se no crescimento da relação, numa construção recíproca de igual modo.
Existe uma relação quando há um diálogo profundo com o outro, quando nos deixamos maravilhar pelo outro, tentar ouvi-lo, e deixarmo-nos encantar com o seu mistério, pois é no mistério que nos relacionamos com Deus. Por fim conclui-se que só o amor pode dar sentido à relação. O verdadeiro poder é amar. Amar é despirmo-nos das nossas barreiras e entregarmo-nos ao outro. O poder maior é o amor. Deus mostrou-nos que tem o poder mais importante, o amor… o seu amor por nós, por todos os seres e aceita-nos tal como nós somos, seres únicos, pois fomos criados à sua imagem e semelhança.
O verdadeiro encontro no amor, dá-se na escuta, no ser escutado, reconhecido e acompanhado. Jesus ouve cada pessoa, encontra-se com cada um pessoalmente na oração.

À tarde o bispo de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, fez-nos reflectir sobre «A celebração da liturgia como lugar privilegiado do encontro» e «As diversas formas de oração cristã, pessoal e comunitária, como lugares do encontro com Deus», a catequese como alegria de encontro com Jesus. Não há outro mistério entre nós que não seja Jesus, ele manifesta-se entre nós por sinais sensíveis, que realizam a sua santificação na igreja, através dos sacramentos.
Ver o invisível leva-nos a um encontro pessoal através da liturgia, fazemo-lo viver em nós e entre nós. A liturgia mais bonita é a oração que fazemos sempre ao Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo, este é o abraço da Santíssima Trindade e o ponto fulcral de tudo. A liturgia é o coração pulsante da igreja, pois só o amor desta transforma, abre os olhos do nosso coração para que este seja convertido. A liturgia é o lugar decisivo para o encontro e para o encanto. O mistério é sempre o mesmo, Jesus Cristo, redescobri-Lo no mistério da liturgia, na oração e nos sacramentos. Porque oramos? Para viver, porque viver é amar, só quem ama vive verdadeiramente e permanece no amor. Conclui-se que a liturgia é um lugar educativo e revelador, uma escola de fé e evangelizadora, uma versão orante da fé, pois não somos nós que rezamos, é Cristo que reza em nós, sendo esta oração um eterno diálogo de amor.

No último dia das jornadas (dia 17), o Prof. Dr. Henrique Vilaça, falou-nos da fragilidade como oportunidade para o encontro com Deus. O homem terá sempre as suas fragilidades, pois nascemos frágeis e dependentes dos outros e do seu amor para viver. Temos doenças, desilusões, etc, mas a morte é a última das nossas fragilidades. Deus é o único que acalma o nosso mar, as nossas tempestades. O livro dos Salmos é um exemplo de todas as fragilidades humanas, desde a revolta à aceitação. A fragilidade do amor, pois quando se ama é se frágil. Amar é entregar-se a alguém é expor-se ao outro, é uma vulnerabilidade absoluta, pois todo o poder está nas suas mãos.
Devemos reconhecer a fragilidade (algo difícil de reconhecer), aceita-la e dar-lhe uma resposta construtiva, pois reconhecer uma fragilidade é uma graça “Dá-me Senhor a conhecer a minha fragilidade”. A aceitação positiva, passa por reconhecer que Deus nos quis assim, seres eternamente frágeis e é assim que quer que caminhemos para Ele. A fragilidade serve para o poder de Deus se manifestar em nós, através das fragilidades Deus pode fazer maravilhas, por isso as fragilidades são um dom, torna-se uma bem-aventurança. A fragilidade expõe-nos ao sofrimento e quando vemos que este é uma bênção, o sofrimento torna-se em algo positivo ao nosso ver. E daqui surge-nos uma pergunta! Pode Deus ser frágil? Sim, Deus revela-se na sua assumida fragilidade. Deus é omnipotente que até pode ser débil. A sua omnipotência é o amor, é algo que se oferece e não se impõe. A sua omnipotência é tal que se entrega pelo seu amor. Deus quer entrar no Mundo, que é seu através dos Homens e das suas fragilidades. Deus padece com o sofrimento dos homens, pois só um Deus que sofre é que nos pode ajudar. Deus não pode impedir o mal, mas entrega-se nas mãos dos homens para o enfrentar. A imagem de Deus na cruz é o amor e entrega total deste ao homem. O encontro no amor de Deus é um reencontro, pois Ele estava sempre lá, de braços abertos para nos receber. Deus bate-nos à porta e aguarda, nunca desiste. Bate e aguarda até que nós abramos a porta e o deixemos entrar. Ele dá-nos sempre a oportunidade para o acolhermos, e aí sim, vivemos a experiência do encontro, de nos sentir-mos amados. O Prof. Vilaça terminou salientando que é preciso ter repetidos encontros com Deus, pois a nossa fé é de curto prazo, e é necessário irmos alimentando-a através do encontro com Ele, na Igreja, na Sagrada Escritura e na Eucaristia.
O arquiteto João Alves Cunha abordou a temática do «espaço litúrgico como sacramento do encontro», na parte da tarde. Este começou por nos focar numa frase: “olhar no rosto dos outros é um repouso”. Amar a Deus, o próximo (como a ti mesmo), é como uma estrada de encontro a Deus. Quanto mais nos aproximamos de Deus, mais nos aproximamos uns dos outros e vise-versa. A maior alegria para o Pai é ver que os seus filhos se reconhecem como irmãos. Por fim conclui-se que a fraternidade universal ensaia-se à volta da mesa, esta é um lugar de encontro e fraternidade para os discípulos de Cristo. A fé, o amor ao próximo necessita de ser fortificada e que os fieis participem nela de forma activa e frutuosamente.
O altar (mesa de encontro de Deus com os seus discípulos) numa igreja deve ser no centro, no coração do edifício.
Por fim o Senhor bispo D. Virgílio encerrou a Jornadas salientando que o “acolhimento, não só como conjunto de ações” mas “como modo de ser da Igreja”. É a relação humana que se pode transformar numa relação mais profunda, mais séria, mais espiritual. O Acolhimento pode ser e deve ser o primeiro passo para despertar um conjunto de sentimentos, de atitudes, de perguntas.
Celebrar e acolher e a celebração como lugar de acolhimento, mas também os outros lugares de acolhimento para que a Igreja seja uma instituição ativa, dinâmica, animada pelo Espírito.

Margarida Gomes

Catequese – Calendário de Fevereiro

3 Reunião da Coordenação
16 REUNIÃO GERAL DE CATEQUISTAS
REFLEXÃO FORMATIVA/QUARESMA(catequistas) 
18 Reunião Pais (1º  e 3º ano/2ª feira)
19 Reunião Pais (1º ano /3ª feira) 
20 Reunião Pais (2º ano/4ª feira)
21 Reunião Pais (2º ano/5ª feira)
22 Reunião Pais (3º  ano/6ª feira) 
26 Reunião Pais (5º e 6º anos/3ª feira)
27 Reunião Pais (4º ano/4ª feira)
28 Reunião Pais (4º ano/5ª feira)

Folha Paroquial nº 62 *Ano II* 27.1.2019 — DOMINGO III DO TEMPO COMUM

«Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura»

A folha pode ser descarregada aqui

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».
Palavra da salvação.

Tanto na 1ª leitura de hoje, como no Evangelho é-nos apresentada uma ação litúrgica, isto é, um culto público a Deus feito por toda a comunidade de um modo hierarquizado em que cada um faz tudo, e só, o que lhe compete, segundo o ministério que recebeu. A primeira leitura mostra-nos uma “celebração da Palavra” em que a leitura da mesma tem uma solenidade própria de quem crê que se trata da  Palavra de Deus. Essa fé é manifestada pelo “Amen” entusiasmado da assembleia e pela sua atitude de prostração diante do Deus que acabou de lhes falar na Palavra proclamada. A celebração termina com a alegria e a festa e o envio para a refeição.

No Evangelho, Jesus sobe ao ambão, como era costume na sinagoga, e ali recebe o rolo do profeta Isaías que lê solenemente. No fim da leitura, enrola o livro e faz a homilia, começando por dizer que Ele é o cumpridor daquela passagem. De facto, todo o Antigo Testamento tem n’Ele a sua plena realização. Os olhos de quantos estavam na sinagoga fixavam-se n’Ele e bebiam as Suas palavras.

É através da Liturgia que nos é oferecida a possibilidade de participarmos na salvação que Cristo nos ofereceu pela Sua morte e ressurreição. Lembra-nos a Constituição sobre a Divina Liturgia do Concílio Vaticano II que Jesus não enviou os apóstolos e toda a Igreja só a anunciar o Evangelho a toda a criatura, mas também «para que realizassem a obra de salvação que anunciavam, mediante a Eucaristia e os outros sacramentos, à volta dos quais gira toda a vida litúrgica. Desde os tempos apostólicos, «nunca mais a Igreja deixou de se reunir em assembleia para celebrar o mistério pascal: lendo o que se referia a Ele em todas as escrituras Lc 24,27), celebrando a Eucaristia na qual «se torna presente o triunfo e a vitória da sua morte» e dando graças pelo seu dom inefável em Cristo Jesus. Para realizar tão grande obra, Cristo está presente na Sua Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, quer na pessoa do ministro, quer sobretudo sob as espécies eucarísticas. Está presente com o seu dinamismo nos sacramentos, de modo que quando alguém batiza, é o próprio Cristo que batiza. Está presente na sua palavra, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a sagrada Escritura. Está presente, enfim, quando a Igreja reza e canta.» SC nº 7.

A Liturgia é uma ação com muitos intervenientes em que cada um faz o que lhe compete. Ela realiza-se através de ritos, sinais sensíveis, palavras, orações e todos eles são muito importantes, pois cada um significa e realiza à sua maneira a santificação dos homens.

Um desses elementos fundamentais em qualquer celebração litúrgica é a Palavra de Deus. Não há liturgia sem escuta de Deus presente na Sua Palavra. Por isso, o ministério do leitor é muito importante para se ouvir a Palavra de Cristo, pois é Ele que fala ao ser lida na Igreja a Sagrada Escritura. O leitor exerce um ministério litúrgico para o qual deve receber formação, da mesma forma que o ministro da comunhão, para exercer o ministério, tem de participar em cursos formativos.

Brevemente teremos uma formação para leitores. Entretanto, deixo alguns conselhos básicos para exercer este ministério:

  • Crer que Aquela palavra que leio é Palavra de Deus. Por isso, uma pessoa que vai a um casamento ou a um funeral mas que, habitualmente, não vai à missa, não está preparada para ler a Palavra de Deus ainda que saiba ler muito bem. Todo o leitor é primeiro um ouvinte da Palavra de Deus.
  • Ter lido antes aquela Palavra, tentar perceber a sua mensagem, e ver se entende o significado de todas as expressões que lê. Quando alguma não lhe soa bem pede explicação para não ler coisas que não sabe o que está a ler.
  • Quando em festas ou missas de catequese se convidam crianças a ler a Palavra de Deus deve ver-se, com elas, não só se são capazes de ler bem e de forma audível, mas explicar-lhes o que estão a ler, pois só entendendo darão ao texto a sua devida entoação.
  • Dirigir-se ao ambão com simplicidade e humildade. Chegados lá, podem olhar num relance a assembleia para ver a sua dimensão. Deve pensar que a sua voz tem de chegar até à última fila da igreja e, por isso, apesar de ter amplificação sonora, tem de levantar o tom da voz, porque não se trata só de ler mas de uma proclamação da Palavra. Sinónimos de proclamação: “ Anúncio, alocução, feito em ocasião solene, o que indica a importância daquilo que é proclamado”, diz um dicionário. Trata-se, portanto, de ler solenemente e audivelmente. Para ser audível é importante que o leitor diga as palavras até ao fim tentando separá-las, pois em todas as línguas se come o final das palavras. É preciso estar muito atento á pontuação, vírgulas, pontos finais, e exclamações e sobretudo pontos de interrogação, pois se a frase é interrogativa, mas não se entoa a interrogação, pode perder o sentido do que é dito. Depois é necessário estar atento ao género literário do texto. Às vezes perde-se muito quando um texto é um canto poético e é lido como uma passagem doutrinal sem entoação e beleza, embora se lesse o que lá está. No final da leitura, faz-se uma pequena pausa de 3 ou 4 segundos, e depois diz-se solenemente e convictamente, olhando a assembleia: Palavra do Senhor, para que ela responda com a mesma convicção: Graças a Deus.

Todo o leitor deve sentir a bela responsabilidade que consiste em emprestar a sua voz ao próprio Cristo, para que Ele mesmo fale aos ouvidos e ao coração da assembleia reunida. Que belo ministério!

 

Folha Paroquial nº 61 *Ano II* 20.1.2019 — DOMINGO II DO TEMPO COMUM

«Anunciai em todos os povos as maravilhas do Senhor.»

A folha pode ser descarregada aqui.

«EVANGELHO (Jo 2, 1-11)
Naquele tempo, realizou-se um casamento em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus. Jesus e os seus discípulos foram também convidados para o casamento. A certa altura faltou o vinho. Então a Mãe de Jesus disse-Lhe: «Não têm vinho». Jesus respondeu-Lhe: «Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Sua Mãe disse aos serventes: «Fazei tudo o que Ele vos disser». Havia ali seis talhas de pedra, destinadas à purificação dos judeus, levando cada uma de duas a três medidas. Disse-lhes Jesus: «Enchei essas talhas de água». Eles encheram-nas até acima. Depois disse-lhes: «Tirai agora e levai ao chefe de mesa». E eles levaram. Quando o chefe de mesa provou a água transformada em vinho, – ele não sabia de onde viera, pois só os serventes, que tinham tirado a água, sabiam – chamou o noivo e disse-lhe: «Toda a gente serve primeiro o vinho bom e, depois de os convidados terem bebido bem, serve o inferior. Mas tu guardaste o vinho bom até agora».
Foi assim que, em Caná da Galileia, Jesus deu início aos seus milagres. Manifestou a sua glória e os discípulos acreditaram n’Ele.»

S. João é um evangelista cujo modo de apresentar os acontecimentos precisa que nos habituemos. É que as coisas mais importantes estão nas entrelinhas, por isso precisamos de estar atentos e ir mais longe do que aquilo que conseguimos ler à primeira vista. Para ele, este primeiro «sinal», como lhe chama, das bodas de Caná é muito importante: encerra só por si o grande mistério do projeto de Deus sobre a humanidade, mistério de Criação, mistério de Aliança, mistério de Núpcias.
Aquilo a que se chama o Prólogo, quer dizer a abertura do seu evangelho, o início, já era uma grande meditação sobre este mistério. O texto das bodas de Caná é exatamente a mesma meditação mas agora em forma de narrativa, isto é, contando um acontecimento. Com estes dois textos, no início do seu evangelho, pretende introduzir-nos na compreensão de tudo o que ele nos vai dizer durante todo o seu evangelho. É como a «abertura» de uma ópera em que a orquestra toca todos os andamentos e as partes da ópera que depois se vão desenvolver.
O texto termina dizendo, «Foi assim que em Caná da Galileia Jesus “deu início”, (principiou) os seus milagres (sinais). Este dar início reenvia-nos ao prólogo, “no princípio, isto é, no início de tudo, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus.” S. João está a dizer-nos que Jesus está a dar início a numa nova criação, a recriar tudo e a fazer uma Nova Aliança. Se
vermos bem, nas bodas de Caná realmente Jesus não se contenta em multiplicar o vinho como vai fazer, mais tarde, com o pão: ele criou-o. Assim como no princípio de todasas coisas, O Verbo estava voltado para o Pai para criar o mundo, uma nova etapa se inaugura em Caná: a nova criação começou. E trata-se de um banquete de núpcias, de um casamento, de uma aliança esponsal. Na criação inicial Deus completa a sua obra com o casal humano, Adão e Eva, que criou à sua imagem e semelhança; agora, na nova criação, Jesus participa num banquete de núpcias, maneira de dizer que o projeto criador de Deus é um projeto de aliança, um projeto esponsal de amor.
Podemos compreender agora melhor porque é que a Igreja escolheu como primeira leitura deste dia o texto do terceiro Isaías no qual Deus diz ao seu povo: “Tal como o jovem desposa uma virgem, o teu Construtor te desposará; e como a esposa é a alegria do marido, tu serás a alegria do teu Deus.” ( Is 62) Os padres da Igreja (teólogos dos primeiros 6 séculos) sempre viram no sinal das bodas de Caná a realização da promessa de Deus: A festa das núpcias com a humanidade começa aqui. É por isso que a palavra «Hora» em S. João é tão importante: Trata-se da hora em que o projeto de Deus foi definitivamente realizado em Jesus Cristo. Por isso Jesus diz a Maria, sua Mãe: « Mulher, que temos nós com isso? Ainda não chegou a minha hora». Mas na altura em que vai ser preso, no Jardim das Oliveiras, vai afirmar solenemente. «Chegou a Hora em que o Filho do homem vai ser entregue.» Aqui, nas bodas de Caná, começa a realizar-se esse projeto de Deus que vai realizar-se definitivamente na Hora da sua entrega na cruz. E por isso dirá antes de expirar: «Tudo está consumado». A obra do pai, o seu plano de salvação, foi plenamente realizado.
Para S. João é claro, o projeto de Deus para a humanidade é uma aliança esponsal de amor em que Deus se entrega purificando o seu povo, perdoando os seus pecados, atraindo-o a si com laços
de ternura e de amor. Diz S. Paulo na carta aos Efésios; “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para a santificar, purificando-a, no banho da água, pela palavra. Ele quis apresentá-la esplêndida, como Igreja sem mancha nem ruga, nem coisa alguma semelhante, mas santa e imaculada.” É grande este mistério, este sacramento. Esta união de Cristo com a Igreja. E Paulo serve-se deste modelo para dizer: “Assim devem também os maridos amar as suas mulheres, como o seu próprio corpo. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo. De facto, ninguém jamais odiou o seu próprio corpo; pelo contrário, alimenta-o e cuida dele, como Cristo faz à Igreja; porque nós somos membros do seu Corpo.” O matrimónio é sacramento, mistério, porque é sinal deste amor esponsal com
que Cristo ama a sua igreja e se entregou por ela.
Que missão bela recebem os casais cristãos ! Fazerem resplandecer no mundo o amor esponsal de Cristo pela Igreja.
O seu amor uno, fiel, indestrutível, paciente, resiliente, capaz de perdoar, participa do amor de Cristo, é fortalecido pela graça de Cristo mas é também sinal para o mundo do amor do Senhor
por cada um de nós.

Jornadas de Formação Permanente – Celebrar e acolher

JORNADAS DE FORMAÇÃO PERMANENTE
15 a 17 de Janeiro de 2019
Temática: Acolher e celebrar, lugares de encontro (com Deus e os homens)
15 de Janeiro de 2019 – 3ª feira
09:30 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O Acolhimento pastoral – Pe. Tiago Neto
11:15 – Intervalo
11:45 – O acolhimento pastoral II – Pe. Tiago Neto
13:00 – Almoço

14:30 – Mesa redonda – Lugares do Acolher:
Na paróquia – Filomena Cruz, S. João Baptista
No Hospital – irmã Inês Albuquerque
No Ensino Superior – P. Paulo Simões
A Familia – P. José Augusto, Leiria
17:00 – Vésperas
16 de Janeiro de 2019 – 4ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – O encontro como categoria fundante da fé cristã – Pe. Nuno Santos
13:00 – Almoço
14:30 – A celebração da liturgia como lugar privilegiado do encontro – D. José Cordeiro (Bispo de Bragança-Miranda)
15:30: Intervalo
16:00: As diversas formas de oração cristã, pessoal e comunitária, como lugares do encontro com Deus.
17:00 – Adoração ao Santíssimo
17 de Janeiro de 2019 – 5ª feira
09:45 – Acolhimento
10:00 – Hora Intermédia
10:30 – A fragilidade como oportunidade para encontro com Deus – Prof. Dr. Henrique Vilaça Ramos
13:00 – Almoço
14:30 – O espaço litúrgico como ‘sacramento’ de encontro – Arq. João Alves Cunha
15:30: Intervalo
16:00: O espaço litúrgico como sacramento do encontro II: (Diálogo)
16:30: Palavra final do Sr. Bispo
17: 00: Vésperas

Início percurso Ela&Ele – 19 Jan 2019

Com base na pedagogia dos Percursos Alpha, o percurso “Ela & Ele” visa ajudar os casais a “construir uma relação duradoura”.

Em poucas palavras, trata-se de um percurso em “oito jantares românticos”, em que cada casal começa uma refeição a dois à luz das velas, passando depois por uma apresentação temática intervalada por tempos de diálogo em casal, porque não há discussões em grupo. No final de cada sessão, são propostos exercícios em casal para casa.

Embora seja um percurso promovido pela equipa de pastoral familiar da Paróquia de S. João Baptista, o tema da religião não é propriamente abordado, pelo que é aberto a casais não cristãos.

O preço por casal e por sessão é de 12€ e há serviço de babysitting.

Tem início a 13 de janeiro (2018) um novo percurso para casais «Ela e Ele: como construir uma relação duradoura».

Composto por 8 sessões, dedicadas a temas como a comunicação, a resolução de conflitos, o perdão, a família alargada ou a sexualidade, pretende ajudar qualquer casal que deseje construir uma relação sólida e duradoura, mesmo que não estejam casados católica ou civilmente.

Proporcionando a possibilidade de passar algum tempo juntos e refletir em casal, o PERCURSO ELA E ELE destina-se a qualquer casal que queira trabalhar a sua relação de casal investindo nela, seja para reforçar um casamento sólido, seja para ultrapassar dificuldades do casamento.

Cada sessão começa por uma refeição a dois. Um jantar à luz das velas permite passar tempo juntos em casal. Em cada sessão é apresentada uma exposição por um casal (com o apoio de vídeos, powerpoint, etc.). A exposição é interrompida para fazer exercícios em casal, acompanhados por café, chá e bolos. No final de cada sessão são propostos exercícios em casal para casa.

A intimidade do casal é sempre respeitada. Não há discussões de grupo nem necessidade de dar a conhecer as discussões do casal a qualquer outro.

Esta nova edição vai realizar-se no Instituto Universitário Justiça e Paz (Couraça de Lisboa, nº30 – Coimbra). As sessões decorrem ao sábado à noite, a partir das 20.00 horas, nos dias 13, 20 e 27 de janeiro, 3 e 17 de fevereiro e 3, 17 e 24 de março.

Já muitas dezenas de casais experimentaram. Os seus testemunhos demonstram o quanto fazer o ELA E ELE foi importante: (…) perceber a importância de dedicar tempo ao casal e a importância de verbalizar o amor. (…) colocar-me no lugar do outro, tentar perceber o que o outro sente, pensa, quer. (…) conversar em casal sobre temas que normalmente não conversamos. (…) renovar a nossa relação de amor. (…) ter mais atenção às necessidades do meu cônjuge.

Inscreve-te e traz um casal amigo! curso.ela.e.ele@gmail.com tf 239405706  //  tm 968544141

Festa da Epifania – 13 janeiro 2019

Votos de um Ano de 2019 cheio de sucesso e das bênçãos do Senhor.
A Festa da Epifania da Catequese de Infância de São José terá lugar no domingo, dia 13 de janeiro, pelas 15 horas, no Salão Paroquial, a festa é realizada pelas crianças, catequistas e pais. Esta festa avançou uma semana para que houvesse tempo para a preparar com as crianças, após as férias do Natal.

Estão todos convidados a participar e solicitamos que se façam acompanhar de um doce e/ou salgado e uma bebida, para podermos celebrar à volta de um lanche partilhado.