Presépios saem da caixa

Presépios saem da caixa

São igualmente belos, apesar de diferentes, os presépios que nesta altura do ano litúrgico apetrecham as nossas igrejas, recordando-nos e remetendo-nos para o mistério que a Igreja nos propõe celebrar: “um menino nasceu para nós, um filho nos foi dado” (Is 9, 5).

«A nossa esperança é ALGUÉM. A nossa esperança é Cristo… Ele fez-Se Carne. Cristo, inserindo-se, plenamente, na natureza humana, quis mudar o mundo para salvá-lo. E nós seremos seus discípulos na medida em que a nossa esperança se confundir com a Sua, que era a de transformar o mundo» (Mauriac).

Em algumas igrejas, é comum na noite de Natal, na missa da noite, fazer-se a proclamação das kalendas:

Dia 8 das calendas de janeiro, lua vigésima primeira. Passados inumeráveis séculos desde a criação do mundo, quando no princípio Deus criou o céu e a terra e formou o homem à sua imagem; depois de muitos séculos, desde que o Altíssimo pôs o seu arco nas nuvens como sinal de aliança e de paz; vinte e um séculos depois da emigração de Abraão, nosso pai na fé, de Ur dos Caldeus; treze séculos depois de Israel ter saído do Egipto, guiado por Moisés; cerca de mil anos depois que David foi ungido rei; na semana sexagésima quinta, segundo a profecia de Daniel; na Olimpíada cento e noventa e quatro; no ano setecentos e cinquenta e dois da fundação de Roma; no ano quarenta e dois do império de César Octávio Augusto; estando todo o orbe em paz, Jesus Cristo, Deus eterno e Filho do eterno Pai, querendo consagrar o mundo com a sua piedosíssima vinda, concebido pelo Espírito Santo, nove meses depois da sua conceição, nasceu em Belém de Judá, da Virgem Maria, feito homem: Nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo a carne.

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