Grupo de visitadores a idosos

Grupo de visitadores a idosos

Quando, como Maria, fazemos a experiência do amor de Deus e da sua misericórdia, o Espírito nos impele em visita aos irmãos que precisam para os servir. Hoje há tantos irmãos, idosos e sós, que passam o dia todo sozinhos e não esperam ninguém, pois não estão habituados. Cada visita nossa é uma surpresa alegre que passa a ser visitação, pois Deus vai connosco. É bom dar cabazes de Natal aos pobres quando eles os vêm buscar, mas é ainda melhor ir ao seu encontro, bater-lhes à porta para estar com eles e fazer-lhes sentir a presença fraterna levando-lhes uma ajuda material, como um cabaz de Natal para ajudar a minorar as suas muitas dificuldades. Deus está lá, precede-nos, e esse encontro é uma visitação.

Estamos a tentar criar, a partir de janeiro, um grupo de visitadores a idosos que estejam sozinhos e queiram receber a palavra amiga de alguém ou pelo telefone ou, ainda melhor, presencialmente. Alguns casos que já estão a acontecer, tanto em S. João Baptista como em S. José, têm-nos mostrado que podemos e devemos ir mais longe neste apoio.

Os ministros extraordinários da comunhão, quando vão a casa dos doentes e idosos levar-lhes a comunhão, fazem autênticas visitações. Pois não é só a sua visita que é boa e o conforto da sua palavra e presença amiga, mas levam consigo o próprio Cristo. Também eles são verdadeiras arcas da Aliança que levam consigo o próprio Deus feito carne e pão vivo. Pena é que sejam cada vez menos os pedidos de visitas aos doentes. Devemos trabalhar mais neste campo.

Alguns idosos e doentes, quando lhes dizemos: «Porque não pede para receber a comunhão aos Domingos em sua casa?», respondem: «Ah, dá-vos muito trabalho e não quero atrapalhar a vossa vida!» Não tenham medo, pois é com alegria que os ministros vão ao vosso encontro, pois recebemos mais do que damos.

Pe Jorge Santos

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