A Mariana partiu, finalmente

A Mariana partiu, finalmente

Não que a gente não gostasse de a ter connosco: gostamos, e muito.

Na verdade, já há muitos meses que ela tinha decidido dar um ano da sua vida ao serviço aos mais pobres, com os Leigos para o Desenvolvimento, e, por dificuldades relacionadas com o visto, a sua partida tinha vindo a ser sucessivamente adiada.

Enquanto os mais pequenos eram instituídos acólitos, a nossa comunidade e o Pe Francisco rezaram por ela, que havia de apanhar o avião para Angola no dia seguinte.

Transcrevemos aqui um excerto do seu testemunho na revista COM dedicada aos jovens que acabou de sair:
Graças a Ele, vou partir em missão para Angola, por um período mínimo de um ano, com possibilidade de renovação por mais um ano. A beleza da missão que Deus me confiou está em ajudar os outros a perceberem o valor que têm e a usarem as suas capacidades e competências para melhorarem a sua vida e o seu futuro. Partir em missão por uma ONGD tem esta beleza: o desenvolvimento comunitário. E é aqui que eu acho que a minha profissão e a missão casam de maneira quase perfeita: ir, fazendo o que faço diariamente, promovendo a autonomia do próximo. A diferença está que essa promoção de autonomia estará, e muito, associada ao maior valor cristão: o Amor. (…) Nunca estive em missão, nunca sequer tinha feito voluntariado, mas quando me foi apresentada a proposta dos Leigos, percebi que fazia todo o sentido. (…) O projeto no terreno consiste em dinamizar um Espaço Jovem. Os jovens em Angola não têm perspetivas de futuro, e essa será a minha missão. Juntamente com parceiros, iremos promover formações, dinamizar grupos e, principalmente, escutar o que os jovens têm para nos dizer. O objetivo é escutar as necessidades por eles levantadas e ajudá-los a encontrar soluções para os seus problemas. No fundo, e como referi anteriormente, promover a sua autonomia, de forma a que sejam capazes de escolher o seu futuro e fazerem algo que verdadeiramente os realize enquanto pessoas e enquanto profissionais. Nunca trabalhei com jovens e nunca dinamizei qualquer grupo, e isso é o que considero mais interessante: sair totalmente da minha zona de conforto para ajudar outros a encontrarem a sua zona de conforto.

Deixar uma resposta