Folha Paroquial nº 191 *Ano B* 24.10.2021 — 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Folha Paroquial nº 191 *Ano B* 24.10.2021 — 30º DOMINGO DO TEMPO COMUM

O Senhor fez maravilhas em favor do seu povo.

A folha pode ser descarregada aqui.

EVANGELHO ( Mc 10, 46-52 )
Naquele tempo, quando Jesus ia a sair de Jericó com os discípulos e uma grande multidão, estava um cego, chamado Bartimeu, filho de Timeu, a pedir esmola à beira do caminho. Ao ouvir dizer que era Jesus de Nazaré que passava, começou a gritar: «Jesus, Filho de David, tem piedade de mim». Muitos repreendiam-no para que se calasse.
Mas ele gritava cada vez mais: «Filho de David, tem pie- dade de mim». Jesus parou e disse: «Chamai-o». Chamaram então o cego e disseram-lhe: «Coragem! Levanta-te, que Ele está a chamar-te». O cego atirou fora a capa, deu um salto e foi ter com Jesus. Jesus perguntou-lhe: «Que queres que Eu te faça?». O cego respondeu-Lhe: «Mestre, que eu veja». Jesus disse-lhe: «Vai: a tua fé te salvou».
Logo ele recuperou a vista e seguiu Jesus pelo caminho.

 

MEDITAÇÃO DA PALAVRA DE DEUS

Andamos a aprofundar os 5 pontos essenciais para o crescimento e formação dos discípulos e começámos a falar no da evangelização. No último Domingo, falámos do mandato do Senhor de evangelizar, dos obstáculos que temos à evangelização e terminámos a reflexão a dizer: “Por isso, por amor das pessoas, e por obediência ao mandato do Senhor, devemos vencer as nossas resistências interiores e trabalharmos na Missão de fazer discípulos e ensiná-los a cumprir o que o Senhor nos mandou.”
Para o evangelista Mateus, evangelizar é tocar os corações pelo anúncio da Boa Nova para que as pessoas se tornem discípulos de Jesus e vivam de acordo com os seus ensinamentos.

1. O Evangelho de hoje situa-nos naquele momento charneira da passagem de alguém que já é crente mas ainda não é discípulo, ao momento salvador do encontro pessoal com Jesus Cristo que o torna discípulo. Ora este momento é fundamental para a nossa vida e para a vida da comunidade cristã.

2. O que é um discípulo? “Discípulo, é Aquele que encontrou Jesus pessoalmente, no seio da Igreja, que lhe entregou a sua vida, que tomou a decisão de viver segundo o Seu ensino, em todos os aspetos da vida. Um discípulo está, intencional e ativamente, comprometido com um processo contínuo de aprendizagem de Jesus e, inflamado com este encontro, partilha o Seu Caminho, Verdade e Vida com os outros.
Bartimeu já tinha alguma fé, e foi essa fé que o levou a gritar por Jesus. Mas ainda não é discípulo. Mas depois do encontro com Jesus que o curou, que o ergueu da tristeza, da cegueira e solidão, diz-nos o texto que «seguiu Jesus pelo caminho», quer dizer, tornou-se discípulo integrado numa comunidade.

3. A decisão de ser discípulo comporta a entrega da sua vida a Jesus, o desejo de tudo fazer para viver a partir dos seus ensinamentos. Para isso, começa a participar em ações de formação cristã, a pôr em prática hábitos de oração, começa a sentir necessidade do alimento da Eucaristia e da graça do perdão sacramental, pois continua a ser pecador e a ter muitas falhas 0e quedas. Sente necessidade do encontro com outros cristãos, pois agora encontrou uma nova família para além daquela dos laços do sangue.

4. Quando muitos crentes se tornam discípulos, o rosto da paróquia muda completamente. O acolhimento, o nível de energia, o entusiasmo da fé, a vida de oração e de louvor da comunidade, o que os paroquianos pedem aos seus padres e outros responsáveis. Os discípulos, porque têm fome de aprender mais sobre a sua fé, enchem todas as formações na paróquia e aproveitam as da Diocese. Discípulos evangelizam porque têm boas notícias para partilhar. Discípulos partilham a sua fé com os seus filhos e fazem da família uma igreja doméstica. Discípulos cuidam dos pobres e preocupam-se com os assuntos da justiça. Discípulos assumem os riscos do Reino de Deus.

5. É esta a nossa visão: formar discípulos missionários que nascem do encontro pessoal com Cristo…”
Disse na semana passada que há no mundo dois tipos de paróquias:
paróquias de manutenção e paróquias missionárias.
Aquelas vão definhando e desaparecendo, enquanto que as que põem em prática o mandato de Jesus de fazer discípulos, crescem.

6. Como fazer isto? Através de várias etapas que apresentarei para a semana.
Perguntemo-nos em que situação cada um se sente? Crentes em Deus ou, mais ainda, já discípulos? Isto é, já tomámos a decisão firme de entregar a nossa vida ao Senhor vivendo segundo os seus ensinamentos em todos os aspetos da vida? Lembramo-nos de algum momento charneira onde houve uma viragem? Uma decisão por Cristo, por colocá-lo no centro da nossa vida e começámos a levar a oração a sério, a ir a encontros de formação da fé, a participar alegremente na Eucaristia e a esforçar-me para viver de acordo com o evangelho?

Deixemos que o Senhor nos olhe fixamente como olhou Bartimeu e nos diga todo o amor que tem por nós. Se Ele nos chama para Ele e a segui-lo é porque quer fazer-nos seus amigos, como disse aos primeiros discípulos: «Já não vos chamo servos mas amigos”.

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