Nota Pastoral do bispo de Coimbra sobre o reinício do Culto Público

Nota Pastoral do bispo de Coimbra sobre o reinício do Culto Público

Caríssimos irmãos e irmãs da Diocese de Coimbra!
Saúdo fraternalmente a todos, desejando saúde, paz e bem, no Senhor Jesus Cristo, nosso Irmão e nosso Salvador.

Depois de um longo tempo de impossibilidade de participação no culto público segundo o ritmo habitual das comunidades devido à propagação do Coronavirus 19, vamos reiniciar a participação presencial dos fiéis nas celebrações da fé, nos dias 30 e 31 de maio.
A Conferência Episcopal Portuguesa, de acordo com a Direção Geral de Saúde e as autoridades portuguesas, emitiu um comunicado com data de 08 de maio de 2020 no qual estabelece as regras a cumprir para que se possa reiniciar em segurança e sem constituir perigo para a saúde pública. Essas são as normas que adotaremos na nossa Diocese de Coimbra.
Cabe aos párocos, depois de atenta reflexão com as Equipas de Animação Pastoral e, se possível, depois de ouvido o Conselho Pastoral da Unidade Pastoral, definir os moldes concretos, as circunstâncias e os locais em que terão lugar as celebrações.
Peço a todo o Povo de Deus da nossa Diocese de Coimbra que acolha como um dom de Deus podermos voltar a reunir-nos em diferentes momentos para a celebração da fé, mas especialmente na celebração da Missa Dominical. Sabendo que continuamos num tempo de incertezas quanto à propagação do vírus e que ainda nos encontramos numa situação de exceção, procuraremos ser compreensivos e tudo fazer para que se manifeste a unidade da Igreja, bem como a caridade para com os irmãos na mesma fé e a comunidade humana em geral.
Compreendemos que não é possível celebrar a liturgia em todos os lugares onde ela antes tinha lugar, pois alguns espaços, devido à sua exiguidade e ao reduzido número de participantes, não reúnem as condições necessárias que possibilitem o distanciamento entre pessoas e a devida higienização, como previsto. Além das celebrações em igrejas e capelas que reúnam boas condições, deve considerar-se também a possibilidade de celebrações ao ar livre para aumentar a capacidade e proporcionar a um maior número de fiéis a tão desejada e necessária participação. Todos somos convidados a alguns sacrifícios, nomeadamente na deslocação aos lugares indicados pelos párocos para as celebrações, por, porventura, o culto não poder ser reiniciado em todas as igrejas ou capelas nesta altura.
Para que tudo possa decorrer como desejamos, é necessária a constituição de equipas de voluntários que sejam instruídos nas regras a ter em conta e ajudem as comunidades a cumprir os procedimentos adequados antes, durante e depois das celebrações.

Continuamos a rezar para que esta situação de pandemia seja rapidamente ultrapassada e imploramos a proteção da Virgem Maria nesta hora de esperança que se abre para nós. Imploramos a consolação para as família, a saúde para os enfermos e o eterno descanso para os defuntos.
Que Deus vos ajude e abençoe.

Coimbra, 16 de maio de 2020
Virgílio do Nascimento Antunes
Bispo de Coimbra

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